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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Nubank mira nova fase: após norma do Banco Central, fintech planeja obter licença bancária no Brasil em 2026

O Nubank (ROXO34) confirmou que pretende solicitar uma licença bancária no Brasil em 2026. A decisão surge dias após o Banco Central publicar uma norma proibindo instituições de usarem termos como “banco” ou “bank” quando não possuem autorização para operar como tal.

A medida reacendeu debates no setor financeiro — e acelerou a estratégia do Nubank de formalizar sua atuação como instituição bancária.

O que mudou com a regra do Banco Central?

A nova norma determina que empresas que não são bancos não podem usar nomes que sugiram que são.

A regra não altera operações, tarifas ou produtos, mas afeta diretamente o branding e a relação com clientes.

Por isso, muitas fintechs terão que:

  • Apresentar um plano de adequação em 120 dias
  • Cumprir todas as mudanças em até um ano

Para o Nubank, essa adaptação será feita de outra forma: buscando a licença bancária.

O Nubank terá mudanças para o cliente?

Segundo o próprio banco digital, não.

A CEO do Nubank no Brasil, Livia Chanes, reforçou:

“Nossa identidade e missão permanecem as mesmas. Todas as operações seguem normalmente.”

Ou seja, nada muda para quem usa:

  • Conta digital
  • Cartão roxinho
  • Investimentos
  • NuInvest
  • Empréstimos
  • Pix
  • Produtos internacionais

Tudo segue funcionando exatamente como antes.

Por que o Nubank quer uma licença bancária agora?

A fintech já opera com uma estrutura regulatória robusta. Hoje, o conglomerado inclui:

  • Instituição de Pagamento
  • Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento
  • Corretora de Títulos e Valores Mobiliários

Com a licença bancária, a empresa:

  • Simplifica sua estrutura
  • Alinha sua marca à regulamentação
  • Evita ajustes compulsórios na nomenclatura
  • Reforça a percepção de solidez
  • Avança para novos produtos de crédito e captação

E, segundo o Nubank, sem impacto significativo em exigências de:

  • Capital
  • Liquidez

A empresa assegura que sua solidez financeira continua a mesma.

O movimento coloca pressão no setor tradicional

Com mais de 28 milhões de pessoas incluídas no sistema financeiro, o Nubank se tornou símbolo da revolução digital bancária.
Virar banco oficialmente aumenta sua competitividade frente a:

  • Itaú (ITUB4)
  • Bradesco (BBDC4)
  • Santander (SANB11)
  • Banco do Brasil (BBAS3)

E pode abrir portas para novos mercados.

Conclusão

A decisão do Nubank marca o início de uma nova etapa para a fintech mais influente do país. Sem mudanças para o cliente agora, mas com impactos estratégicos enormes para o futuro, a empresa se posiciona para competir de igual para igual com os grandes bancos brasileiros.

Para acompanhar os próximos passos do mercado financeiro e os efeitos dessa movimentação, continue navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

O Nubank vai virar banco de verdade?

Sim, a empresa pretende obter licença bancária no Brasil em 2026.

A regra do Banco Central afeta minha conta?

Não. A norma é sobre nomenclatura e não interfere no funcionamento dos serviços.

O Nubank já é regulado?

Sim. Ele opera com todas as licenças necessárias para pagamentos, crédito e investimentos.

O que muda com a licença bancária?

A fintech ganha mais autonomia e evita precisar alterar seu nome ou marca.

Quando começa o processo?

O plano será estruturado ao longo de 2025, com obtenção da licença prevista para 2026.

O Nubank precisa mudar o nome agora?

Não, porque pretende se adequar buscando a licença bancária, evitando rebranding obrigatório.

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