A Polícia Federal (PF) investiga suspeita de fraude envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). Segundo as autoridades, o esquema envolveria emissão de títulos falsos e repasse de recursos da instituição pública ao banco privado — estimado em cerca de R$ 12 bilhões. Se confirmada, a fraude representa um dos maiores golpes já detectados no sistema financeiro nacional.
O que se sabe até agora sobre a operação?
- A PF afirma que investigações apontam emissão de “títulos de crédito falsos” pelo Banco Master, usados para justificar transferências de recursos. O total suspeito gira em torno de R$ 12 bilhões.
- As fraudes teriam ocorrido entre os meses de janeiro e maio de 2025. Parte dos recursos teria sido repassada pelo BRB ao Master, por meio de contratos que agora são questionados como fraudulentos.
- O Banco Central já decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, o que significa que sua operação será encerrada e seus ativos, bloqueados.
- Dois executivos ligados ao Master — além de outros envolvidos — foram presos, e a justiça já determinou o bloqueio de bens e valores relacionados ao caso.
Possíveis envolvimentos e a conexão com o BRB
De acordo com o que investigações preliminares mostram:
- O BRB teria comprado carteiras de crédito do Master — agora apontadas como parte do esquema de fraude.
- Fontes afirmam que muitos dos documentos que fundamentavam essas operações tinham “indícios grosseiros” de falsificação — por exemplo, títulos que não representavam ativos reais.
- A tentativa de aquisição do Master pelo BRB, feita meses antes, estava em curso, o que aumentou a exposição do banco público ao risco. A negociação foi suspensa com a liquidação do Master.
Impactos potenciais para sistema financeiro e clientes
Se a fraude for confirmada:
- Haverá pressão sobre o sistema financeiro — pela quebra de confiança, possível contágio a outras instituições, e necessidade de regulação mais rígida.
- Clientes e investidores envolvidos podem ter prejuízos significativos, especialmente em papéis que dependiam de lastro real.
- Para o BRB, as repercussões podem ser graves: além do prejuízo financeiro, há risco institucional e de governança, já que ele é banco público ligado ao governo do Distrito Federal.
- O caso reforça a vulnerabilidade de operações com instrumentos financeiros complexos, especialmente quando há baixa transparência e controle institucional.
O que diz a investigação e os próximos passos?
A PF, em conjunto com o Banco Central do Brasil (BCB), investiga as origens dos títulos, os contratos firmados e os fluxos de recursos entre BRB, Master e empresas envolvidas. Além de buscar recuperar valores, o objetivo é responsabilizar judicialmente os envolvidos — por gestão fraudulenta, emissão de títulos falsos, organização criminosa, entre outros crimes.
Até o momento, a liquidação do Master está em curso; o BRB foi alvo de mandados de busca e seus diretores foram afastados. A PF também bloqueou contas e bens de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao caso.
Conclusão
O escândalo envolvendo o Banco Master e o BRB revela fragilidades graves no sistema financeiro. A suspeita de fraude de bilhões de reais — com emissão de títulos falsos e transações suspeitas — expõe riscos de contágio, prejuízos para investidores e a necessidade urgente de maior fiscalização. O desfecho da investigação poderá marcar uma guinada no controle sobre bancos privados no Brasil. Acompanhe aqui no Brasilvest cada novo capítulo desse caso.
Perguntas frequentes (FAQ)
O que é a suspeita de fraude com títulos do Banco Master?
A PF investiga emissão de títulos de crédito falsos pelo Banco Master que teriam servido para justificar empréstimos e repasses de recursos sem lastro real.
Quanto estaria envolvido nesse suposto esquema?
A estimativa inicial aponta para R$ 12 bilhões em títulos e operações suspeitas.
O que aconteceu com o Banco Master?
O Banco Central decretou liquidação extrajudicial do Master — suas operações foram suspensas e os ativos estão bloqueados.
O BRB está envolvido?
Sim. O BRB é investigado pela compra de carteiras do Master e por ter repassado recursos como parte das operações agora questionadas.
Quem corre risco com essa investigação?
Investidores, clientes, funcionários do banco, e até o próprio sistema financeiro — especialmente se o esquema tiver ramificações maiores.
O que esperar daqui para frente?
Novas prisões, bloqueios de bens, auditoria nas instituições envolvidas e reflexos regulatórios para evitar fraudes semelhantes.









