O PIB brasileiro cresceu apenas 0,1% no terceiro trimestre de 2025, segundo dados do IBGE, e o resultado ficou abaixo das expectativas do mercado. O freio aconteceu, sobretudo, porque o consumo das famílias perdeu força, reduzindo o ritmo do setor de serviços, que é responsável por quase 70% da economia.
Consumo das famílias perde força e sufoca o crescimento
O desempenho fraco do PIB ocorreu porque o bolso do brasileiro ficou ainda mais pressionado. Conforme o BP Money destacou, o consumo das famílias desacelerou devido a três pontos decisivos:
- Endividamento elevado, que limita qualquer gasto extra.
- Selic alta, tornando crédito e financiamentos mais caros.
- Baixa produtividade, que impede o avanço consistente da renda.
Além disso, a própria Reuters reforça que o setor de serviços avançou só 0,1%, enquanto a indústria cresceu 0,7% e a agropecuária 0,4%. Esses números mostram um Brasil andando devagar, mesmo após sinais positivos observados no início do ano.
Serviços perdem ritmo e afetam toda a economia
Como o setor de serviços movimenta a maior parte da atividade nacional, qualquer freada ali atinge o país inteiro.
E foi exatamente isso que ocorreu.
Os especialistas consultados pelo BP Money afirmam que a desaceleração da demanda reduziu a atividade de bares, restaurantes, transporte, comércio, tecnologia, saúde e diversas áreas que dependem diretamente do consumo.
Esse efeito dominó ajuda a explicar por que o PIB ficou tão distante do crescimento registrado em 2024, quando a economia avançou mais de 3%.
Juros altos continuam travando crédito e expectativas
Por outro lado, os analistas afirmam que um ajuste na política monetária poderia destravar parte desse cenário.
De acordo com a Reuters, aumentaram as apostas de que o Banco Central fará um corte de juros nas próximas reuniões, já que a atividade perdeu força e a inflação mostra sinais de alívio.
Um alívio na Selic poderia:
- reduzir o endividamento;
- aumentar o apetite por crédito;
- fortalecer o consumo;
- reacelerar a economia no fim de 2025 e início de 2026.
Porém, enquanto isso não acontece, o país segue num cenário de crescimento travado.
Perspectivas para fim de 2025: economia avança, mas pouco
Economistas citados pelo BP Money e pela Reuters projetam crescimento entre 2,2% e 2,3% em 2025, abaixo da média histórica e distante do potencial do Brasil.
Essa perspectiva modesta reforça que a recuperação depende diretamente de uma reativação do consumo — e, principalmente, do custo do crédito.
Conclusão: PIB trava e consumo vira alerta máximo para 2026
O resultado de apenas 0,1% no trimestre mostra um país que precisa mais do que sinais positivos — precisa de estímulos reais. O consumo das famílias segue como ponto crítico e determina o ritmo do crescimento. Enquanto isso, juros altos continuam pesando no bolso, nas empresas e na vida cotidiana.
Se quiser continuar acompanhando análises econômicas claras, diretas e confiáveis, continue lendo o Brasilvest e fique sempre um passo à frente.
Perguntas Frequentes (FAQ)
O que travou o crescimento do PIB em 2025?
A desaceleração do consumo das famílias, que prejudicou o setor de serviços e impactou todo o PIB.
Por que o consumo caiu?
Por causa de endividamento alto, crédito caro devido à Selic elevada e menor capacidade de compra.
Serviços foram o setor mais afetado?
Sim. Como responde pela maior fatia do PIB, qualquer queda no consumo derruba o setor rapidamente.
Há chance de recuperação no fim de 2025?
Sim. Caso os juros caiam, o consumo pode reagir e melhorar os dados dos próximos trimestres.
O que dizem os analistas para 2026?
Que o país precisa destravar crédito e fortalecer a demanda interna para voltar a crescer de forma vigorosa.
Como isso afeta o cidadão comum?
Menos consumo significa menos vagas, menos renda e mais dificuldade para pagar dívidas e financiar bens.









