A líder da oposição venezuelana María Corina Machado afirmou que pretende voltar à Venezuela o mais rápido possível e defendeu a realização de eleições livres para consolidar a transição política após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
Em sua primeira entrevista desde a queda de Maduro, Machado disse que seu movimento está preparado para vencer qualquer disputa eleitoral justa e que a oposição já provou sua força nas urnas, mesmo em condições adversas.
“Ganhamos mesmo com fraude”, diz líder da oposição
Em entrevista à Fox News, María Corina afirmou que a oposição venceu a eleição presidencial de 2024, apesar das denúncias de fraude e repressão política. Segundo ela, em um cenário realmente democrático, a vitória seria ainda mais ampla.
De acordo com Machado, em uma eleição limpa, o movimento opositor poderia conquistar mais de 90% dos votos, refletindo o desgaste profundo do regime chavista junto à população.
Volta ao país ainda é incerta e cercada de riscos
Machado não revelou onde está nem deu detalhes logísticos sobre o retorno à Venezuela. Atualmente, ela é procurada pelas autoridades venezuelanas e corre risco de prisão caso pise no país.
Mesmo com Maduro fora de cena, aliados do Partido Socialista continuam controlando estruturas-chave do poder, o que torna o ambiente político instável e imprevisível.
Trump é elogiado, mas sinaliza cautela com eleições
A líder da oposição elogiou de forma contundente o presidente Donald Trump, a quem dedicou o Prêmio Nobel da Paz, recebido em outubro. Segundo ela, a operação que capturou Maduro representa um marco histórico contra uma tirania.
Trump, porém, tem adotado um tom mais cauteloso. Ele afirmou que não é possível organizar eleições imediatamente, argumentando que o país precisa ser reconstruído antes e que, no momento, não haveria sequer condições básicas para o voto.
Governo dos EUA avalia trabalhar com aliados do antigo regime
Apesar da pressão da oposição, o governo americano avalia manter diálogo com Delcy Rodríguez, figura central do antigo regime e hoje presidente interina.
Machado foi dura ao comentar essa possibilidade. Para ela, Rodríguez é uma das principais responsáveis por perseguições políticas, corrupção, tortura e narcotráfico, além de manter laços com Rússia, China e Irã.
Segundo a líder oposicionista, essa ligação afasta investidores internacionais e não representa a vontade do povo venezuelano.
Venezuela vive clima tenso após queda de Maduro
Após a captura de Maduro, o país entrou em um estado de tensão silenciosa. Autoridades ordenaram a prisão de pessoas suspeitas de colaborar com a operação americana, enquanto jornalistas foram detidos temporariamente em Caracas.
Imagens verificadas mostraram tiros no céu da capital, atribuídos pela polícia à tentativa de conter drones não autorizados. O governo, por sua vez, insiste que a situação está sob controle e que não houve confrontos diretos.
Promessa de reconstrução e abertura ao mundo
Machado afirmou que, com estabilidade política, a Venezuela poderia se tornar novamente um polo estratégico, aproveitando suas reservas de petróleo, restaurando o Estado de Direito e reabrindo o país ao capital estrangeiro.
Ela prometeu trazer de volta milhões de venezuelanos exilados e devolver segurança jurídica a investidores internacionais, caso a transição democrática avance.
O futuro do país, no entanto, segue em aberto. A disputa agora não é apenas por eleições, mas por quem comandará o processo de reconstrução. Para acompanhar os desdobramentos políticos que impactam toda a América Latina, continue navegando pelo Brasilvest.
Perguntas Frequentes (FAQs)
María Corina Machado vai voltar à Venezuela?
Ela afirmou que pretende retornar o mais rápido possível, mas não revelou detalhes por questões de segurança.
A oposição venceu a eleição de 2024?
Segundo Machado e observadores internacionais, a oposição venceu, mas a eleição teria sido fraudada.
Trump apoia María Corina Machado?
Trump elogiou a operação contra Maduro, mas demonstrou cautela quanto a eleições imediatas.
Quem controla a Venezuela agora?
Aliados do antigo regime, incluindo Delcy Rodríguez, seguem no comando de estruturas de poder.
O país está estável após a queda de Maduro?
Autoridades dizem que sim, mas há relatos de tensão, prisões e repressão pontual.









