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segunda-feira, janeiro 12, 2026
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Google reviravolta na IA: Como a gigante das buscas superou a OpenAI com Gemini e chips próprios

O Google, que parecia ter ficado para trás na corrida da inteligência artificial (IA) com o sucesso estrondoso do ChatGPT da OpenAI, protagonizou uma notável reviravolta. A gigante das buscas, investindo pesadamente em pesquisa, desenvolvimento e hardware próprio, não apenas recuperou o fôlego, mas assumiu a liderança em diversas frentes da IA, com seu modelo Gemini.

A empresa controlada pela Alphabet demonstrou resiliência e visão estratégica, transformando desafios em oportunidades. A estratégia de longo prazo, iniciada com a declaração de Sundar Pichai em 2015 de que a IA seria o foco principal da empresa, agora colhe frutos significativos, protegendo seu negócio vital de buscas e abrindo novas fontes de receita.

Conforme divulgado pelo The Wall Street Journal, essa virada é resultado de uma combinação de fatores, incluindo raízes profundas em ciência e pesquisa, investimentos bilionários em hardware customizado e mudanças na liderança que permitiram experimentações mais ágeis. O lançamento do Nano Banana, um gerador de imagens, foi um dos marcos iniciais dessa recuperação, superando expectativas e impulsionando o aplicativo Gemini para o topo das paradas.

O Início Cauteloso e o Desafio do ChatGPT

No início, o Google adotou uma abordagem mais reservada no desenvolvimento de seus chatbots. Preocupações com a segurança e a potencial geração de informações imprecisas ou problemáticas levaram a empresa a testar modelos iniciais em ambientes controlados, como o aplicativo AI Test Kitchen com o modelo LaMDA. Essa cautela, segundo ex-funcionários, era levada muito a sério pelo Google, mas frustrou alguns pesquisadores.

A situação mudou drasticamente quando a OpenAI lançou o ChatGPT para o público em novembro de 2022. Em apenas cinco dias, o chatbot atraiu um milhão de usuários, superando as restrições impostas pelo Google aos seus próprios testes. A rapidez na adoção pública do ChatGPT gerou questionamentos no mercado sobre a capacidade do Google de acompanhar a nova onda tecnológica e se os chatbots corroeriam seu lucrativo negócio de buscas e publicidade, que gerou US$ 254 bilhões em receita em 2022.

A Estratégia de Longo Prazo e a Inovação em Hardware

A virada do Google se consolidou com a união das divisões DeepMind e Brain, liderada por cientistas experientes como Jeff Dean e Demis Hassabis. O plano era construir o modelo de IA mais inteligente da empresa. Paralelamente, o Google investiu no desenvolvimento de seus próprios chips de IA, as Unidades de Processamento Tensorial (TPUs), projetados para maior eficiência energética e poder computacional, um diferencial crucial para sustentar aplicações de IA em larga escala.

Em fevereiro de 2023, o lançamento do chatbot Bard, baseado no modelo LaMDA, enfrentou um tropeço inicial com uma resposta incorreta em um vídeo promocional, que derrubou as ações da Alphabet em 8%. Contudo, o retorno do cofundador Sergey Brin ao trabalho em tempo integral com IA impulsionou os esforços.

Gemini: A Nova Era da IA do Google

O lançamento do primeiro modelo Gemini no final de 2023 marcou um ponto de inflexão. Diferentemente do ChatGPT, treinado principalmente com texto, o Gemini foi treinado com texto, código, áudio, imagens e vídeo, uma abordagem tecnicamente mais ambiciosa que, embora mais demorada, prometia resultados superiores a longo prazo. O modelo Gemini mais poderoso, lançado em novembro, superou concorrentes em diversas métricas, levando as ações da Alphabet a disparar e acionando um alerta na OpenAI.

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