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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Multimercados explodem e rendem até 45% em 2025

Depois de anos apagados, os fundos multimercados voltaram a brilhar em 2025 e pegaram muita gente de surpresa. Em um cenário de volatilidade intensa no Brasil e no exterior, algumas carteiras conseguiram ganhos que chegaram a 45% no ano, superando com folga a Selic e o CDI.

Mesmo com esse desempenho forte, o setor ainda terminou o ano com resgates bilionários, o que reforça uma contradição curiosa: quem ficou, ganhou muito; quem saiu, perdeu uma das melhores janelas do ano.

Por que os multimercados foram tão bem em 2025?

O segredo esteve na diversificação de estratégias. Gestores que souberam operar ações, câmbio, juros e crédito privado conseguiram navegar em um ambiente marcado por incertezas nos Estados Unidos, expectativas sobre o Federal Reserve e ruídos políticos no Brasil.

Esse conjunto criou oportunidades raras para quem tinha liberdade de alocação. Em vez de apostar tudo em uma única direção, os multimercados ajustaram posições rapidamente, protegendo risco e buscando retorno.

Mesmo rendendo bem, por que houve tantos resgates?

Apesar dos ganhos, os fundos multimercados registraram saídas de cerca de R$ 61,7 bilhões até novembro, marcando o quarto ano consecutivo de resgates. O motivo é simples: juros altos.

Com a renda fixa pagando muito, muitos investidores preferiram a previsibilidade. Só que, ironicamente, vários multimercados renderam muito mais do que o CDI, especialmente os de maior risco controlado.

Multimercados fazem sentido para 2026?

Tudo indica que sim. Analistas enxergam 2026 como um ano mais instável, com:

  • Juros americanos ainda no radar
  • Mudanças no Federal Reserve
  • Eleições no Brasil
  • Oscilações fortes nos mercados globais

Nesse ambiente, os multimercados voltam a ganhar relevância como ferramenta de diversificação, ajudando o investidor a não depender de um único cenário.

Quais fundos se destacaram com ganhos acima de 20%?

Levantamentos de mercado mostram que fundos com patrimônio acima de R$ 500 milhões entregaram retornos muito expressivos. Alguns superaram 20%, 30% e até 45%, impulsionados por estratégias como:

  • Equity Hedge, com arbitragens em ações
  • Crédito privado, aproveitando juros elevados
  • Operações táticas em câmbio e juros

Esse grupo concentrou os melhores desempenhos do ano e mostrou que tamanho não impediu retorno.

E os fundos gigantes, também performaram?

Entre os fundos multimercados com maior patrimônio, o desempenho foi mais moderado. Muitos ficaram próximos ou até abaixo do CDI, com volatilidade bem menor. Esses fundos priorizaram preservação de capital e estratégias mais defensivas, muito ligadas ao crédito privado.

Aqui entra um ponto essencial: volatilidade importa. Um fundo com volatilidade anual de 9% pode subir ou cair nessa magnitude ao longo do ano. Entender isso evita frustrações.

Gestores experientes fizeram diferença?

Sim, e muita. Gestores que conseguiram antecipar movimentos — como a valorização do real frente ao dólar, cortes de juros nos EUA e mudanças no humor do mercado — entregaram retornos consistentes.

Houve destaque para casas tradicionais e também para nomes mais táticos, com foco em trading e leitura de curto prazo, protegendo carteiras nos momentos mais tensos.

Onde entra o investidor pessoa física nisso tudo?

Para o investidor, a principal lição é clara: multimercado não é tudo igual. Existem fundos:

  • Conservadores
  • Moderados
  • Agressivos

Usá-los como parte da carteira — e não como aposta única — pode ajudar muito em anos difíceis. Inclusive para quem investe em ações como Itaú (ITUB4), os multimercados funcionam como amortecedor de risco.

O que esperar do setor daqui para frente?

Com a tendência de queda gradual dos juros, a vantagem dos títulos mais conservadores diminui. Isso abre espaço para:

  • Retorno de fluxo aos multimercados
  • Mais apetite por risco
  • Carteiras mais equilibradas

O setor pode não voltar ao auge de anos atrás, mas tudo indica que o pior já ficou para trás.

Para acompanhar essas tendências, entender riscos e montar uma estratégia mais inteligente para 2026, continue navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

O que são fundos multimercados?

São fundos que podem investir em várias classes de ativos, como ações, juros, câmbio e crédito

Multimercados renderam mais que o CDI em 2025?

Sim, vários fundos superaram com folga o CDI, com ganhos acima de 20% e até 45%

Por que houve resgates mesmo com bom desempenho?

Por causa dos juros altos, que tornaram a renda fixa mais atraente para muitos investidores

Multimercados são indicados para 2026?

Especialistas veem 2026 como um ano volátil, cenário em que multimercados tendem a se destacar

Todo multimercado é arriscado?

Não. Existem fundos com perfis conservadores, moderados e agressivos

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