O Nubank (ROXO34) confirmou que pretende solicitar uma licença bancária no Brasil em 2026. A decisão surge dias após o Banco Central publicar uma norma proibindo instituições de usarem termos como “banco” ou “bank” quando não possuem autorização para operar como tal.
A medida reacendeu debates no setor financeiro — e acelerou a estratégia do Nubank de formalizar sua atuação como instituição bancária.
O que mudou com a regra do Banco Central?
A nova norma determina que empresas que não são bancos não podem usar nomes que sugiram que são.
A regra não altera operações, tarifas ou produtos, mas afeta diretamente o branding e a relação com clientes.
Por isso, muitas fintechs terão que:
- Apresentar um plano de adequação em 120 dias
- Cumprir todas as mudanças em até um ano
Para o Nubank, essa adaptação será feita de outra forma: buscando a licença bancária.
O Nubank terá mudanças para o cliente?
Segundo o próprio banco digital, não.
A CEO do Nubank no Brasil, Livia Chanes, reforçou:
“Nossa identidade e missão permanecem as mesmas. Todas as operações seguem normalmente.”
Ou seja, nada muda para quem usa:
- Conta digital
- Cartão roxinho
- Investimentos
- NuInvest
- Empréstimos
- Pix
- Produtos internacionais
Tudo segue funcionando exatamente como antes.
Por que o Nubank quer uma licença bancária agora?
A fintech já opera com uma estrutura regulatória robusta. Hoje, o conglomerado inclui:
- Instituição de Pagamento
- Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento
- Corretora de Títulos e Valores Mobiliários
Com a licença bancária, a empresa:
- Simplifica sua estrutura
- Alinha sua marca à regulamentação
- Evita ajustes compulsórios na nomenclatura
- Reforça a percepção de solidez
- Avança para novos produtos de crédito e captação
E, segundo o Nubank, sem impacto significativo em exigências de:
- Capital
- Liquidez
A empresa assegura que sua solidez financeira continua a mesma.
O movimento coloca pressão no setor tradicional
Com mais de 28 milhões de pessoas incluídas no sistema financeiro, o Nubank se tornou símbolo da revolução digital bancária.
Virar banco oficialmente aumenta sua competitividade frente a:
- Itaú (ITUB4)
- Bradesco (BBDC4)
- Santander (SANB11)
- Banco do Brasil (BBAS3)
E pode abrir portas para novos mercados.
Conclusão
A decisão do Nubank marca o início de uma nova etapa para a fintech mais influente do país. Sem mudanças para o cliente agora, mas com impactos estratégicos enormes para o futuro, a empresa se posiciona para competir de igual para igual com os grandes bancos brasileiros.
Para acompanhar os próximos passos do mercado financeiro e os efeitos dessa movimentação, continue navegando pelo Brasilvest.
Perguntas Frequentes (FAQs)
O Nubank vai virar banco de verdade?
Sim, a empresa pretende obter licença bancária no Brasil em 2026.
A regra do Banco Central afeta minha conta?
Não. A norma é sobre nomenclatura e não interfere no funcionamento dos serviços.
O Nubank já é regulado?
Sim. Ele opera com todas as licenças necessárias para pagamentos, crédito e investimentos.
O que muda com a licença bancária?
A fintech ganha mais autonomia e evita precisar alterar seu nome ou marca.
Quando começa o processo?
O plano será estruturado ao longo de 2025, com obtenção da licença prevista para 2026.
O Nubank precisa mudar o nome agora?
Não, porque pretende se adequar buscando a licença bancária, evitando rebranding obrigatório.









