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sexta-feira, janeiro 9, 2026
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Lula entra em ação para evitar crise entre Banco Central e TCU e acalmar o mercado no caso Master

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu intervir diretamente para conter a crise institucional que se formou entre o Banco Central e o Tribunal de Contas da União após o avanço do TCU sobre o processo de liquidação do Banco Master. A movimentação ocorreu diante do risco de instabilidade no mercado financeiro e de um desgaste público envolvendo a autoridade monetária.

Com o aval de Lula, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, entrou em contato com ministros do tribunal e outras autoridades para esfriar os ânimos. O objetivo foi claro: evitar qualquer decisão que colocasse em dúvida a autonomia do Banco Central e gerasse ruídos desnecessários para investidores.

A preocupação aumentou após a decisão do ministro do TCU, Jhonatan de Jesus, que determinou a realização de uma inspeção presencial de auditores no Banco Central e não descartou uma medida cautelar para frear a venda de ativos do Banco Master, mesmo com a liquidação em andamento.

Reação do mercado e alerta no Banco Central

A decisão do TCU foi mal recebida tanto por agentes do mercado quanto pelo próprio Banco Central do Brasil, que enxergaram na iniciativa uma possível tentativa de interferência direta na atuação do órgão regulador. O temor era de que o episódio abrisse precedente para questionamentos sobre a segurança jurídica do sistema financeiro.

Diante disso, o Banco Central apresentou recurso solicitando que a inspeção fosse submetida ao plenário do TCU, formado por outros oito ministros. O problema é que o tribunal está em recesso, o que elevou ainda mais a tensão nos bastidores.

Nos bastidores, Jhonatan de Jesus sinalizou que deve recuar da inspeção e que não pretende reverter a liquidação do banco, o que foi visto como um primeiro passo para reduzir o conflito institucional.

Haddad conversa com Lula e defende preservação do BC

Antes de agir, Haddad telefonou diretamente para Lula para relatar o cenário e alertar sobre o potencial impacto negativo no mercado financeiro. Pesou também a necessidade de proteger o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que estaria se sentindo isolado na defesa da instituição em meio às pressões de aliados do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Informado da situação, Lula se comprometeu a conversar pessoalmente com o presidente do TCU, Vital do Rêgo, para buscar uma solução política que evitasse o agravamento da crise.

Presidente do TCU descarta reversão da liquidação

Em declaração pública, Vital do Rêgo afirmou que não cabe ao TCU promover qualquer tipo de “desliquidação” do Banco Master. Segundo ele, o papel do tribunal é fiscalizar o processo, mas a decisão sobre liquidação é atribuição exclusiva do Banco Central.

A fala foi interpretada como um gesto claro para reduzir a pressão sobre o tribunal e sinalizar ao mercado que não haverá ruptura institucional.

Bastidores indicam saída negociada para encerrar crise

Internamente, a decisão inicial de Jhonatan gerou desconforto entre outros ministros do TCU, que reclamaram da exposição negativa da Corte. A avaliação foi de que o episódio acabou colocando todo o tribunal no centro de uma crise desnecessária.

Com isso, passou a ganhar força uma articulação para construir uma “saída honrosa”, que preservasse o papel fiscalizador do TCU sem confrontar diretamente o Banco Central. A suspensão da inspeção aparece como o primeiro resultado concreto desse movimento.

A leitura predominante é de que qualquer tentativa de reverter a liquidação do Banco Master só poderia partir do STF, e não do TCU.

O episódio reforça como decisões institucionais sensíveis podem mexer rapidamente com expectativas do mercado e exigir atuação direta do presidente da República. Para acompanhar análises, bastidores e os impactos desse tipo de movimento na economia e nos investimentos, vale continuar navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

Por que Lula interveio no conflito entre BC e TCU?

Para evitar desgaste institucional e possíveis impactos negativos no mercado financeiro.

O TCU pode reverter a liquidação do Banco Master?

Não. Segundo o próprio presidente do TCU, essa decisão cabe ao Banco Central.

A inspeção no Banco Central vai acontecer?

A tendência é de suspensão, após recurso do BC e articulação política.

O mercado reagiu mal à decisão inicial do TCU?

Sim, houve preocupação com a autonomia do Banco Central e a segurança jurídica.

O caso pode parar no STF?

Sim. Avaliações internas indicam que apenas o STF poderia discutir uma reversão da liquidação.

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