O setor de criptomoedas vive um momento decisivo no Brasil. Mesmo diante de uma fiscalização mais rígida do Banco Central (BC) e da Receita Federal, empresas do segmento projetam crescimento acelerado em 2025 e 2026.
A informação foi destacada pela Forbes Brasil, que ouviu especialistas e líderes de empresas cripto que afirmam que a regulação, embora mais pesada, deve trazer segurança jurídica e ampliar a entrada de investidores tradicionais.
O avanço da regulação fortalece o mercado
O Banco Central avança na implementação do marco legal das criptomoedas (Lei 14.478/2022), que cria normas mais rígidas para empresas que atuam com ativos digitais. Além disso, a Receita Federal exige declarações mais detalhadas de operações com criptoativos, inclusive operações realizadas em corretoras no exterior.
Apesar disso, empresas do setor afirmam que a regulação não deve frear o crescimento. Pelo contrário. A Forbes destaca que executivos do mercado veem o movimento como sinal de maturidade e afirmam que a transparência tende a atrair investidores institucionais.
Empresas brasileiras seguem otimistas
A Forbes aponta que gestoras, exchanges e fintechs que atuam com blockchain projetam alta no volume negociado e maior adoção de soluções tokenizadas. Entre os motivos para o otimismo, estão:
- maior clareza nas regras de operação;
- entrada de bancos tradicionais no setor;
- expansão de stablecoins reguladas;
- crescimento de produtos financeiros tokenizados.
Além disso, a adoção do Drex, moeda digital emitida pelo Banco Central, deve ampliar o entendimento do público sobre ativos digitais e estimular o desenvolvimento de novas soluções.
Por que a fiscalização aumentou?
Segundo a Forbes, o BC e a Receita Federal intensificaram o monitoramento por causa do aumento de golpes, pirâmides financeiras e operações suspeitas envolvendo criptomoedas. O objetivo é proteger o consumidor, reduzir riscos sistêmicos e impedir crimes como lavagem de dinheiro.
Apesar da fiscalização mais firme, o setor afirma que as regras podem melhorar a reputação das empresas sérias, ao afastar operações irregulares que prejudicam o mercado como um todo.
Crescimento sustentável e foco em inovação
Enquanto o ambiente regulatório amadurece, empresas continuam investindo em tecnologia, segurança, compliance e novos produtos. Soluções de tokenização de ativos, infraestrutura blockchain e meios de pagamento digitais devem ganhar espaço em 2026.
A expectativa geral do setor é clara: mesmo com maior exigência do BC e da Receita Federal, o mercado cripto brasileiro deve continuar crescendo — porém, com bases mais sólidas e com foco em proteção ao consumidor.
Perguntas frequentes
O aumento da fiscalização pode prejudicar o mercado cripto?
Não. Segundo a Forbes, empresas afirmam que a regulamentação traz mais credibilidade, atrai investidores institucionais e fortalece negócios sérios.
O que o Banco Central está fazendo hoje no setor?
O BC implementa o marco legal das criptomoedas e supervisiona prestadores de serviços de ativos virtuais, além de desenvolver o Drex.
Por que a Receita Federal ampliou o controle sobre criptomoedas?
Para evitar sonegação, lavagem de dinheiro e operações suspeitas. Hoje é obrigatório declarar todas as transações, inclusive em corretoras estrangeiras.
O mercado cripto brasileiro vai crescer em 2026?
Sim. A Forbes destaca que executivos projetam expansão, impulsionada por entrada de bancos, tokenização e mais segurança jurídica.
O Drex vai impactar o setor cripto?
De forma indireta. A moeda digital do BC aumenta o interesse do público por ativos digitais e incentiva a inovação no ambiente blockchain.
A regulação vai afastar investidores?
A tendência é oposta: com regras mais claras, investidores institucionais e estrangeiros tendem a entrar com mais força no setor.









