O clima azedou de vez para quem investe em criptomoedas. O Ethereum caiu abaixo dos US$ 3 mil, perdeu um suporte psicológico importante e acendeu um sinal de alerta forte no mercado. O movimento veio acompanhado de um dado que preocupa ainda mais: os ETFs de Ethereum nos EUA registraram três dias seguidos de saídas bilionárias.
Na prática, o dinheiro está saindo, o risco está aumentando e o investidor ficou mais defensivo.
Por que o Ethereum perdeu o suporte dos US$ 3 mil?
O ETH voltou a cair abaixo dos US$ 3.000 pela terceira vez neste mês, chegando a tocar a região dos US$ 2.895 antes de ensaiar uma leve recuperação. Mesmo assim, o ativo acumulou queda superior a 6% em apenas 24 horas, mostrando perda clara de força compradora.
Esse nível vinha segurando o preço nas últimas semanas. Ao ser rompido, abriu espaço para movimentos mais agressivos de queda, especialmente em um mercado já sensível a notícias macroeconômicas.
ETFs de Ethereum estão puxando o preço para baixo?
Sim, e esse é um dos pontos centrais. Os ETFs de Ethereum à vista nos Estados Unidos registraram saídas líquidas de quase US$ 140 milhões em apenas um dia, marcando o pior resultado desde novembro.
No total, em apenas três dias, os fundos perderam cerca de US$ 286 milhões. E o mais preocupante: nenhum ETF registrou entradas nesse período. Dezembro, até agora, já acumula saldo negativo, dando sequência a um mês anterior também marcado por fortes retiradas.
Quando o dinheiro institucional sai, o impacto no preço costuma ser direto.
Liquidações em massa agravaram a queda?
Sem dúvida. A quebra do suporte pegou muitos traders alavancados de surpresa. Com isso, houve uma cascata de liquidações, quando posições compradas são fechadas à força por falta de margem.
Somente no mercado futuro de Ethereum, foram liquidados cerca de US$ 207 milhões em posições longas. No mercado cripto como um todo, as liquidações passaram de US$ 650 milhões em poucas horas.
Esse tipo de movimento costuma acelerar ainda mais as quedas, criando um efeito dominó.
O Fed também está por trás da pressão no Ethereum?
Sim. O mercado cripto segue extremamente sensível à política monetária dos Estados Unidos. Investidores reduziram exposição antes da divulgação dos dados de emprego dos EUA, que podem influenciar decisões futuras do Federal Reserve.
O problema é que o Fed já sinalizou apenas um corte de juros em 2026, o que frustrou expectativas. Criptomoedas tendem a se beneficiar de juros mais baixos. Quando esse cenário fica incerto, o capital migra para ativos considerados mais seguros.
Gráficos indicam mais queda pela frente?
Do ponto de vista técnico, o cenário ficou mais pesado. O Ethereum formou um padrão de bandeira de baixa no gráfico diário, estrutura que geralmente indica continuação do movimento de queda.
Além disso, o ativo já confirmou um death cross, quando a média móvel de curto prazo cruza para baixo da média de longo prazo. A combinação desses dois sinais aumenta significativamente o risco de novas perdas.
Se a pressão continuar, analistas apontam que o preço pode buscar a região dos US$ 2.620, mínima registrada em novembro.
Existe algum nível que pode mudar o jogo?
Sim. Para aliviar o cenário negativo, o Ethereum precisaria recuperar a região de US$ 3.170, que funciona como resistência importante. Um rompimento desse nível poderia interromper a tendência de baixa e devolver algum fôlego aos compradores.
Até lá, o mercado segue frágil e altamente volátil.
Para acompanhar análises claras sobre criptomoedas, entender riscos e evitar decisões impulsivas, continue navegando pelo Brasilvest.
Perguntas Frequentes (FAQs)
Por que o Ethereum caiu abaixo de US$ 3 mil?
Principalmente por saídas fortes de ETFs, liquidações em massa e aumento da aversão ao risco no mercado.
ETFs de Ethereum influenciam tanto assim o preço?
Sim. Saídas de capital institucional costumam pressionar o preço de forma direta.
O que são liquidações em cascata?
São fechamentos forçados de posições alavancadas que aceleram ainda mais a queda dos preços.
O Ethereum pode cair mais?
Tecnicamente, sim. O gráfico aponta risco de queda até a região de US$ 2.620 se a pressão continuar.
Existe chance de reversão?
Sim, mas o preço precisa voltar acima de resistências importantes para mudar o cenário.









