As apostas em Kevin Hassett para ser o próximo presidente do Federal Reserve (Fed) explodiram depois que Donald Trump afirmou que já escolheu o sucessor de Jerome Powell. Embora o presidente americano ainda não tenha revelado o nome, os mercados de previsão reagiram rápido e colocaram Hassett como favorito isolado.
Hassett assume liderança nas plataformas Kalshi e Polymarket
De acordo com o InfoMoney, a probabilidade de Hassett assumir o Fed chegou recentemente a cerca de 76% na Kalshi, bem acima dos 55% registrados antes dos comentários de Trump no domingo.
Além disso, na Polymarket, as apostas também mudaram de patamar. A chance de Hassett avançou para 72%, depois de marcar apenas 56% na manhã anterior às declarações.
Por outro lado, os concorrentes perderam espaço rapidamente. As apostas no diretor do Fed Christopher Waller e no ex-governador Kevin Warsh caíram e ficaram em torno de 11% na Polymarket, bem atrás do novo favorito.
O que Trump disse e por que o mercado reagiu tão rápido?
Trump declarou a jornalistas que “já sabe” quem vai escolher para a presidência do Fed e que o anúncio virá “em breve”, sem citar nomes.
Logo depois dessa fala, os mercados de aposta reforçaram a leitura de que o escolhido deve ser Kevin Hassett, hoje conselheiro econômico da Casa Branca e figura próxima ao presidente. A agência Reuters já havia noticiado que Hassett despontou como franco favorito após reportagens da Bloomberg indicarem seu nome como principal candidato.
Além disso, o próprio Hassett comentou em entrevistas que ficaria “feliz em servir” caso fosse escolhido, o que ajudou a fortalecer a percepção de que sua indicação é bem provável.
Quem é Kevin Hassett e qual sua visão econômica?
Kevin Hassett é um economista conservador, com longa trajetória em think tanks e no Partido Republicano. Atualmente, ele ocupa o posto de diretor do Conselho Nacional de Economia na Casa Branca, atuando como voz influente na formulação de políticas.
Além disso, analistas destacam que Hassett se alinha ao discurso de Trump sobre juros mais baixos. Reportagens da Reuters e da Bloomberg apontam que ele tende a apoiar novos cortes na taxa básica, o que pode significar um Fed mais “dovish”, isto é, mais tolerante com inflação em troca de crescimento.
Por outro lado, alguns investidores veem um lado positivo nesse perfil. Muitos acreditam que o histórico acadêmico de Hassett pode funcionar como âncora para decisões técnicas, mesmo com a pressão política por juros menores.
Por que os mercados se importam tanto com essa escolha
A escolha do presidente do Fed influencia juros globais, dólar e apetite por risco. Assim, não surpreende que plataformas de apostas, como Kalshi e Polymarket, tenham virado termômetros importantes para investidores.
Quando o mercado passa a enxergar Hassett como provável sucessor de Powell, cresce a expectativa de cortes de juros mais agressivos ao longo de 2026. Dessa forma, títulos americanos de longo prazo tendem a reagir primeiro, com queda nos yields e ajuste nas curvas de juros.
Além disso, um Fed mais flexível pode significar dólar mais fraco no médio prazo. Isso favorece ativos de risco, como ações e emergentes, mas também aumenta a incerteza sobre o controle da inflação, principalmente se o cenário de preços continuar pressionado.
Riscos: Fed mais politizado e “shadow chair” até a posse
Embora muitos celebrem a possibilidade de juros mais baixos, analistas levantam alertas importantes. A Reuters destaca que, se Hassett for confirmado, ele pode virar uma espécie de “shadow Fed chair” por alguns meses, já que o mandato de Powell termina apenas em maio.
Nesse período, o mercado pode passar a analisar cada fala de Hassett como sinal antecipado da futura política monetária, mesmo antes de ele assumir o posto. Portanto, a volatilidade tende a aumentar, especialmente em reuniões decisivas do Fed.
