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segunda-feira, janeiro 12, 2026
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Emprego nos EUA dá sinal de freada em dezembro e reforça aposta de juros estáveis

O mercado de trabalho dos Estados Unidos deve mostrar sinais claros de desaceleração em dezembro, reforçando a leitura de que a maior economia do mundo entrou em um período de crescimento com menos geração de empregos. A expectativa é de que tenham sido criadas cerca de 60 mil vagas fora do setor agrícola, abaixo das 64 mil registradas em novembro, segundo levantamento da Reuters com economistas.

Mesmo com a perda de fôlego na criação de postos de trabalho, a projeção é de queda da taxa de desemprego para 4,5%, um movimento que tende a sustentar a aposta de que o Federal Reserve manterá os juros inalterados na reunião deste mês.

O que está por trás da desaceleração do emprego nos EUA?

Economistas avaliam que o mercado de trabalho americano entrou em um modo descrito como “não contrata, não demite”. A economia segue crescendo, mas as empresas adotaram uma postura defensiva diante de incertezas relacionadas a tarifas de importação, custos elevados e mudanças estruturais provocadas pelo avanço da inteligência artificial.

Segundo Sal Guatieri, economista da BMO Capital Markets, o problema não é exatamente falta de demanda. O receio maior está ligado ao controle de custos e à expectativa de ganhos de produtividade com automação, o que reduz a urgência por novas contratações.

Inteligência artificial impulsiona produtividade, mas freia vagas

O crescimento econômico e o avanço da produtividade no terceiro trimestre foram atribuídos, em parte, ao boom de investimentos em IA. Esse movimento ajuda empresas a produzirem mais com menos trabalhadores, reforçando a tendência de expansão sem geração expressiva de empregos.

Na prática, a economia americana cresce, mas sem espalhar o crescimento pelo mercado de trabalho, um cenário que vem sendo observado com atenção por autoridades monetárias e investidores.

Números mostram perda de ritmo ao longo do ano

Se confirmada a estimativa de dezembro, o mercado de trabalho terá criado menos de 1 milhão de empregos em todo o ano passado, um número bem abaixo dos cerca de 2 milhões registrados em 2024. Em outubro, a economia chegou a perder 105 mil postos, a maior queda em quase cinco anos, influenciada por desligamentos no setor público federal.

Economistas calculam que seriam necessárias entre 50 mil e 120 mil vagas por mês apenas para acompanhar o crescimento da população em idade ativa. O dado reforça que o desempenho atual está no limite inferior do necessário para manter o equilíbrio do mercado.

Tarifas e imigração pesam sobre o mercado de trabalho

Analistas atribuem parte da desaceleração às políticas comerciais e migratórias do presidente Donald Trump. Segundo essa leitura, as tarifas reduziram tanto a demanda quanto a oferta de trabalho, enquanto restrições migratórias limitaram a entrada de novos trabalhadores.

Esse efeito combinado ajudou a evitar uma disparada ainda maior da taxa de desemprego, mesmo com menor ritmo de contratações.

Desemprego recua, mas cenário ainda inspira cautela

Após subir de 4,4% em setembro para 4,6% em novembro — maior nível em mais de quatro anos —, a taxa de desemprego deve recuar para 4,5% em dezembro. Parte da alta recente foi distorcida por paralisações do governo federal, que também afetaram a coleta de dados em outubro.

Para o mercado, o dado reforça a leitura de que o Federal Reserve não tem pressa para cortar juros, mas também não vê necessidade imediata de novas altas.

Por que esse dado importa para mercados globais?

O relatório de emprego dos EUA é um dos indicadores mais acompanhados do mundo. Ele influencia decisões de juros, comportamento do dólar, bolsas globais e até mercados emergentes como o Brasil.

Por isso, entender esse movimento é essencial para quem investe e acompanha economia internacional. Para análises práticas e impacto direto nos investimentos, vale continuar navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

Quantos empregos os EUA devem ter criado em dezembro?

A estimativa é de cerca de 60 mil vagas fora do setor agrícola.

A taxa de desemprego vai cair?

Sim. A projeção é de recuo para 4,5%.

Por que as empresas estão contratando menos?

Por cautela com custos, tarifas e avanço da automação via inteligência artificial.

O Fed deve mexer nos juros agora?

O cenário reforça a expectativa de manutenção dos juros neste mês.

Esse dado afeta mercados globais?

Sim. Impacta dólar, bolsas, juros e decisões de investimento no mundo todo.

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