0.5 C
Nova Iorque
27.9 C
São Paulo
quinta-feira, fevereiro 12, 2026
spot_img

Juros futuros recuam com alívio fiscal e movimentos do BC

Os juros futuros recuaram com força nesta segunda-feira depois que um diretor do Banco Central descartou a possibilidade de alta da Selic e admitiu que o cenário para cortes está mais próximo. A sinalização, destacada pela CNN Brasil, mexeu imediatamente com o mercado, trouxe alívio para renda fixa e impulsionou setores sensíveis a juros na bolsa.

Sinalização do BC derruba juros futuros e muda humor do mercado

Segundo a CNN, o diretor do BC afirmou que não vê necessidade de elevar a Selic, mesmo diante de pressões recentes no câmbio e na inflação de serviços. Além disso, ele destacou que, mantidas as condições atuais, o corte está cada vez mais perto — o que surpreendeu agentes financeiros.

Enquanto isso, os juros futuros renovaram mínimas em vários vencimentos. Os contratos de DI passaram a precificar não apenas estabilidade, mas probabilidade crescente de corte já nos primeiros meses de 2026.

Além disso, analistas afirmam que o comunicado reduziu temores sobre uma possível reversão do ciclo de queda iniciado em 2023 e interrompido em 2024.

Por que o BC mudou o tom agora?

A fala do diretor não veio isolada. Ela reflete o conjunto de dados recentes:

  • inflação desacelerando, como mostrou o IPCA mais recente;
  • atividade econômica moderada, reduzindo pressões de demanda;
  • câmbio mais estável, após semanas de volatilidade;
  • alívio nos preços de combustíveis, contribuindo para expectativas melhores.

Além disso, o Boletim Focus voltou a projetar inflação mais baixa para os próximos meses, o que, segundo analistas, fortalece a confiança do BC em flexibilizar juros sem perder o controle da inflação.

Por outro lado, o cenário ainda exige cautela: o BC ressalta riscos externos e ambientais, que podem alterar preços de alimentos e energia.

Impacto imediato: dólar cai e bolsa reage

Com a fala do diretor, o dólar recuou e o Ibovespa ganhou tração. Setores sensíveis a juros — como varejo, construção civil e empresas endividadas — foram os principais beneficiados.

Além disso, títulos prefixados e indexados à inflação passaram a apresentar maior demanda, já que investidores tentam travar juros antes do corte oficial.

Ao mesmo tempo, analistas afirmam que o mercado adora previsibilidade. Por isso, qualquer indicação de que o BC descarta elevações tende a gerar forte reação.

Como esse movimento afeta seus investimentos?

1. Renda fixa

Com a possibilidade de queda da Selic, Tesouro IPCA+ e Tesouro Prefixado ganham destaque. Enquanto isso, pós-fixados podem perder atratividade no médio prazo.

2. Bolsa de valores

A expectativa de juros menores incentiva consumo e investimento empresarial. Dessa forma, varejo, construção, tecnologia e small caps podem se destacar.

3. crédito e financiamentos

Caso o ciclo de cortes confirme-se, financiamentos como imobiliário, consignado e pessoal ficam mais baratos.

4. Dólar e câmbio

O recuo dos juros futuros reduziu pressão sobre o dólar, trazendo alívio momentâneo. No entanto, qualquer mudança no cenário externo ainda pode reacender volatilidade.

Conclusão

A fala do diretor do Banco Central mudou o clima nos mercados e reacendeu expectativas de corte da Selic já no começo de 2026. Além de derrubar juros futuros, a sinalização trouxe alívio imediato para dólar e ações.

No entanto, o movimento depende de dados consistentes. Se inflação e câmbio seguirem ancorados, o corte ganha força. Caso contrário, a autoridade monetária pode voltar ao discurso de cautela.

Continue acompanhando o Brasilvest para entender, na prática, como juros, inflação e câmbio mexem com seus investimentos.

Perguntas frequentes (FAQ)

O diretor do BC descartou alta da Selic?

Sim. Segundo a CNN, ele afirmou não ver necessidade de subir juros no cenário atual.

Quando o corte pode ocorrer?

O mercado já precifica chance de corte no início de 2026.

Por que os juros futuros despencaram?

Porque a fala do BC reduz risco de aperto monetário e aumenta expectativas de flexibilização.

A bolsa sobe com essa sinalização?

Sim. Setores sensíveis a juros reagem forte em dias como esse.

O dólar deve cair?

A tendência imediata é de alívio, mas o câmbio segue sensível ao cenário externo.

A renda fixa muda com essa notícia?

Sim. Prefixados e IPCA+ ficam mais interessantes com perspectiva de corte.

spot_img

Artigos Relacionados

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Fique Conectado
20,145FãsCurtir
51,215SeguidoresSeguir
23,456InscritosInscrever
Publicidadespot_img

Veja também

Brasilvest
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.