A ampliação da isenção do Imposto de Renda para rendimentos mensais de até R$ 5 mil trouxe alívio para milhões de brasileiros.
A regra principal da isenção até R$ 5 mil
O ponto central da nova regra é simples: a isenção vale para a renda mensal total, e não para cada fonte separadamente.
Em outras palavras, não importa se o dinheiro vem de um, dois ou três lugares. O que conta é quanto entra no mês, somando tudo.
Dois salários de R$ 2.500 = R$ 5 mil → limite máximo da isenção
Salário de R$ 4 mil + renda extra de R$ 1.200 → R$ 5.200 → paga IR
Como a Receita Federal faz a conta
A Receita Federal do Brasil considera todos os rendimentos tributáveis, como:
- salários
- pró-labore
- aposentadoria
- aluguéis
- rendas extras e bicos formais
Tudo entra no mesmo bolo. Não existe “isenção por fonte”.
O perigo do desconto baixo na fonte
Muita gente acredita que está isenta porque:
- em cada emprego o desconto mensal é pequeno
- às vezes nem há retenção de IR
O problema aparece depois. Na declaração anual, a Receita:
- soma todas as rendas
- aplica a tabela progressiva
- cobra a diferença, se houver
Resultado: imposto inesperado para pagar.
Quem mais corre risco de perder a isenção
A análise mostra que o alerta vale especialmente para:
- quem tem dois empregos formais
- aposentados que continuam trabalhando
- quem recebe salário + aluguel
- profissionais CLT com renda extra como PJ ou MEI
Ou seja, renda fragmentada não significa renda isenta.
Planejamento tributário vira essencial em 2026
Com a isenção ampliada, cresce também a necessidade de controle. Especialistas recomendam:
- acompanhar a renda total mês a mês
- fazer simulações ao longo do ano
- guardar comprovantes
- evitar surpresas na declaração
Quem não soma tudo corretamente pode achar que está isento e acabar pagando caro depois.
O alerta de Giane Guerra
Na coluna, Giane Guerra reforça que a medida é positiva, mas não muda a lógica do Imposto de Renda. A Receita continua olhando o conjunto da renda do contribuinte.
O erro mais comum é achar que cada salário conta isoladamente. Não conta.
O que não muda com a nova isenção?
Mesmo com o limite maior:
- a declaração anual continua obrigatória em vários casos
- rendimentos isentos devem ser informados
- cruzamentos de dados seguem rigorosos
Ou seja, a fiscalização continua a mesma.
Conclusão: no IR, quem manda é a soma
A isenção do IR até R$ 5 mil ajuda, mas não é automática para quem tem duas fontes de renda. Em 2026, o que define se você paga ou não imposto é a soma mensal de tudo o que ganha.
Quer evitar surpresas, imposto inesperado e dor de cabeça com a Receita? Continue lendo o Brasilvest e fique sempre um passo à frente.
Perguntas frequentes (FAQ)
Quem tem duas fontes de renda fica isento do IR?
Só se a soma mensal não ultrapassar R$ 5 mil.
A Receita soma todos os rendimentos?
Sim. Salários, aluguéis e outras rendas tributáveis.
Cada salário abaixo de R$ 5 mil garante isenção?
Não. O que vale é o total mensal.
Posso pagar IR só na declaração anual?
Sim. O ajuste final é feito na declaração.
A regra já está valendo em 2026?
Depende da regulamentação final, mas a lógica da soma permanece.
Vale fazer planejamento tributário?
Sim. Evita imposto inesperado e problemas com o Fisco.









