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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Morgan Stanley vê virada global e aponta onde ganhar renda agora

Depois de um 2025 turbulento, o cenário global começa a mudar de tom. A leitura agora é mais construtiva — especialmente para quem busca geração de renda com menos sustos. Essa é a visão do Morgan Stanley, que identifica uma combinação rara: juros ainda elevados, crescimento econômico mais resiliente do que o esperado e inflação menos pressionada.

O resultado? A renda fixa global voltou com força para o centro das estratégias dos grandes investidores.

Por que o clima ficou mais favorável do que o mercado previa?

Segundo Jeff Mueller, responsável global por renda fixa da gestora, o mercado entrou em 2025 esperando um cenário pior. Isso não se confirmou.

O crescimento econômico surpreendeu positivamente em várias regiões e a inflação, tanto em países desenvolvidos quanto emergentes, veio mais comportada. Mesmo com spreads de crédito mais apertados, os níveis de rendimento seguem elevados em termos históricos, sustentando a demanda.

Em outras palavras: o prêmio ainda compensa o risco.

A renda fixa voltou a fazer sentido?

Para o Morgan Stanley, sim — e de forma clara. Com rendimentos altos e maior dispersão no crédito, a renda fixa se tornou um terreno fértil para gestão ativa.

Isso significa que escolher bem os ativos faz ainda mais diferença. Episódios pontuais de estresse devem continuar, mas os fundamentos seguem sólidos, criando janelas de oportunidade para quem sabe navegar o cenário.

O que muda olhando para 2026?

A leitura para 2026 é ainda mais otimista no plano macro. O banco enxerga três vetores importantes:

estímulos fiscais em economias centrais
expectativa de flexibilização monetária
ambiente regulatório mais favorável ao crescimento, especialmente nos EUA

Cortes de impostos tendem a impulsionar a economia americana, enquanto o aumento dos gastos públicos na Alemanha pode favorecer o crescimento europeu.

Esse combo ajuda a sustentar ativos de renda fixa e crédito global.

Quando os juros devem cair nos EUA?

A expectativa é que o Federal Reserve volte a cortar juros ao longo de 2026. O Morgan Stanley trabalha com dois ou três cortes, dependendo do comportamento da inflação.

Juros menores costumam funcionar como combustível para os mercados, especialmente para renda fixa e crédito. Ainda assim, o banco faz um alerta importante: não dá para cravar que a inflação está totalmente resolvida.

O cenário-base é uma inflação relativamente estável, perto de 3%, ao longo da primeira metade do ano. Mas um crescimento forte demais pode reacender pressões.

Inteligência artificial ainda sustenta o ciclo?

Os investimentos em inteligência artificial continuam sendo um pilar relevante, sobretudo nos Estados Unidos e, em menor escala, na China. Esses gastos sustentam parte do crescimento global.

Porém, o alerta está ligado às valorizações elevadas e à possibilidade de interrupções nesse ciclo. O tema segue positivo, mas exige mais seletividade.

Fluxo global de capital está mudando?

De forma marginal, sim. O Morgan Stanley observa uma migração leve de recursos para fora dos EUA, com destino a mercados emergentes e crédito europeu.

Não se trata de uma saída estrutural dos ativos americanos, mas de uma busca por diversificação. Nesse contexto, países com juros reais elevados e espaço para cortes ganham destaque — e o Brasil aparece entre os exemplos.

Aqui no Brasilvest, esse movimento já vinha sendo observado: o investidor global está menos concentrado e mais seletivo.

Onde estão as oportunidades mais interessantes?

Além do crédito tradicional, ganham espaço os ativos securitizados, que passaram por mudanças profundas desde a crise de 2008. Hoje, oferecem mais proteção estrutural e prêmios de risco considerados atraentes.

Segundo o Morgan Stanley, quanto maior o universo investível, maior a chance de encontrar boas oportunidades ajustadas ao risco.

Diversificação internacional, flexibilidade e gestão ativa deixam de ser diferenciais e passam a ser obrigatórias.

👉 Quer entender como posicionar sua carteira nesse novo ciclo global? Continue navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

Por que o Morgan Stanley está mais otimista agora?

Porque crescimento e inflação vieram melhores do que o esperado, mantendo rendimentos atrativos.

A renda fixa ainda vale a pena em 2026?

Sim. O banco vê boas oportunidades, principalmente com gestão ativa e diversificação.

Os juros dos EUA devem cair?

A expectativa é de dois ou três cortes ao longo de 2026, se a inflação permitir.

O Brasil entra no radar dos investidores globais?

Sim. Juros reais elevados e espaço para cortes tornam o país atrativo.

Onde está o maior risco hoje?

Em ativos com valuations esticados e em eventuais reacelerações inflacionárias.

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