A gripe voltou a matar mais do que a Covid-19 no Brasil.
Em 2025, a Influenza A superou o coronavírus no número de mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo dados oficiais de vigilância epidemiológica.
O dado assusta. Além disso, ele derruba uma falsa sensação de segurança que muitos brasileiros ainda carregam: a ideia de que a gripe é inofensiva.
Influenza A supera Covid-19 em mortes em 2025
De acordo com o levantamento divulgado pelo InfoGripe, da Fiocruz, a Influenza A foi responsável por 47,8% das mortes por SRAG com vírus identificado em 2025.
Enquanto isso, a Covid-19 respondeu por 24,7% dos óbitos no mesmo período.
Na prática, isso significa que quase metade das mortes respiratórias graves com diagnóstico confirmado foi causada pelo vírus da gripe.
Por que a gripe voltou a ser tão letal?
O cenário mudou por vários motivos.
Primeiro, a circulação do coronavírus caiu em relação aos anos anteriores.
Ao mesmo tempo, a Influenza A voltou a se espalhar com força, especialmente entre idosos, pessoas com doenças crônicas e não vacinados.
Além disso, a baixa adesão à vacina da gripe agravou o problema em diversas regiões. Muitas pessoas simplesmente ignoraram a campanha anual.
Como resultado, hospitais voltaram a registrar internações graves, algo que não acontecia com tanta intensidade desde antes da pandemia.
Outros vírus também pressionaram o sistema de saúde
Apesar do destaque da Influenza A, outros vírus respiratórios também circularam intensamente em 2025.
Entre eles:
- Rinovírus, comum em resfriados
- Vírus sincicial respiratório (VSR)
- Ainda casos ativos de Covid-19
No entanto, nenhum deles matou mais do que a gripe no recorte analisado.
Quem corre mais risco?
Os dados mostram um padrão claro:
- Idosos concentram a maior parte das mortes por Influenza A
- Crianças pequenas lideram as internações por outros vírus respiratórios
- Pessoas com doenças cardíacas, pulmonares ou imunidade baixa sofrem mais
Ou seja, a gripe não escolhe apenas os mais frágeis, mas atinge com mais força quem já tem fatores de risco.
O que esperar para 2026?
O início de 2026 mostra um cenário mais controlado em parte do país. Mesmo assim, especialistas alertam: o risco continua.
A Influenza A segue circulando. Portanto, a combinação de vacinação, atenção aos sintomas e busca rápida por atendimento continua sendo essencial.
Ignorar sinais de gripe forte pode custar caro.
Conclusão
A realidade de 2025 deixou um recado claro:
a gripe mata, e mata muito.
A Influenza A superou a Covid-19 em mortes e expôs uma falha grave na prevenção. Quem subestimou o vírus pagou um preço alto.
Por isso, informação e prevenção não são opcionais.
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Perguntas Frequentes (FAQ)
A gripe realmente matou mais que a Covid-19 em 2025?
Sim. A Influenza A foi responsável por quase metade das mortes por SRAG com vírus identificado.
Isso significa que a Covid-19 acabou?
Não. A Covid-19 continua circulando, mas matou menos que a gripe em 2025.
Quem corre mais risco com a Influenza A?
Idosos, pessoas com doenças crônicas e quem não se vacinou.
A vacina da gripe ainda é importante?
Sim. Ela reduz o risco de casos graves e mortes.
Quais sintomas exigem atenção imediata?
Febre alta persistente, falta de ar, dor no peito e queda de saturação.
Crianças também estão em risco?
Sim, principalmente bebês e crianças pequenas, que internam mais.









