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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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FMI alerta: stablecoins têm potencial enorme — mas trazem 3 riscos que podem abalar economias

As stablecoinscriptomoedas lastreadas em ativos reais como o dólar americano — seguem ganhando espaço no sistema financeiro global. E o FMI (Fundo Monetário Internacional) acaba de reforçar isso em um novo relatório publicado na quinta-feira (4).

O documento reconhece o potencial dessas moedas digitais para baratear pagamentos internacionais e aumentar a eficiência de transações entre países. Mas o alerta é claro: o avanço acelerado desses ativos também traz riscos sistêmicos que podem afetar, especialmente, economias emergentes.

A seguir, entenda o que o FMI vê como oportunidade — e os três riscos centrais que preocupam os reguladores.

Por que as stablecoins estão ganhando tanta relevância?

Mesmo representando cerca de 10% da capitalização do bitcoin (BTC), as stablecoins vêm crescendo graças à sua ligação direta com o sistema financeiro tradicional.

Segundo o relatório:

  • A capitalização das duas maiores stablecoins triplicou desde 2023, alcançando US$ 260 bilhões.
  • O volume de negociações aumentou 90%, chegando a US$ 23 trilhões em 2024.
  • Transações internacionais com stablecoins crescem rapidamente.

Hoje, o uso mais comum ainda está ligado ao mercado cripto — servindo como “dólar digital” para liquidações e operações no setor.
Mas esse cenário está mudando conforme empresas e usuários passam a utilizar stablecoins também em operações transfronteiriças.

As regiões onde as stablecoins mais avançam

O FMI aponta que:

  • Ásia lidera o volume de transações
  • Em proporção ao PIB, África, Oriente Médio e América Latina se destacam
  • A maior parte do fluxo parte da América do Norte, onde estão as emissoras de stablecoins ligadas ao dólar

Isso significa que moedas digitais lastreadas em dólar já começam a influenciar economias de países onde a política monetária é mais sensível.

Os 3 riscos que preocupam o FMI nas stablecoins

1. Abalo na política monetária e perda de soberania das moedas locais

Em países com inflação alta, já existe o fenômeno da “dolarização informal”.
Segundo o FMI, stablecoins podem acelerar esse processo, pois:

  • São digitais
  • São globais
  • São fáceis de usar
  • Circulam fora do alcance dos bancos centrais

Isso reduz a eficácia da política monetária e pode enfraquecer economias que já são vulneráveis.

2. Risco sistêmico e perda de confiança no lastro

Stablecoins dependem da qualidade dos ativos que as sustentam.
Se houver:

  • perda de lastro,
  • desvalorização dos ativos, ou
  • quebra de confiança,

o preço dos tokens pode derreter rapidamente — gerando corridas, vendas forçadas e instabilidade nos mercados globais.

É o tipo de contágio que atinge não só o universo cripto, mas também instituições financeiras tradicionais.

3. Uso ilícito e fuga de capitais

Pela natureza digital e pseudônima, stablecoins podem facilitar:

  • lavagem de dinheiro
  • evasão de divisas
  • financiamento de atividades ilegais
  • burla de controles cambiais

Para o FMI, essa é uma ameaça direta à integridade financeira e exige “salvaguardas robustas”.

O avanço das stablecoins deve continuar — com regulação

Apesar dos riscos, o FMI destaca que o potencial é real: pagamentos internacionais mais rápidos, baratos e eficientes.
Mas o relatório reforça que esse avanço não pode ocorrer sem regulação coordenada.

Enquanto isso, o mercado segue em expansão: emissores privados, bancos tradicionais e até gigantes como JP Morgan, que estuda lançar sua própria stablecoin ligada ao dólar.

Se quiser acompanhar análises sobre stablecoins, criptoeconomia e tendências globais, continue navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

O que são stablecoins?

Criptomoedas lastreadas em ativos reais, como dólar ou títulos de renda fixa, que mantêm preço estável.

Por que o FMI está atento a elas?

Porque estão crescendo rápido e começam a influenciar fluxos de capitais, câmbio e estabilidade financeira.

Qual é o maior risco das stablecoins segundo o FMI?

A possibilidade de perda de lastro e corridas que contaminem mercados globais.

Stablecoins podem prejudicar bancos centrais?

Sim. Podem acelerar a substituição da moeda local, limitando a eficácia da política monetária.

Onde as stablecoins mais crescem?

Ásia lidera em volume; África, Oriente Médio e América Latina se destacam em relação ao PIB.

Elas podem ser usadas para crimes financeiros?

Sim. A pseudonimidade facilita atividades ilícitas sem regulamentação adequada.

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