Imagine vender um carro e transferir a propriedade na mesma hora, direto pelo celular. Ou investir em renda fixa em um domingo à noite e receber o dinheiro em segundos. O que parecia coisa de futuro já tem nome, projeto e testes avançados no Brasil: Drex, o chamado real digital.
Criado pelo Banco Central, o Drex promete transformar profundamente a forma como os brasileiros pagam, investem, financiam e movimentam dinheiro. E não, ele não é Pix e não é criptomoeda, apesar de usar tecnologia parecida. A proposta é bem mais ambiciosa.
A seguir, você vai entender de forma simples o que é o Drex, como ele funciona, quais vantagens traz e por que ele pode mudar o sistema financeiro do país.
Afinal, o que é o Drex e por que ele existe
O Drex é a moeda digital oficial do Brasil, emitida e controlada pelo Banco Central. Na prática, ele é uma versão digital do real, com valor idêntico ao dinheiro que você já usa hoje.
Cada R$ 1 será equivalente a 1 Drex. Ou seja, não existe risco de desvalorização ou cotação diferente. A diferença está na forma como o dinheiro circula.
O Drex faz parte do conceito de CBDC — Moeda Digital de Banco Central — já adotado ou testado por dezenas de países. O objetivo é claro: modernizar o sistema financeiro, reduzir custos, aumentar a eficiência e criar um ambiente preparado para a economia digital.
O nome “Drex” não é aleatório.
O D vem de digital,
o R de real,
o E de eletrônico
e o X representa modernidade, conexão e inovação.
O que o Banco Central quer com o Drex
O Banco Central enxerga o Drex como muito mais do que uma moeda. A ideia é criar uma infraestrutura financeira digital completa, capaz de integrar dinheiro e ativos em um único ambiente.
Entre os principais objetivos estão:
reduzir custos operacionais, como emissão de papel-moeda
ampliar a inclusão financeira, alcançando quem hoje está fora do sistema
estimular concorrência e inovação, abrindo espaço para novos produtos
aumentar a segurança jurídica nas transações
preparar o Brasil para a Web3, a nova fase da internet baseada em blockchain
Na visão da autoridade monetária, o Drex pode gerar um impacto tão grande — ou até maior — do que o Pix causou na cultura de pagamentos dos brasileiros.
Como o Drex vai funcionar na prática
O acesso ao Drex não será direto pelo cidadão junto ao Banco Central. Ele acontecerá por meio de carteiras digitais oferecidas por bancos e instituições financeiras autorizadas.
Existirão duas camadas:
Drex puro, que é o passivo direto do Banco Central
Real tokenizado, que será a versão usada pelos clientes, intermediada pelos bancos
Na prática, para o usuário final, a experiência será muito parecida, mas com funcionalidades bem mais avançadas.
O grande diferencial está no uso de contratos inteligentes, o que transforma o Drex em dinheiro programável.
O que será possível fazer com o real digital
Os testes já indicam usos que hoje parecem burocráticos ou impossíveis:
transferir a titularidade de veículos pelo celular
investir e resgatar ativos 24 horas por dia, 7 dias por semana
comprar frações de imóveis e títulos públicos
usar ações como garantia para empréstimos
criar crédito com dinheiro “carimbado” para finalidades específicas
baratear financiamentos com novas estruturas digitais
automatizar pagamentos via Internet das Coisas
Tudo isso acontece sem cartório, sem papelada e com liquidação quase instantânea.
Drex é criptomoeda? Não, e isso muda tudo
Apesar de usar tecnologia semelhante à do Bitcoin e do Ethereum, o Drex não é uma criptomoeda.
A principal diferença está no controle. O Drex será centralizado, regulado e emitido pelo Banco Central, com curso forçado no Brasil. Já as criptomoedas são descentralizadas, não têm emissor oficial e não são consideradas moeda legal no país.
Isso garante ao Drex mais estabilidade, previsibilidade e segurança jurídica, algo essencial para o sistema financeiro.
Qual a diferença entre Drex e Pix
Essa é uma confusão comum. Pix e Drex não são a mesma coisa.
O Pix é um meio de pagamento. Ele resolve transferências rápidas.
O Drex é uma infraestrutura financeira completa, capaz de integrar dinheiro, ativos e contratos inteligentes.
O Pix já nasceu pronto.
O Drex nasce como uma plataforma que permitirá inovações contínuas.
Outra diferença importante: enquanto o Pix costuma ser gratuito, o Drex pode ter custos, pois sempre estará ligado a algum serviço financeiro.
Quando o Drex será lançado no Brasil
O Banco Central ainda não divulgou uma data oficial de lançamento.
O projeto está em fase de testes desde 2023. A segunda etapa, mais complexa, envolve operações com crédito, ativos financeiros e contratos inteligentes. A expectativa é que essa fase avance ao longo de 2025, antes de qualquer liberação em larga escala.
Ou seja, o Drex não é promessa distante, mas também ainda não está disponível para o público.
O que muda para o seu dinheiro
O Drex tende a deixar o dinheiro:
mais rápido
mais programável
mais integrado a investimentos e crédito
menos dependente de horários bancários
mais eficiente e rastreável
Para quem investe, empreende ou consome, isso significa menos fricção e mais controle.
O sistema financeiro brasileiro está prestes a dar um salto. E quem entender o Drex antes da maioria sai na frente. Para continuar acompanhando as transformações que impactam seu bolso e seus investimentos, continue navegando pelo Brasilvest.
Perguntas Frequentes (FAQs)
O Drex vai substituir o dinheiro físico?
Não. O dinheiro em papel continuará existindo, mas o Drex deve ganhar espaço ao longo do tempo.
O Drex vai acabar com o Pix?
Não. Pix e Drex são complementares e podem funcionar juntos.
O Drex é seguro?
Sim. Ele será emitido e controlado pelo Banco Central, com regras rígidas de segurança.
O Drex terá custo para o usuário?
Pode ter, dependendo do serviço financeiro envolvido na operação.
Qualquer pessoa poderá usar o Drex?
Sim, desde que tenha acesso a uma instituição financeira autorizada.









