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Financiamento imobiliário: como funciona, quanto custa e o que você precisa saber antes de fechar negócio

O sonho da casa própria continua sendo um dos maiores objetivos dos brasileiros. Ter um imóvel significa segurança, patrimônio e estabilidade. Mas, na prática, poucas pessoas conseguem pagar um imóvel à vista. É aí que entra o financiamento imobiliário, uma das principais portas de acesso à compra da casa ou apartamento.

Apesar de comum, o financiamento imobiliário envolve decisões importantes, contratos longos e custos que nem sempre ficam claros no início. Por isso, entender como ele funciona antes de assinar qualquer papel pode evitar dores de cabeça no futuro.

O financiamento imobiliário é um tipo de empréstimo concedido por bancos ou instituições financeiras exclusivamente para a compra, construção ou reforma de imóveis. O banco paga o valor ao vendedor e o comprador devolve esse dinheiro em parcelas mensais, acrescidas de juros, correção e seguros.

Uma das principais vantagens é o prazo longo, que pode chegar a até 35 anos, além de taxas de juros mais baixas do que em outros tipos de crédito. Em muitos casos, é possível financiar até 80% ou 90% do valor do imóvel, dependendo da modalidade e do perfil do comprador.

Para conseguir um financiamento, o interessado precisa ter mais de 18 anos, comprovar renda suficiente para pagar as parcelas e estar com o CPF regular. Bancos analisam histórico financeiro, comprometimento da renda e score de crédito. Quanto melhor o perfil, maiores as chances de aprovação e de conseguir taxas mais atrativas.

O processo não é imediato. Em média, a liberação completa do financiamento leva cerca de 40 dias, pois envolve análise de crédito, vistoria do imóvel, avaliação jurídica e registro em cartório.

Existem dois principais tipos de financiamento imobiliário no Brasil. O primeiro é o Sistema Financeiro da Habitação (SFH), mais comum e com regras definidas pelo governo. Ele permite financiar imóveis residenciais de até R$ 1,5 milhão, com limite de comprometimento de renda de 30% e taxa de juros controlada. Nessa modalidade, é possível usar o FGTS para entrada, amortização ou quitação parcial.

O segundo modelo é o Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), que é mais flexível. Ele atende imóveis acima do teto do SFH, permite financiar imóveis comerciais e não impõe limite rígido de renda. Em contrapartida, as taxas costumam ser mais altas e variáveis.

Além disso, existe o financiamento direto com a construtora, muito comum em imóveis na planta. Nesse caso, parte do valor é paga durante a obra e o restante pode ser financiado depois com banco ou com a própria empresa, geralmente em prazos menores e parcelas mais altas.

Outro ponto crucial é o sistema de amortização, que define como a dívida será paga ao longo do tempo. No SAC, as parcelas começam mais altas e vão diminuindo, pois a amortização é constante. Na Tabela Price, as parcelas são mais estáveis, mas no início quase tudo é juros. Já o Sacre mistura características dos dois modelos.

Além da parcela mensal, o financiamento envolve outros custos. Há os seguros obrigatórios, taxas de avaliação do imóvel, despesas com cartório, ITBI e registro. Tudo isso faz parte do Custo Efetivo Total (CET), que deve ser analisado com atenção, e não apenas a taxa de juros anunciada.

Uma dica importante é dar a maior entrada possível. Quanto menor o valor financiado, menos juros serão pagos ao longo dos anos. Também é possível antecipar parcelas ou reduzir o saldo devedor sempre que houver dinheiro extra, o que diminui bastante o custo final do imóvel.

O financiamento imobiliário vale a pena quando as parcelas cabem no orçamento com folga e não comprometem a qualidade de vida. É uma dívida longa e exige planejamento, estabilidade financeira e visão de longo prazo.

No Brasilvest, você encontra conteúdos claros para tomar decisões financeiras com mais segurança. Se quer entender melhor como proteger seu dinheiro e planejar grandes passos da vida, continue navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

O que é financiamento imobiliário?

É um empréstimo de longo prazo feito para comprar, construir ou reformar um imóvel, pago em parcelas mensais.

Qual o prazo máximo de um financiamento imobiliário?

O prazo pode chegar a até 35 anos, dependendo da instituição e da modalidade.

É possível usar o FGTS no financiamento?

Sim. O FGTS pode ser usado para entrada, amortização, redução de parcelas ou quitação parcial, seguindo regras específicas.

Qual sistema de amortização é melhor?

Depende do perfil. O SAC começa mais caro e fica mais barato; a Price tem parcelas mais estáveis no início.

Vale a pena financiar um imóvel?

Vale se as parcelas couberem no orçamento e o comprador tiver estabilidade financeira para um compromisso de longo prazo.

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