Além disso, a possibilidade de um conselho mais dominado por indicados de Trump levanta dúvidas sobre a independência do Fed. Alguns especialistas temem maior interferência política nas decisões de juros, enquanto outros acreditam que a estrutura institucional ainda oferece proteções relevantes.
O que acompanhar a partir de agora?
A disputa ainda não terminou. Apesar do favoritismo de Hassett, nomes como Christopher Waller e Kevin Warsh continuam no radar, assim como outros candidatos citados pela imprensa internacional.
Além disso, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, indicou que a decisão pode ser anunciada até o Natal, o que mantém o tema no centro dos mercados nas próximas semanas. Veículos como Reuters e Outlook Business reforçam esse cronograma.
Portanto, investidores devem monitorar:
- novas falas de Trump sobre o Fed;
- entrevistas de Hassett e outros candidatos;
- reação das curvas de juros e do dólar;
- apostas nas plataformas Kalshi e Polymarket.
Em resumo, o favoritismo de Hassett acima de 70% nos mercados de aposta não garante sua nomeação, mas já influencia preços de ativos e expectativas para a política monetária global.
Conclusão: favoritismo forte, mas cenário ainda em construção
O salto nas apostas após a fala de Trump transformou Kevin Hassett no principal nome para comandar o Fed, com probabilidades acima de 70% em plataformas relevantes de previsão.
Ao mesmo tempo, a possível guinada para um Fed mais dovish anima bolsas e pressiona o dólar, enquanto reacende debates sobre independência do banco central e risco de maior interferência política.
Por isso, quem acompanha economia global e mercados precisa ficar atento aos próximos sinais vindos de Washington. E, claro, continuar acompanhando as análises aqui no Brasilvest, para entender como cada movimento no Fed pode impactar investimentos no Brasil e no mundo.
Perguntas frequentes (FAQ)
Quem é Kevin Hassett e por que ele virou favorito para presidir o Fed?
Kevin Hassett é diretor do Conselho Nacional de Economia da Casa Branca e aliado próximo de Trump. Após declarações do presidente sobre já ter escolhido o sucessor de Powell, as apostas em plataformas como Kalshi e Polymarket dispararam e colocaram Hassett como favorito para comandar o Fed.
Quais são as chances atuais de Hassett assumir o Fed segundo os mercados de aposta?
Segundo o InfoMoney, as probabilidades chegaram a cerca de 76% na Kalshi e 72% na Polymarket, após a fala de Trump de que já escolheu o próximo presidente do Fed.
Quem são os principais rivais de Hassett na disputa pela presidência do Fed?
Os nomes mais citados como alternativas são Christopher Waller, atual diretor do Fed, e o ex-governador Kevin Warsh. No entanto, ambos aparecem bem atrás nas apostas, com algo em torno de 10% cada, de acordo com dados recentes da Polymarket e coberturas de agências internacionais.
Como um Fed comandado por Hassett poderia afetar os juros nos EUA?
Hassett é visto como mais favorável a cortes de juros do que outros nomes. Análises da Reuters indicam que um mandato sob sua liderança poderia significar uma trajetória de juros mais baixa, o que tende a apoiar crescimento, mas também aumenta dúvidas sobre a inflação.
Qual seria o impacto de Hassett no dólar e nos mercados globais?
Um Fed mais dovish tende a pressionar o dólar para baixo ao longo do tempo, favorecendo ações globais e ativos de países emergentes. Por outro lado, investidores podem exigir prêmio maior em juros se perceberem perda de credibilidade no combate à inflação, o que pode aumentar a volatilidade em títulos e moedas.
A independência do Fed corre risco com a possível escolha de Hassett?
Especialistas apontam que, com Hassett à frente e mais indicados de Trump no conselho, poderia haver uma maior influência política sobre o Fed. Mesmo assim, a estrutura institucional ainda oferece freios importantes. A Reuters ressalta que parte do mercado já monitora o tema, mas ainda não precifica ruptura completa da independência.









