Atenção: algo grande está se movendo nos bastidores da infraestrutura brasileira — e pode mudar totalmente o ritmo do agronegócio já em 2026. Em pleno ano eleitoral, o governo federal prepara um pacote robusto para tirar do papel obras que o setor espera há anos, com foco em rodovias, ferrovias e corredores logísticos que destravam o transporte de grãos, commodities e insumos.
E a promessa não é pequena: pelo menos 12 leilões de rodovias e vários projetos ferroviários devem ir a público no próximo ano, segundo Guilherme Sampaio, diretor-geral da ANTT. Para quem acompanha o agronegócio, isso significa uma virada importante na competitividade, no custo de produção e no tempo de escoamento.
A seguir, entenda o que está por vir — e por que 2026 pode ser o ano mais movimentado da infraestrutura do agro na última década.
O que muda com os novos leilões de rodovias?
O governo planeja abrir o calendário de 2026 com projetos estratégicos. Entre eles, a Rota das Gerais, que deverá melhorar a conexão de Minas Gerais com a BR-116, e a otimização da Regis Bittencourt, rota essencial que liga São Paulo ao Paraná.
Segundo Sampaio, o objetivo é claro: “retomar o programa de concessões” e garantir que a infraestrutura realmente acompanhe a expansão do agro. Para um setor que cresce ano após ano, estradas modernas e fluxo mais rápido deixam de ser luxo — são obrigação.
Ainda no primeiro semestre, entram no radar leilões que ampliam a malha existente, melhoram o tráfego pesado e reduzem gargalos que hoje travam o transporte entre centros produtores e portos.
Quais projetos entram em cena no segundo semestre?
A partir de julho, o plano da ANTT é acelerar ainda mais, liberando novos editais como a Rota do Pequi e a EcoSul, duas concessões com impacto direto na circulação de cargas agrícolas.
Outro destaque é o Corredor Agro Norte, que deve avançar no Tribunal de Contas da União logo no início de 2026. Sampaio reforça que este é um dos projetos mais aguardados pelo setor, principalmente por melhorar o escoamento rumo ao Arco Norte — hoje uma das principais alternativas de saída para o agronegócio.
E as ferrovias? O que deve destravar em 2026?
Se nas rodovias o ritmo já parece acelerado, nas ferrovias o movimento é ainda mais estratégico. A ANTT afirma que tem quatro projetos ferroviários avançados, incluindo:
- EF-118, que conecta o Porto de Vitória ao Porto do Rio do Sul
- Renovação antecipada da Ferrovia Centro-Atlântica, essencial para o transporte mineiro
- A aguardada Ferrogrão
A EF-118 deve ser leiloada ainda no primeiro semestre e poderá melhorar drasticamente o fluxo de cargas no Corredor Sudeste, ampliando a eficiência para o agro e para a indústria.
Ferrogrão: por que o projeto deve destravar em 2026?
Depois de anos de impasse jurídico, o governo redesenhou o traçado da ferrovia para evitar conflitos com o Parque Nacional do Jamanxim. Segundo a ANTT, todas as pendências foram solucionadas.
Com 933 km de extensão e capacidade para transportar 52 milhões de toneladas por ano, a Ferrogrão liga Sinop (MT) a Itaituba (PA) — exatamente o eixo onde o agro mais cresce no país.
O investimento previsto é de R$ 25 bilhões, com contrato de até 60 anos de operação. Além de mais eficiência, a ferrovia pode gerar economia anual de R$ 7,9 bilhões, segundo o Ministério dos Transportes.
Ano eleitoral atrapalha?
Segundo a ANTT, não. O diretor-geral reforça que esses são projetos de Estado, e não de governo. Por isso, devem seguir o cronograma independentemente do cenário político.
A mensagem para investidores é clara: há segurança, previsibilidade e retorno garantido — três fatores fundamentais para destravar capital privado.
Conclusão: 2026 pode ser o ano mais importante do agro na última década
Com tantos leilões previstos, o pacote de infraestrutura de 2026 promete transformar a logística brasileira e reduzir gargalos históricos do agronegócio. Para quem vive o setor, essa pode ser a oportunidade de ouro para elevar a competitividade do país.
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Perguntas Frequentes (FAQs)
O que será leiloado em 2026?
Serão ao menos 12 rodovias e diversos projetos ferroviários, incluindo EF-118, Ferrovia Centro-Atlântica e a Ferrogrão.
A Ferrogrão vai realmente sair do papel?
A expectativa da ANTT é sim. Com o novo traçado e questões jurídicas resolvidas, o leilão deve ocorrer no segundo semestre de 2026.
Por que as rodovias são tão importantes para o agro?
Porque grande parte da produção agrícola depende de estradas para chegar aos portos e centros consumidores.
Os leilões serão impactados pelo ano eleitoral?
Segundo a ANTT, não. Os projetos seguem normalmente por serem considerados estruturantes e de longo prazo.
Qual o impacto dos projetos para os produtores rurais?
Mais eficiência logística, menor custo de transporte e maior competitividade internacional.









