A corrida presidencial de 2026 ganhou novos contornos após a pesquisa Ipsos-Ipec mostrar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue na dianteira com 38% das intenções de voto em todos os cenários testados. O dado reforça o que analistas chamam de “piso sólido” do atual presidente, que deve concorrer à reeleição no próximo ano.
Do outro lado, quem aparece em melhor posição é Michelle Bolsonaro, com 23%, enquanto Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro como seu representante, soma 19%. Mesmo assim, a dinâmica interna da direita segue fragmentada — e isso tem impacto direto na competitividade do campo conservador.
Como os diferentes cenários se comportam?
A pesquisa testou múltiplas combinações de candidatos e, em todas elas, Lula permaneceu com 38%, mostrando forte estabilidade no eleitorado.
Veja os destaques:
Cenário com Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
- Lula: 38%
- Michelle Bolsonaro: não participa
- Flávio Bolsonaro: 19%
- Ratinho Junior (PSD): 9%
- Ronaldo Caiado (União Brasil): 7%
- Romeu Zema (Novo): 5%
Cenário sem a família Bolsonaro
Nesse caso, quem se destaca é Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo:
- Tarcísio: 17%
- Lula mantém os 38%
Cenário com Eduardo Bolsonaro (PL-SP)
- Eduardo Bolsonaro: 18%
- Lula: 38%
Segundo a diretora da Ipsos-Ipec, Márcia Cavallari, o padrão é claro:
“Lula aparece com um piso consistente de 38% independentemente do adversário. Os nomes da direita próximos ao ex-presidente performam de forma semelhante, sugerindo que a definição do candidato reorganiza votos dentro do mesmo campo, mais do que amplia o alcance atual.”
O que explica a vantagem de Lula neste momento?
A pesquisa indica três fatores principais:
• Base fiel consolidada: Lula mantém o mesmo percentual em todos os cenários testados.
• Fragmentação da direita: a disputa interna entre Flávio, Michelle, Eduardo e Tarcísio impede que um nome se destaque de forma dominante.
• Eleitorado polarizado: grande parte dos votos da direita gira em torno do legado Bolsonaro, mas sem consenso sobre quem representa melhor esse campo.
Há espaço para movimentos, mas o ponto de partida mostra Lula com vantagem estrutural.
Como foi feita a pesquisa?
O levantamento entrevistou 2.000 pessoas, entre 4 e 8 de dezembro, em 131 municípios.
A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Conclusão: o cenário de 2026 começa com Lula à frente — e a direita buscando um nome unificado
Os primeiros números mostram que Lula entra competitivo na disputa pela reeleição, enquanto o campo bolsonarista ainda precisa resolver sua própria batalha interna.
Com Michelle indo bem, Flávio com desempenho moderado e Tarcísio se destacando quando os Bolsonaro não aparecem, o jogo continua completamente aberto — mas com um líder claro.
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Perguntas Frequentes (FAQs)
Lula lidera em todos os cenários?
Sim. Ele aparece com 38% em todos os cenários testados pelo Ipsos-Ipec.
Quem é o melhor adversário da direita hoje?
Michelle Bolsonaro, com 23%, é quem mais se aproxima de Lula.
Como Flávio Bolsonaro está na pesquisa?
Ele marca 19%, atrás de Michelle, mas à frente de Eduardo Bolsonaro.
Tarcísio de Freitas cresce quando não há Bolsonaro na disputa?
Sim. No cenário sem o sobrenome Bolsonaro, ele aparece com 17%.
A direita está fragmentada?
Sim. Os diferentes nomes disputam o mesmo eleitorado, sem um líder consolidado.
A pesquisa tem qual margem de erro?
2 pontos percentuais, para mais ou para menos.









