Viu a prisão de Nicolás Maduro e ficou com a mesma dúvida que muita gente: “tá, e agora… quem segura o poder?”. Porque na Venezuela nada é simples. Quando o líder cai (ou some), o comando não fica vago. Ele troca de mãos dentro do mesmo círculo, com gente que já manda nos bastidores há anos.
O chavismo construiu um núcleo duro, feito de política, Exército e controle institucional. E é esse grupo que tenta manter o Estado funcionando, impedir rachaduras internas e, ao mesmo tempo, responder à pressão internacional que só aumenta.
Quem virou a “cara” do poder imediatamente após a queda de Maduro
A principal mudança, na prática, foi a ascensão de Delcy Rodríguez ao papel de presidente interina. Ela já era vice-presidente e também acumulava uma posição-chave: ministra do Petróleo. Ou seja, não é apenas uma “substituta técnica”. Ela controla duas alavancas do regime: caneta política e energia, que é o coração da sobrevivência econômica venezuelana.
Delcy é vista como um nome operacional. Menos discurso, mais execução. É o tipo de figura que não aparece para brilhar, mas para fazer o governo seguir rodando, com mão firme.
Delcy Rodríguez: por que ela virou peça central dentro e fora do país
Delcy cresceu dentro da estrutura do chavismo e ocupou várias cadeiras importantes. Já passou por áreas de comunicação, economia e relações exteriores. Isso deu a ela um trunfo raro: capacidade de agir dentro do governo e negociar com o mundo, mesmo sob desconfiança.
Ela também é um nome marcado por polêmicas internacionais e sanções, o que a coloca num lugar delicado: ao mesmo tempo em que tem força interna, enfrenta barreiras externas. Ainda assim, dentro do chavismo, isso pode até ser visto como “prova de lealdade” ao sistema.
Jorge Rodríguez: o estrategista que articula e costura o regime
Se Delcy executa, Jorge Rodríguez costuma ser descrito como quem pensa o tabuleiro. Ele tem histórico ligado a decisões eleitorais, comunicação e negociação política. Com o tempo, virou um dos principais articuladores do chavismo.
Em momentos de crise, o papel dele ganha peso porque é ele quem tende a costurar alianças, acalmar disputas internas e negociar saídas. Em outras palavras: quando o regime balança, é comum que a sobrevivência dependa de quem consegue organizar o caos sem perder o controle.
Diosdado Cabello: o “número 2” que influencia partido e quartéis
Poucos nomes carregam tanto medo e respeito quanto Diosdado Cabello. Ele é visto há anos como uma espécie de “segundo homem” do chavismo, com presença forte no partido governista e influência em setores militares.
Cabello ocupa ou já ocupou cargos pesados e costuma ser associado a uma postura mais dura, de confronto. Ele também é conhecido por usar mídia estatal e discurso agressivo contra adversários. Em cenário de instabilidade, figuras assim viram o “plano B” do regime: manter disciplina e intimidar deserções.
Vladimir Padrino: o general que virou sinônimo das Forças Armadas
Todo regime que se sustenta por tanto tempo tem um pilar que não pode falhar: o militar. E é aí que entra Vladimir Padrino López, ministro da Defesa há muitos anos, algo incomum para o padrão venezuelano.
Padrino é apontado como peça de equilíbrio dentro das Forças Armadas, ajudando a evitar rachas e disputas internas. E tem um detalhe decisivo: na Venezuela, militares passaram a ocupar espaço direto no governo e em áreas estratégicas, o que fortaleceu ainda mais esse tipo de liderança.
Quando o topo político cai, o que decide o próximo capítulo costuma ser uma pergunta simples: os militares continuam alinhados ou não?
Por que esse “núcleo duro” importa mais do que qualquer discurso
Com Maduro fora do jogo, o chavismo tenta provar que ainda tem musculatura para continuar no comando. E isso passa por três coisas bem objetivas:
controle administrativo, para o país não parar; controle político, para não surgir um rival interno; e controle de segurança, para evitar colapso.
Delcy, Jorge, Cabello e Padrino representam exatamente essas quatro pernas. Por isso, entender quem são eles ajuda a entender o que pode acontecer agora: desde uma transição controlada até uma escalada de conflito interno.
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Perguntas Frequentes (FAQs)
Quem assume o poder na Venezuela após a captura de Maduro?
Delcy Rodríguez foi indicada para assumir interinamente, para manter a continuidade do governo e evitar vácuo de poder
Delcy Rodríguez tem força real ou é só nome simbólico?
Ela tem força real porque já comandava áreas estratégicas e é peça central do chavismo há anos
Quem é o homem mais duro do chavismo hoje?
Diosdado Cabello é visto como um dos nomes mais duros e influentes, com peso no partido e influência política
Por que o ministro da Defesa é tão importante nesse momento?
Porque o apoio das Forças Armadas é decisivo para sustentar ou derrubar qualquer governo na Venezuela
Jorge Rodríguez pode virar o próximo líder?
Ele é um articulador importante e aparece como possível sucessor, mas tudo depende do equilíbrio interno do chavismo









