-0.5 C
Nova Iorque
23.8 C
São Paulo
quinta-feira, fevereiro 12, 2026
spot_img

Disney enfrenta seu momento mais tenso: por que a sucessão de Bob Iger virou um quebra-cabeça bilionário

A sucessão na Walt Disney Company nunca foi simples. Mas, desta vez, o processo ganhou contornos que parecem saídos diretamente de Succession, tamanha a tensão, os egos envolvidos e o impacto bilionário da decisão.
Com o fim do contrato de Bob Iger previsto para 2026, a empresa precisa escolher o nome que vai comandar um dos impérios mais influentes do planeta — e essa escolha está longe de ser óbvia.

Por que escolher o novo CEO da Disney ficou tão complicado?

Porque a empresa vive um momento raro de fragilidade estruturada por três fatores:

  • Mudança no modelo de negócios do entretenimento
  • Erros da última sucessão, que virou caos interno
  • Pressão dos investidores por um nome capaz de unir criatividade, tecnologia e lucro

Tudo isso fez o conselho colocar o processo de sucessão sob vigilância máxima, com reuniões, análises e visitas individuais dos candidatos.

Os nomes mais fortes da disputa: D’Amaro ou Walden?

A corrida está centrada entre dois executivos de peso — e cada um representa um futuro totalmente diferente para a empresa.

Josh D’Amaro: o favorito dos parques

Responsável por parques, cruzeiros, produtos e experiências, Josh D’Amaro é hoje o nome mais forte.
Os parques se tornaram a galinha dos ovos de ouro da Disney após a queda do lucro com TV e streaming, e D’Amaro foi quem liderou:

  • Aumento de receitas
  • Reajustes bem-sucedidos nos preços
  • Melhoria na experiência dos visitantes
  • Parcerias estratégicas, como o investimento de US$ 1,5 bi na Epic Games, criadora de Fortnite

Sua visão para o futuro da Disney passa por integrar games e tecnologia a tudo o que a empresa produz.

Dana Walden: a força criativa

Vinda da aquisição da Fox em 2019, Dana Walden é vista como a executiva mais criativa da casa.
Seus aliados defendem que conteúdo é o coração do império Disney — e ela tem currículo para comprovar:

  • Conduziu negociações complexas com o YouTube TV
  • Reestruturou o streaming e melhorou margens
  • Administrou crises internas envolvendo talentos, como Jimmy Kimmel
  • Tem profundo conhecimento sobre TV, filmes e produção audiovisual

A disputa entre Walden e D’Amaro simboliza a dúvida central do conselho:
O futuro da Disney será guiado pelo entretenimento ou pelo modelo comercial?

Há outros nomes na mesa — mas com menos força

Alguns executivos chegaram a ser cogitados:

  • Alan Bergman, líder de Pixar, Lucasfilm e Avatar
  • Jimmy Pitaro, chefe da ESPN
  • Andrew Wilson, CEO da Electronic Arts (único nome externo considerado)

Apesar disso, tudo indica que a escolha será mesmo interna, evitando o trauma da última transição.

Quem escolhe o novo CEO?

O processo é conduzido por James Gorman, presidente do conselho — conhecido por liderar uma transição exemplar no Morgan Stanley.
A ordem é clara:
Nada de guerras internas. Nada de disputas que acabem em fuga de talentos.

Carolyn Everson, também no conselho, reforça que não há atrasos: a escolha sai no início de 2026.

Por que o legado de Bob Iger pesa tanto?

Iger não é qualquer CEO. Ele é uma lenda corporativa:

  • Assumiu a Disney em 2005
  • Transformou a empresa com as compras da Marvel, Pixar e Lucasfilm
  • Fez a Disney encostar no topo do setor de entretenimento
  • Chegou a cogitar se candidatar à presidência dos EUA

Mas sua primeira saída, em 2020, foi um desastre.

A sucessão fracassada com Bob Chapek

O conselho colocou Bob Chapek no comando.
Iger ficou na empresa.
O resultado foi:

  • Conflito diário
  • Racha interno
  • Queda no desempenho da companhia
  • Crise na pandemia
  • Bolha do streaming
  • Ambiente descrito como “ninho de cobras”

Chapek durou dois anos — e foi demitido.
Iger voltou, mais uma vez, como o “salvador do império”.

Agora, ele realmente precisa sair. E a Disney precisa acertar.

Conclusão

A sucessão de Bob Iger não é apenas troca de comando: é a definição do rumo de um império cultural que atravessa parques, filmes, streaming, músicas, jogos e marcas que fazem parte da vida de gerações.

O próximo CEO terá que equilibrar tradição, criatividade, tecnologia, lucros e emoção — tudo ao mesmo tempo.
E a escolha, quando sair, promete mexer com todo o mercado do entretenimento mundial.

Para acompanhar análises e bastidores do mundo corporativo e financeiro, continue navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

Quando a Disney anunciará o novo CEO?

No início de 2026, segundo o conselho da empresa.

Quem são os principais candidatos à sucessão?

Josh D’Amaro e Dana Walden, ambos com visões muito diferentes para o futuro da Disney.

Por que a sucessão é tão complexa desta vez?

Por causa do legado de Bob Iger, da disputa interna e das transformações no setor de entretenimento.

A Disney pode escolher um CEO externo?

Pode, mas é improvável. O conselho já sinalizou preferência por nomes internos.

Por que Bob Iger voltou ao cargo após 2020?

Porque o sucessor escolhido, Bob Chapek, enfrentou crises graves e perdeu o apoio interno.

O que está em jogo com essa sucessão?

O modelo de negócios da Disney para a próxima década — parques, streaming, conteúdo, games e inovação.

spot_img

Artigos Relacionados

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Fique Conectado
20,145FãsCurtir
51,215SeguidoresSeguir
23,456InscritosInscrever
Publicidadespot_img

Veja também

Brasilvest
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.