A Hypera não depende apenas do “efeito Ozempic” para crescer. Segundo análise do Bank of America divulgada pelo Seu Dinheiro, a ação HYPE3 tem potencial de valorização de até 37%, impulsionada por outros motores de crescimento que o mercado ainda subestima.
O recado é claro: quem olha só para Ozempic pode estar perdendo a tese inteira.
Por que o Ozempic não é o principal gatilho
Embora medicamentos para obesidade dominem manchetes, o BofA destaca que:
- O impacto direto do Ozempic na Hypera é limitado
- A empresa tem foco forte em medicamentos isentos de prescrição (OTC)
- O crescimento vem de volume, margem e portfólio diversificado
Ou seja, a tese da Hypera é estrutural, não oportunista.
Os verdadeiros motores de alta da Hypera
Segundo o banco, os principais vetores de crescimento são:
- Reajustes de preços acima da inflação
- Ganhos de eficiência operacional
- Forte presença em marcas líderes
- Expansão de margens no varejo farmacêutico
Esses fatores sustentam resultados mesmo sem novos “blockbusters”.
Margens fortes e geração de caixa chamam atenção
O relatório ressalta que a Hypera:
- Mantém margens acima da média do setor
- Gera caixa de forma consistente
- Tem baixa alavancagem
Esse combo aumenta a atratividade da ação em um cenário de:
- Juros ainda relevantes
- Investidores mais seletivos
- Busca por previsibilidade
Por que o mercado ainda não precificou isso
Para o BofA, há uma distorção de percepção:
- O mercado foca em narrativas globais (como Ozempic)
- Ignora o modelo local da Hypera
- Subestima a força do portfólio doméstico
Resultado: ação negociada com desconto frente ao potencial.
Preço-alvo e potencial de valorização
O Bank of America projeta:
- Alta potencial de 37% para HYPE3
- Recomendação positiva
- Revisão construtiva dos fundamentos
Isso coloca a Hypera entre os destaques do setor de saúde na Bolsa.
O que pode destravar o valor da ação
Os principais gatilhos apontados são:
- Resultados trimestrais mais fortes
- Confirmação de margens elevadas
- Ambiente macro mais favorável
- Redução de ruídos setoriais
Qualquer combinação desses fatores pode acelerar a reprecificação.
Riscos que o investidor deve observar
Apesar do otimismo, existem riscos:
- Pressão regulatória
- Concorrência no varejo
- Mudanças no consumo
Ainda assim, o banco avalia que o risco-retorno segue assimétrico a favor da alta.
Conclusão
A mensagem do Bank of America é direta: Hypera não é só Ozempic. A empresa tem fundamentos sólidos, crescimento consistente e potencial de valorização de até 37%, segundo o banco.
Para o investidor, ignorar essa tese pode significar perder uma das oportunidades mais defensivas e rentáveis do setor.
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Perguntas Frequentes (FAQ)
A Hypera depende do Ozempic?
Não. O crescimento vem de outros fatores.
Qual o potencial de alta da ação?
Até 37%, segundo o BofA.
O que sustenta essa projeção?
Margens fortes, marcas líderes e geração de caixa.
A ação está cara?
Segundo o banco, ainda negocia com desconto.
Quais os principais riscos?
Regulação, concorrência e consumo.
É uma ação defensiva?
Sim, dentro do setor de saúde.









