3.9 C
Nova Iorque
26.2 C
São Paulo
sexta-feira, janeiro 9, 2026
spot_img

França barra frutas da América do Sul e acende alerta máximo no agronegócio

A França anunciou que vai suspender a importação de frutas da América do Sul que apresentem resíduos de agrotóxicos proibidos pelas normas sanitárias da União Europeia. A decisão, revelada neste domingo, elevou a tensão comercial com países do Mercosul e acendeu um alerta direto para exportadores do setor agrícola.

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu, que informou que uma portaria será publicada nos próximos dias para barrar a entrada de produtos contaminados por substâncias vetadas no bloco europeu.

Segundo o governo francês, a medida não é pontual. Trata-se de um movimento mais amplo de endurecimento da fiscalização e proteção da produção local, em meio a forte pressão política e social no país.

Quais agrotóxicos levaram à suspensão das importações?

De acordo com Lecornu, a nova regra vai impedir a entrada de alimentos que apresentem resíduos de mancozebe, glufosinato, tiofanato-metílico e carbendazim, defensivos agrícolas cujo uso é proibido na União Europeia.

A lista de produtos afetados inclui abacates, mangas, goiabas, frutas cítricas, uvas e maçãs, independentemente do país de origem. Ou seja, a restrição vale não apenas para a América do Sul, mas para qualquer região que não siga os padrões sanitários europeus.

Para garantir o cumprimento da decisão, o governo francês informou que criará uma brigada especializada de fiscalização, com inspeções mais rígidas nos pontos de entrada do país.

Pressão dos agricultores acelera decisão do governo

O endurecimento das regras ocorre em meio a protestos e bloqueios organizados por agricultores franceses, que se intensificaram desde dezembro. O setor pressiona o governo por medidas que combatam o que considera concorrência desleal, já que produtores europeus seguem regras ambientais e sanitárias mais rigorosas.

Segundo Lecornu, a suspensão das importações é apenas a “primeira etapa” para proteger as cadeias produtivas nacionais e garantir equidade competitiva no mercado agrícola.

Além da pauta sanitária, os protestos também envolvem críticas à condução do governo em temas como a dermatose nodular contagiosa em rebanhos bovinos e, principalmente, o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul.

Acordo União Europeia–Mercosul entra novamente em xeque

O tratado de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul voltou ao centro do debate. O acordo, que envolve Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, ainda não foi oficialmente assinado e enfrenta resistência crescente em vários países europeus.

A Comissão Europeia chegou a discutir a inclusão de cláusulas de salvaguarda para produtos considerados sensíveis, como a carne bovina. A presidente do órgão, Ursula von der Leyen, informou em dezembro que a assinatura foi adiada para janeiro, justamente por causa da pressão política e social.

A decisão francesa reforça a percepção de que o acordo pode enfrentar novos obstáculos, especialmente em temas ambientais e sanitários.

O impacto para exportadores sul-americanos

Para produtores e exportadores da América do Sul, o movimento da França representa risco real de restrição comercial. Países que dependem fortemente do mercado europeu podem enfrentar custos adicionais, revisão de práticas agrícolas e até redirecionamento de exportações.

Mais do que uma decisão isolada, o gesto francês sinaliza que exigências ambientais e sanitárias tendem a se tornar ainda mais duras, afetando diretamente o agronegócio global.

Se você quer acompanhar como decisões internacionais impactam comércio, economia e investimentos, vale ficar atento aos desdobramentos e continuar navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

Por que a França suspendeu a importação de frutas?

O governo francês alega presença de resíduos de agrotóxicos proibidos pelas normas sanitárias da União Europeia.

Quais produtos serão afetados pela medida?

Abacates, mangas, goiabas, frutas cítricas, uvas e maçãs estão entre os principais itens afetados.

A decisão vale só para a América do Sul?

Não. A regra se aplica a qualquer país que exporte produtos com substâncias proibidas pela UE.

Isso afeta o acordo União Europeia–Mercosul?

Sim. A decisão aumenta a resistência ao acordo e reforça preocupações ambientais e sanitárias.

Exportadores podem reverter a suspensão?

Somente com comprovação rigorosa de adequação às normas sanitárias europeias.

spot_img

Artigos Relacionados

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Fique Conectado
20,145FãsCurtir
51,215SeguidoresSeguir
23,456InscritosInscrever
Publicidadespot_img

Veja também

Brasilvest
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.