O Itaú Unibanco (ITUB4) anunciou um movimento estratégico que deve sacudir o setor financeiro e o varejo brasileiro: a compra das participações de GPA (PCAR3), Casas Bahia (BHIA3) e Assaí (ASAI3) na Financeira Itaú CBD (FIC). O negócio, firmado nesta segunda-feira, representa um avanço do banco no mercado de crédito ligado ao consumo e ao varejo.
A operação, que ainda depende da aprovação do Banco Central e do Cade, soma mais de R$ 780 milhões considerando os valores revelados pelas companhias. Com o acordo, o Itaú passa a assumir o controle integral da FIC e, adicionalmente, fechou outro contrato para adquirir a fatia da Casas Bahia no Investcred, ampliando ainda mais sua presença no segmento.
Valores revelados pelas companhias
Em comunicados separados, o GPA informou que receberá R$ 260,1 milhões pela venda de sua participação indireta na FIC. O Assaí declarou que sua fatia na financeira também será adquirida por cerca de R$ 260 milhões. Já a Casas Bahia afirmou que o total a ser pago por suas participações diretas e indiretas na FIC e no Investcred será de aproximadamente R$ 266,1 milhões.
Somados, os acordos reforçam o movimento do Itaú de consolidar operações financeiras voltadas ao consumo, especialmente em um momento em que grandes varejistas buscam fortalecer caixa e reduzir dívidas.
Aprovação regulatória e continuidade dos serviços
O Itaú destacou que a conclusão das operações só ocorrerá após o cumprimento das condições previstas nos contratos, incluindo autorizações do Cade e do Banco Central. Até lá, nada muda para os consumidores.
O banco afirmou que os clientes da FIC e do Investcred continuarão sendo atendidos normalmente e poderão usar seus cartões de crédito nas lojas físicas e digitais do GPA, Casas Bahia e Assaí, além de qualquer outro estabelecimento. Mudanças operacionais só ocorrerão após o fechamento oficial das transações, com avisos pelos canais oficiais.
O impacto no setor e o que esperar
A compra coloca o Itaú em posição reforçada no mercado de crédito para consumo, um segmento historicamente competitivo e estratégico para grandes bancos e varejistas. Para as varejistas, a venda representa alívio financeiro em um contexto de desafios operacionais, endividamento elevado e necessidade de reorganização interna.
Especialistas avaliam que, caso aprovada sem restrições, a operação deve fortalecer o Itaú no varejo e aumentar sua base de clientes, ao mesmo tempo em que acelera a adaptação das varejistas a modelos menos dependentes de serviços financeiros próprios.
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Perguntas Frequentes (FAQs)
O que o Itaú comprou exatamente?
As participações de GPA (PCAR3), Casas Bahia (BHIA3) e Assaí (ASAI3) na Financeira Itaú CBD (FIC), além da fatia da Casas Bahia no Investcred.
Quanto cada empresa vai receber?
GPA receberá R$ 260,1 milhões; Assaí, cerca de R$ 260 milhões; e Casas Bahia, aproximadamente R$ 266,1 milhões.
A compra já está concluída?
Não. A operação ainda depende da aprovação do Cade e do Banco Central.
Clientes serão afetados?
Por enquanto, não. Os cartões e serviços seguem funcionando normalmente até a finalização da transação.
O que muda para o Itaú?
O banco passa a ter controle total da FIC e fortalece sua presença no mercado de crédito ligado ao varejo.
Palavra-chave: Itaú compra FIC
Meta-descrição: Itaú compra fatias de GPA, Casas Bahia e Assaí na FIC e assume controle total da financeira; operação depende de aprovação do Cade e do Banco Central
Tags: Itaú Unibanco, GPA, Casas Bahia, Assaí, FIC, Investcred, mercado financeiro, varejo








