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sábado, janeiro 10, 2026
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Eneva dispara 111% em 2025: ainda dá para subir mais ou o rali acabou?

Depois de uma das maiores altas da Bolsa em 2025, a pergunta que começa a dominar o radar dos investidores é direta: ainda existe espaço para valorização em Eneva (ENEV3) ou o movimento já ficou para trás?

Para o Bradesco BBI, a resposta é clara: o papel ainda não acabou. O banco manteve recomendação de outperform (equivalente à compra) e elevou o preço-alvo de R$ 22 para R$ 26, o que representa potencial de alta de cerca de 30% em relação ao fechamento mais recente.

A revisão acontece após a ação acumular salto de 111% em 2025, figurando como a terceira maior alta do Ibovespa no ano.

Por que o Bradesco BBI ficou ainda mais otimista com a Eneva

Segundo os analistas do Bradesco (BBDC4), o novo valuation reflete uma leitura mais favorável sobre o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP), previsto para março, além da incorporação dos números do terceiro trimestre de 2025 ao modelo.

O banco afirma que revisou suas premissas após conversas com diversos agentes do setor, incluindo fornecedores de turbinas, consultores especializados e empresas de energia, o que trouxe mais confiança no cenário-base.

A avaliação é de que o mercado ainda não precificou completamente os potenciais benefícios desse leilão para a Eneva.

Cenário-base: espaço para mais valorização

No cenário principal trabalhado pelo Bradesco BBI, o LRCAP deve contratar cerca de 3,0 GW, com uma receita estimada de R$ 2,25 milhões por MW para as usinas termelétricas a gás Parna 1/3 e Celse 2.

Esse desenho sustenta o preço-alvo de R$ 26, mantendo a tese de valorização mesmo após a forte alta recente das ações.

E se o cenário for pior ou melhor?

O banco também traçou cenários alternativos.

No cenário pessimista, o preço-alvo cai para R$ 24, ainda assim implicando potencial de alta de cerca de 20%, com receita menor, estimada em R$ 2,0 milhões por MW.

Já no cenário otimista, a Eneva poderia alcançar um preço justo de R$ 28, o que significaria alta de 39%. Esse cenário considera 4,3 GW contratados no leilão, mantendo a receita em R$ 2,25 milhões por MW.

Mais do que isso: caso a receita garantida chegue a R$ 2,50 milhões por MW, o potencial de valorização pode beirar 50%, segundo os analistas.

Leilão maior pode ser o grande gatilho escondido

Um ponto central da tese é a expectativa de que os reguladores ampliem o tamanho do LRCAP. O Bradesco BBI agora trabalha com contratação total entre 20 GW e 25 GW, acima das estimativas anteriores, que giravam entre 15 GW e 17 GW.

Além disso, o banco acredita que o teto de receita do leilão pode ser elevado, refletindo:

  • aumento no custo de construção de usinas térmicas
  • custos associados ao fornecimento e transporte de gás
  • necessidade de garantir segurança energética nos horários de pico

Esse conjunto de fatores pode favorecer empresas com ativos mais eficientes e custos mais baixos, como é o caso da Eneva.

Portfólio da Eneva é visto como altamente competitivo

Segundo o relatório, a Eneva possui um portfólio que se encaixa muito bem no desenho esperado do leilão.

No segmento de usinas existentes, a empresa conta com cerca de 1,6 GW em ativos a gás e carvão bastante competitivos, que podem se beneficiar da renovação de contratos.

Já nos projetos em desenvolvimento, a companhia tem pelo menos 1,3 GW no projeto Celse 2, além de outros 1,0 a 2,0 GW em projetos prontos para avançar, como o Ceiba, previsto para 2029, com capacidade total próxima de 2,0 GW.

Para os analistas, parte desses ativos pode ser precificada próxima ao teto do leilão, mesmo operando com custos inferiores aos concorrentes — um cenário que gera criação de valor adicional e ainda não totalmente refletida na ação.

Vale entrar depois de uma alta de 111%?

O desempenho passado assusta quem olha apenas o gráfico. Mas, na leitura do Bradesco BBI, os fundamentos ainda sustentam mais fôlego.

O principal risco está no desenho final do leilão e nos preços efetivamente contratados. Ainda assim, o banco avalia que o risco-retorno segue atrativo, especialmente diante de um evento que pode destravar valor relevante.

Para acompanhar análises como essa e entender onde estão as próximas oportunidades da Bolsa, continue navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

A ação da Eneva ainda pode subir após alta de 111%?

Segundo o Bradesco BBI, sim. O banco vê potencial adicional entre 20% e 50%, dependendo do cenário.

Qual é o novo preço-alvo para ENEV3?

O preço-alvo foi elevado para R$ 26, com recomendação de compra.

O que é o LRCAP e por que ele importa?

É o leilão de reserva de capacidade, que define contratos para usinas e pode gerar receitas relevantes para a Eneva.

Qual é o principal risco da tese?

Um leilão menor que o esperado ou preços abaixo das premissas do banco.

A Eneva tem projetos competitivos?

Sim. O banco destaca ativos existentes e projetos em desenvolvimento com custos atrativos.

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