Moeda americana cai 0,51%, negociada a R$ 5,37, enquanto o principal índice da B3 avança levemente nesta segunda-feira (20)
O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (20) em queda de 0,51%, negociado a R$ 5,3772 por volta das 10h15, segundo dados apurados pelo G1. Já o Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), registrava leve alta de 0,02%, aos 143.421 pontos, refletindo a cautela dos investidores diante da agenda econômica internacional e da expectativa por novos dados de inflação nos Estados Unidos.
Mercado reage à expectativa por dados de inflação americana
O foco dos investidores nesta semana está voltado ao cenário internacional. O mercado aguarda a divulgação de indicadores de inflação nos EUA, que podem redefinir as apostas sobre o futuro dos juros norte-americanos. Conforme destacou o G1, o recuo do dólar nesta manhã reflete um movimento de correção técnica após a valorização recente da moeda e uma leve melhora no apetite global por risco.
Analistas consultados pelo Valor Econômico afirmam que o comportamento do câmbio segue sensível ao discurso de autoridades do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, que tem sinalizado manutenção da política monetária restritiva até que a inflação mostre desaceleração consistente.
Ibovespa opera entre ajustes e realização de lucros
O Ibovespa iniciou o pregão em leve alta, acompanhando o bom humor das bolsas europeias e a recuperação de commodities como o minério de ferro. O movimento é sustentado por papéis de peso no índice, como Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4), que operam com ganhos modestos nesta manhã. Segundo o InfoMoney, investidores também monitoram o desempenho de bancos e varejistas, após uma sequência de realizações na última semana.
Especialistas lembram, porém, que o índice segue próximo das máximas históricas, o que limita espaço para avanços mais fortes no curto prazo. O cenário de juros ainda altos e incertezas fiscais no Brasil também adiciona cautela aos movimentos de compra.
Cenário doméstico ainda impõe cautela
Além do ambiente externo, o mercado brasileiro continua acompanhando as discussões sobre o ajuste fiscal e o desempenho das contas públicas. O governo tenta avançar em medidas de arrecadação e controle de gastos para atingir a meta de resultado primário zero em 2025. Como lembrou o Valor Investe, a percepção de que o governo conseguirá equilibrar o orçamento sem recorrer a aumento de impostos tem sido um fator importante para manter o real relativamente estável frente ao dólar.
Commodities e juros influenciam o câmbio
A leve desvalorização do dólar também está associada à alta do preço do petróleo, que reforça o fluxo de divisas para países exportadores de commodities. Segundo a Reuters, o movimento das commodities tem sido determinante para a trajetória recente do real, que acumula valorização moderada nas últimas sessões.
Próximos passos do mercado
Os próximos dias prometem alta volatilidade, com atenção voltada à divulgação de dados de inflação nos EUA e à decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). No Brasil, o destaque é a divulgação do Relatório Focus, que deve atualizar as projeções de inflação, PIB e taxa Selic. A depender dos dados, o dólar pode voltar a testar a faixa de R$ 5,40, enquanto o Ibovespa tende a oscilar entre 142 mil e 144 mil pontos, segundo analistas da XP Investimentos.









