O dólar iniciou esta segunda-feira (8) em leve queda, depois de uma forte disparada na semana anterior. A moeda abriu o dia com recuo de 0,24%, cotada a R$ 5,4305, segundo dados divulgados pela CNN Brasil. O movimento mostra um ajuste técnico, já que o mercado ainda reage às incertezas eleitorais e à expectativa pelos próximos passos do Banco Central.
Mercado respira após especulação eleitoral
A volatilidade aumentou na sexta-feira, quando investidores avaliaram a possível desistência de Flávio Bolsonaro da corrida presidencial de 2026. A sinalização reduziu temporariamente a tensão, o que contribuiu para o recuo do dólar.
Apesar disso, operadores seguem cautelosos, já que qualquer nova movimentação de figuras relevantes da política pode alterar o humor do mercado rapidamente. Portanto, o cenário permanece sensível e sujeito a mudanças bruscas.
Banco Central age para conter instabilidade
Além das movimentações políticas, o Banco Central anunciou um leilão de 50 mil contratos de swap cambial, programado para esta segunda. Esses contratos vencem em 2 de janeiro de 2026 e servem para rolar posições antigas, mantendo a liquidez em dólar e reduzindo pressões sobre o câmbio.
Esse tipo de intervenção costuma acalmar o mercado, já que aumenta a disponibilidade de dólares e reduz a chance de movimentos abruptos.
Por que isso importa para o bolso do brasileiro?
Enquanto o dólar recua, consumidores e empresas ganham uma rápida janela de alívio. Entretanto, o movimento pode durar pouco, já que:
- o cenário eleitoral segue indefinido;
- o mercado espera novos sinais do governo sobre fiscal;
- e qualquer notícia externa pode reacender tensões.
Além disso, produtos importados, viagens e serviços dolarizados continuam pressionados. Portanto, quem precisa comprar moeda estrangeira ainda enfrenta um ambiente delicado.
Investidores monitoram próximos passos
Para quem investe, o cenário exige estratégias curtas e atenção ao dia a dia. Isso porque o câmbio está reagindo mais a notícias políticas do que a fatores estruturais da economia.
Adicionalmente, operadores lembram que dezembro costuma ser um mês volátil por ajustes de carteiras e menor liquidez. Portanto, o dólar pode alternar quedas e altas rápidas ao longo das próximas semanas.
Conclusão
O dólar recuou hoje, mas a combinação entre política e intervenção do BC mantém o mercado em alerta. Além disso, a volatilidade deve continuar alta, principalmente com as discussões eleitorais e fiscais avançando. Portanto, acompanhar o noticiário diário se tornou indispensável.
Continue acompanhando a cobertura completa aqui no Brasilvest para não perder nenhum movimento do mercado.
Perguntas Frequentes (FAQ)
O dólar caiu por causa de quê?
A queda ocorreu porque o mercado ajustou preços após rumores sobre a possível desistência de Flávio Bolsonaro e por causa do leilão de swaps anunciado pelo Banco Central.
O leilão de swap reduz o dólar?
Sim. Ele aumenta a oferta de dólares no mercado financeiro e reduz pressões de curto prazo sobre a moeda.
A queda vai durar?
É improvável. O cenário eleitoral continua instável e o mercado pode reagir a qualquer nova informação.
Quem se beneficia com o dólar mais baixo?
Viajantes, importadores e empresas que dependem de insumos dolarizados.
É um bom momento para comprar dólar?
Pode ser, mas apenas para quem precisa no curto prazo. O cenário ainda é incerto.
Quando o dólar pode voltar a subir?
A qualquer momento, caso novos ruídos políticos ou fiscais apareçam.









