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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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IPCA+ 2040 despenca e encosta na mínima do ano

Se você acompanha o mercado de renda fixa, provavelmente já percebeu que os últimos dias foram de bastante movimento nos títulos públicos. E nesta terça-feira (2), um dos maiores destaques foi o Tesouro IPCA+ 2040, que voltou a encostar na sua mínima anual, reacendendo a atenção de quem investe com foco no longo prazo. A queda chamou a atenção do mercado e levantou dúvidas importantes sobre o que está acontecendo por trás desse recuo. A seguir, você entende de forma simples, direta e atualizada.

O que está acontecendo com as taxas do Tesouro Direto hoje?

O dia começou com a maior parte dos títulos do Tesouro Direto operando em queda. Entre os prefixados, houve recuos leves, mas suficientes para sinalizar que o mercado enxerga um ambiente um pouco mais benigno. Os rendimentos ficaram assim: 12,79% no Prefixado 2028, 13,20% no Prefixado 2032 e 13,32% no Prefixado 2035 com juros semestrais. Essa movimentação sugere que as expectativas para a economia podem estar começando a melhorar, embora ainda com cautela.

Por que o Tesouro IPCA+ 2040 está tão perto da mínima do ano?

Entre os títulos indexados à inflação, o grande destaque foi o Tesouro IPCA+ 2040, que caiu para 6,91%, ficando muito próximo da mínima registrada em julho, quando bateu 6,88%. Quando isso acontece, geralmente significa que o mercado está reduzindo suas projeções de inflação futura e sua percepção de risco no longo prazo. Na prática, o investidor passa a exigir juros menores, o que puxa as taxas para baixo. Outros títulos também recuaram: o IPCA+ 2035 com juros semestrais ficou em 7,27%, o IPCA+ 2050 em 6,81% e o IPCA+ 2060 com juros semestrais em 6,97%. Já os papéis de 2029 e 2045 permaneceram estáveis.

Os Treasuries nos EUA estão influenciando esse movimento?

Sim, e bastante. Nos Estados Unidos, os Treasuries de prazos longos voltaram a subir, o que sempre influencia o resto do mundo. Hoje, o Treasury de 10 anos estava em 4,11%, enquanto os papéis de 20 e 30 anos ficaram em 4,727% e 4,758%. Movimentos assim costumam mexer diretamente com o apetite global por risco. Mesmo assim, o mercado brasileiro acabou se ajustando mais aos dados internos do que ao cenário externo.

Os dados da indústria brasileira ajudaram a derrubar as taxas?

Ajudaram, sim. O IBGE divulgou os dados da produção industrial de outubro, e o resultado veio mais fraco que o esperado. A alta foi de apenas 0,1% ante projeção de 0,4%. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve queda de 0,5%. Além disso, a produção segue 14,8% abaixo do pico de 2011, mostrando que a indústria ainda opera bem abaixo da sua capacidade. Esse cenário mais fraco reduz expectativas de inflação e favorece a queda das taxas dos títulos públicos.

Como estão os rendimentos de cada título hoje?

Aqui está um panorama direto e reorganizado:
Prefixados: 2028 com 12,79%, 2032 com 13,20% e 2035 com juros semestrais em 13,32%.
Pós-fixados: Selic 2028 em Selic + 0,0512% e Selic 2031 em Selic + 0,1024%.
IPCA+: 2029 com IPCA + 7,77%, 2035 com juros semestrais em IPCA + 7,27%, 2040 em IPCA + 6,91%, 2045 com juros semestrais em IPCA + 7,04%, 2050 com IPCA + 6,81% e 2060 com juros semestrais em IPCA + 6,97%.

Conclusão: vale ficar atento ao IPCA+ 2040 agora?

Com a taxa tão próxima das mínimas do ano, o Tesouro IPCA+ 2040 volta a ser uma opção interessante para quem pensa no longo prazo, principalmente para estratégias de aposentadoria ou diversificação. A combinação de queda nas taxas, dados fracos da indústria e ajustes no mercado internacional reforça a importância de acompanhar as movimentações diariamente. E se você quer continuar atualizado sobre as melhores oportunidades, continue navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

O Tesouro IPCA+ 2040 é indicado para o longo prazo?

Sim. Ele protege contra a inflação e oferece juros reais altos, sendo ideal para quem pensa em aposentadoria ou construção de patrimônio.

Por que as taxas do Tesouro Direto caem?

Elas caem quando há melhora no cenário econômico, redução de risco ou movimentos internacionais que aliviam a curva de juros.

Estar perto da mínima do ano é bom ou ruim?

Depende da estratégia. Para quem já investiu, pode significar valorização. Para quem vai comprar, pode indicar estabilidade ou demanda elevada.

Os Treasuries influenciam os juros no Brasil?

Influenciam bastante. Movimentos nos títulos americanos afetam a percepção de risco global e acabam refletindo na curva de juros brasileira.

Prefixado ou IPCA+: qual escolher agora?

O prefixado faz mais sentido se você espera queda de juros. Já o IPCA+ protege seu dinheiro da inflação. A escolha depende dos seus objetivos.

Dados fracos da indústria ajudam a derrubar as taxas?

Sim. Atividade econômica fraca reduz pressões inflacionárias e, com isso, ajuda a diminuir os juros futuros.

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