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A disputa entre a Prefeitura de São Paulo e os serviços de mototáxi por aplicativo ganhou um novo capítulo. O TJSP decidiu negar o pedido do prefeito Ricardo Nunes (MDB) para suspender o prazo de 90 dias determinado pela Justiça, mantendo a obrigação de regulamentar o serviço até 10 de dezembro.
A notícia chegou enquanto empresas como Uber e 99 já haviam anunciado que pretendem retomar o serviço no dia 11 de dezembro, apenas um dia após o fim do prazo.
A decisão frustrou a expectativa da gestão municipal, que defendia a suspensão alegando riscos graves à segurança.
Por que o TJSP negou o pedido da prefeitura?
A decisão assinada pelo presidente do Tribunal, Fernando Antonio Torres Garcia, afirmou que não há elementos que justifiquem o adiamento do prazo ou sua suspensão.
A prefeitura havia recorrido contra a declaração de inconstitucionalidade do decreto municipal que proibia o mototáxi em São Paulo, mas não conseguiu convencer o TJSP.
Com isso, a gestão Nunes segue obrigada a apresentar regras claras para o funcionamento dos aplicativos de transporte em motocicleta.
Uber e 99: por que as empresas decidiram voltar?
Após o STF derrubar a lei estadual que permitia aos municípios proibirem o serviço, Uber e 99 publicaram uma carta conjunta afirmando que, diante das decisões da Justiça, não há motivo para adiar o retorno.
As empresas destacam que assumem um compromisso público para seguir regras e padrões de segurança quando reiniciarem o serviço no dia 11 de dezembro.
Segundo o documento, a volta é considerada viável e juridicamente amparada.
Nunes voltou a criticar a modalidade — e fez alerta duro
Ao comentar a decisão, o prefeito Ricardo Nunes elevou o tom e insistiu que o serviço coloca vidas em risco.
Em suas palavras:
“Se a gente não conseguir vencer essa batalha, muitas pessoas não vão passar o Natal com suas famílias, muitas pessoas não entrarão em 2026. Muitas vão morrer.”
A fala reforça a posição histórica da prefeitura, que se declara rigorosamente contrária ao mototáxi na cidade.
A Procuradoria-Geral do Município afirmou que recorrerá novamente ao STF para tentar reverter a decisão.
Por que a prefeitura insiste que o mototáxi é perigoso?
A gestão municipal sustenta que a proibição se baseia em dados concretos sobre acidentes envolvendo motocicletas. Entre os números apresentados:
- Aumento de 56% da frota de motos nos últimos dez anos (de 833 mil em 2014 para 1,3 milhão em 2024)
- Crescimento de 20% nos óbitos entre 2023 e 2024 (de 403 para 483 mortes)
- R$ 35 milhões gastos pela prefeitura no atendimento a vítimas de acidentes
Segundo a administração, a combinação de trânsito intenso, velocidade e exposição amplia o risco tanto para motociclistas quanto para passageiros.
O que acontece agora?
Com a decisão atual, o cenário é o seguinte:
- A prefeitura deve regular o mototáxi até dia 10/12
- Uber e 99 confirmam retorno no dia 11/12
- A gestão Nunes promete novo recurso no STF
- O debate sobre segurança e responsabilidade continua aberto
A cidade aguarda agora como será a regulamentação — e se haverá novos desdobramentos jurídicos antes da retomada oficial do serviço.
Conclusão
A queda de braço entre prefeitura, Justiça e empresas está longe de terminar, mas a decisão mais recente garante o retorno do mototáxi a São Paulo — pelo menos por enquanto. Com as plataformas prontas para voltar e a prefeitura tentando barrar a liberação, os próximos dias serão decisivos.
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Perguntas Frequentes (FAQs)
O mototáxi volta mesmo no dia 11 de dezembro?
Sim. Uber e 99 anunciaram que reiniciarão o serviço no dia 11, amparadas pelas decisões judiciais.
A prefeitura ainda pode barrar o serviço?
Pode tentar. A gestão vai entrar com novo recurso no STF, mas até agora não conseguiu suspender o prazo.
Por que o TJSP negou o pedido da prefeitura?
O Tribunal afirmou que não encontrou fundamentos que justificassem suspender ou ampliar o prazo de regulamentação.
O prefeito Nunes é contra o mototáxi?
Sim. A prefeitura declara ser totalmente contrária ao serviço, alegando risco elevado de acidentes e mortes.
Quais números a prefeitura usa para justificar a proibição?
Crescimento de 56% da frota em dez anos, aumento de 20% nas mortes e R$ 35 milhões gastos com vítimas de acidentes.
O STF já se posicionou sobre o tema?
Sim. O STF derrubou a lei que permitia às prefeituras proibirem o serviço, o que fortaleceu o retorno dos aplicativos.









