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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Metade dos americanos rejeita ataques dos EUA a barcos na Venezuela, indica pesquisa

Uma nova pesquisa Reuters/Ipsos revelou que grande parte dos norte-americanos se opõe à campanha militar dos Estados Unidos que vem realizando ataques letais a embarcações suspeitas de transportar drogas nas águas próximas à Venezuela. O debate ganhou força em meio à escalada das tensões entre Washington e Caracas e às discussões sobre até que ponto o presidente Donald Trump teria autoridade para autorizar ações desse tipo sem aval judicial.

O levantamento mostra que a sociedade americana está longe de um consenso — e que até mesmo dentro do Partido Republicano há sinais de desconforto com a estratégia militar adotada.

O que a pesquisa mostrou sobre a opinião dos americanos?

Segundo o estudo, 48% dos entrevistados disseram ser contra os ataques realizados sem autorização de um juiz ou tribunal, enquanto 34% afirmaram apoiar a iniciativa. Outros 18% declararam estar indecisos ou sem opinião formada.

A divisão partidária ficou evidente:

• Entre republicanos: 67% apoiam os ataques, mas 19% se opõem, mostrando que a resistência não se limita ao partido adversário.
• Entre democratas: 80% rejeitam a ação militar, enquanto apenas 9% apoiam a medida.

A pesquisa foi realizada ao longo de seis dias e ouviu 4.434 adultos em todo o país, com margem de erro de 2 pontos percentuais.

Por que os ataques estão sendo criticados?

Especialistas têm levantado dúvidas sobre a legalidade das operações. Há pouca ou nenhuma evidência divulgada de que os barcos destruídos carregavam de fato drogas — e muitos analistas questionam se era realmente necessário explodir as embarcações em vez de interceptá-las e interrogar as pessoas a bordo.

Outro ponto sensível está na Constituição dos EUA, que dá ao Congresso, e não ao presidente, o poder de declarar guerra.
Isso cria um impasse sobre até que ponto Trump pode conduzir uma campanha militar tão prolongada sem aprovação legislativa.

Qual a justificativa do governo para continuar os ataques?

Autoridades norte-americanas afirmam que a ação visa impedir grupos classificados como “narcoterroristas”, supostamente ligados ao governo de Nicolás Maduro, acusados por Washington de enviar drogas para os EUA.

Maduro nega qualquer participação em tráfico internacional e classifica as acusações como motivação política.

Os ataques letais já deixaram 87 mortos, aumentando a pressão diplomática e intensificando o debate sobre responsabilidade e transparência militar.

Por que a tensão entre EUA e Venezuela aumentou agora?

O governo de Trump avalia inclusive opções de ataques terrestres, em um contexto de deterioração das relações e crescente disputa geopolítica.
As acusações de envolvimento do governo venezuelano com redes de narcotráfico são usadas como justificativa para ampliar o espectro de ações militares.

Ao mesmo tempo, movimentos diplomáticos recentes, sanções econômicas e disputas territoriais ampliaram ainda mais o desgaste entre os dois países.

Conclusão: o que esse cenário revela sobre os EUA hoje?

A pesquisa evidencia um país polarizado, mas também mostra que parte significativa da população — inclusive entre republicanos — está desconfortável com uma política externa agressiva sem clareza jurídica.

Enquanto isso, cresce a pressão por transparência, supervisão e limites ao poder do Executivo em decisões militares que têm impacto internacional.

Para acompanhar mais análises sobre geopolítica, pesquisas e impacto das tensões globais nos mercados, continue navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

Por que os ataques dos EUA geram tanta polêmica?

Porque são realizados sem autorização judicial e deixaram dezenas de mortos, levantando questionamentos legais e éticos.

O ataque tem apoio da maioria da população?

Não. Segundo a pesquisa, 48% dos americanos se opõem à ação militar.

Os republicanos apoiam Trump nesses ataques?

A maioria sim, mas cerca de 19% rejeitam a operação.

Maduro está envolvido no tráfico de drogas?

Washington acusa o governo venezuelano, mas Maduro nega qualquer ligação.

Há risco de expansão do conflito?

Sim. Trump avalia inclusive opções de ataques terrestres, aumentando a tensão diplomática.

A Constituição permite que o presidente autorize esses ataques?

Especialistas dizem que não, pois a Constituição atribui ao Congresso o poder de declarar guerra.

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