Os ETFs de ouro e prata foram os investimentos mais rentáveis de 2025 na renda variável brasileira. Em um ano marcado por instabilidade geopolítica, volatilidade nos juros globais e busca por proteção, os metais preciosos brilharam — literalmente — e entregaram retornos acima da média.
Levantamento do Bora Investir, da B3, mostra que ETFs lastreados em ouro e prata dominaram o topo do ranking, superando ações, índices amplos e outros produtos de renda variável. O resultado reforça um padrão clássico: em tempos incertos, o investidor corre para ativos de proteção.
Por que ouro e prata dispararam em 2025
A alta não aconteceu por acaso. Vários fatores se alinharam:
- Tensões geopolíticas persistentes
- Dólar volátil
- Juros reais ainda elevados em alguns países
- Demanda por hedge contra riscos extremos
Nesse ambiente, ouro e prata funcionaram como porto seguro, atraindo fluxo consistente de capital ao longo do ano.
ETFs facilitam o acesso aos metais
Comprar ouro físico ou negociar contratos futuros não é simples para a maioria dos investidores. Por isso, os ETFs ganharam protagonismo.
Eles permitem:
- Exposição direta ao preço do metal
- Liquidez diária
- Custos menores que alternativas tradicionais
- Facilidade de compra via corretora
Assim, o investidor consegue proteção sem complicação operacional.
Ouro: o clássico que voltou a brilhar
O ouro reafirmou seu papel histórico. Em 2025, ele se beneficiou:
- Da busca por segurança
- Da proteção contra eventos extremos
- Da correlação negativa com ativos de risco em momentos críticos
ETFs atrelados ao metal ficaram entre os mais rentáveis do ano, confirmando que o ativo segue relevante mesmo em um mercado mais sofisticado.
Prata surpreende e entra no radar
A prata também se destacou — e chamou ainda mais atenção por unir:
- Característica de proteção
- Uso industrial relevante
- Maior volatilidade que o ouro
Isso fez com que ETFs de prata entregassem ganhos expressivos, embora com oscilações mais intensas ao longo do caminho.
Como esses ETFs se comparam a ações
Enquanto muitos índices acionários sofreram com:
- Realizações de lucro
- Incerteza macro
- Rotação setorial
os ETFs de metais preciosos seguiram tendência mais clara. Para quem buscava preservação de capital com ganho real, eles se mostraram eficientes.
Ouro e prata substituem ações?
Especialistas são claros: não substituem. Eles complementam a carteira.
A estratégia mais comum em 2025 foi:
- Ações para crescimento
- Renda fixa para estabilidade
- ETFs de ouro e prata para proteção
Essa combinação ajudou investidores a atravessar um ano turbulento com menos sobressaltos.
O que observar antes de investir
Mesmo com o bom desempenho, atenção a alguns pontos:
- Metais também são voláteis
- Preços reagem a juros e dólar
- ETFs não geram renda recorrente
Portanto, o uso ideal é alocação estratégica, não aposta concentrada.
2026 pode repetir o cenário?
Se a incerteza global persistir, metais preciosos podem continuar relevantes. No entanto, mudanças no cenário de juros ou no apetite por risco podem alterar o jogo rapidamente.
Ou seja, o timing importa.
Conclusão
Os ETFs de ouro e prata foram os grandes vencedores de 2025, mostrando que proteção ainda é prioridade quando o mundo entra em modo defensivo. Para o investidor, o recado é claro: diversificação não é discurso, é estratégia.
Continue acompanhando o Brasilvest para descobrir quais ativos protegem sua carteira em tempos difíceis — e quando é hora de mudar a rota.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Por que ETFs de ouro foram tão rentáveis em 2025?
Porque investidores buscaram proteção diante da incerteza global.
A prata é mais arriscada que o ouro?
Sim. Ela tende a ser mais volátil.
ETFs de metais pagam dividendos?
Não. O ganho vem da valorização do ativo.
Eles substituem ações?
Não. Funcionam como complemento e proteção.
Vale investir agora?
Depende do cenário e do perfil do investidor.
Qual o risco desses ETFs?
Oscilações de preço ligadas a juros e dólar.









