O ano de 2025 trouxe um rali forte na renda variável, porém alguns índices dispararam além do Ibovespa e chamaram a atenção de analistas. Enquanto o principal índice da bolsa avança com força, diversos indicadores de títulos públicos e renda fixa entregam retornos que encostam — e em alguns momentos ultrapassam — a bolsa brasileira.
Ibovespa sobe forte, mas concorrentes avançam ainda mais
Segundo dados atualizados da B3, o Ibovespa acumula alta acima de 28% em 2025, impulsionado pelo apetite ao risco e pela melhora nas expectativas macroeconômicas.
A performance impressiona, porém alguns índices ligados ao mercado de juros se aproximam rapidamente do retorno da bolsa.
Além disso, reportagens da CNN Brasil mostraram que o movimento da renda fixa longa tem surpreendido analistas ao acompanhar a força da renda variável.
IDkA IPCA 30A se destaca com forte valorização
Entre os destaques, o IDkA IPCA 30A — índice que acompanha títulos públicos corrigidos pela inflação e com vencimento de longo prazo — acumula aproximadamente 24,7% no ano, conforme dados divulgados pela própria B3:
Esse movimento acontece porque o mercado já precifica um ciclo de queda estrutural dos juros, o que valoriza agressivamente papéis de vencimento mais longo.
HPrefixados também surpreendem: IDkA PRÉ 5A dispara
Outro índice que corre perto do Ibovespa é o IDkA PRÉ 5A, que replica títulos prefixados de médio prazo. Ele acumula cerca de 23,6% em 2025, apoiado no recuo esperado da taxa Selic.
Por outro lado, analistas do Valor Econômico destacam que o desempenho forte dos prefixados está associado a um ambiente de maior previsibilidade sobre inflação.
O que explica essa corrida da renda fixa longa?
Enquanto isso, especialistas apontam três fatores principais:
- Queda projetada dos juros — valorizando títulos prefixados e atrelados ao IPCA.
- Busca por proteção — investidores procuram alternativas menos voláteis à bolsa.
- Convergência fiscal temporária — que melhora a percepção de risco do país.
Além disso, informações da Reuters reforçam que o movimento dos investidores estrangeiros elevou o fluxo para títulos públicos.
Para o investidor, o recado é claro: diversificação vence
Portanto, quem diversificou entre renda fixa longa e bolsa viu a carteira se equilibrar com retornos robustos — e, em alguns casos, com risco menor.
Além disso, a combinação entre títulos IPCA+, prefixados e renda variável ajuda a suavizar oscilações e ampliar oportunidades de ganho.
Conclusão
Até aqui, 2025 mostra que apostar só no Ibovespa não é suficiente.
Índices de renda fixa longa encostam — e às vezes até superam — a performance da bolsa, reforçando o poder da diversificação.
Continue acompanhando o Brasilvest para entender o que realmente mexe com o seu dinheiro e transforma a sua carteira.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Quais índices estão mais perto de superar o Ibovespa em 2025?
Os principais são o IDkA IPCA 30A e o IDkA PRÉ 5A, ambos acompanhando títulos públicos.
Por que os títulos longos sobem tanto?
Porque o mercado precifica queda dos juros, o que aumenta o valor desses papéis no curto prazo.
É arriscado investir em títulos longos?
Sim, pois eles oscilam bastante. Porém, para prazos maiores, costumam entregar excelente retorno ajustado ao risco.
Vale a pena trocar ações por renda fixa?
Não necessariamente. O ideal é combinar renda fixa longa com bolsa para equilibrar risco e retorno.
Onde vejo os dados oficiais desses índices?
Diretamente na página da B3, no menu de Índices de Renda Fixa.









