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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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O que é o FGC e quem paga essa conta?

Muita gente investe tranquila em CDB, LCI, LCA e poupança achando que o FGC é uma espécie de “seguro do governo”. Não é. E aqui está o ponto que quase ninguém percebe: quem banca o FGC, no fim das contas, é o próprio investidor.

Entender como o Fundo Garantidor de Créditos funciona, de onde vem o dinheiro e o que realmente está protegido faz toda a diferença para não cometer erros silenciosos na sua carteira.

O que é o FGC, afinal?

O FGC (Fundo Garantidor de Créditos) é uma entidade privada, sem fins lucrativos, criada para proteger correntistas e investidores em caso de falência ou liquidação de bancos.

Ele garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira, com um teto global de R$ 1 milhão a cada 4 anos.

Um ponto crucial: o FGC não tem qualquer ligação com o governo. Não é Tesouro Nacional, não é Banco Central pagando prejuízo. É um fundo mantido pelo próprio sistema financeiro.

Quem mantém o FGC funcionando?

Os bancos e instituições financeiras associadas pagam mensalmente uma contribuição ao FGC. Essa contribuição corresponde a 0,0125% sobre o saldo dos produtos que têm cobertura do fundo.

Mas aqui está a parte que quase ninguém conta:
esse custo é repassado ao investidor, embutido nas taxas e na rentabilidade oferecida.

Ou seja, quando você investe em um produto “protegido pelo FGC”, você já está pagando por essa proteção, mesmo sem perceber.

Hoje, o patrimônio do fundo gira em torno de R$ 40 bilhões, valor suficiente para cobrir mais de 99% dos investidores que possuem aplicações dentro do limite garantido.

Quais investimentos têm garantia do FGC?

Ele cobre apenas produtos bancários específicos, como:

depósitos à vista
poupança
CDB e RDB
LCI (Letra de Crédito Imobiliário)
LCA (Letra de Crédito do Agronegócio)
letras de câmbio
letras hipotecárias
letras imobiliárias
contas-salário e similares

Esses produtos têm algo em comum: são dívidas do banco com o cliente.

O que acontece quando um banco quebra?

Quando um banco entra em falência ou liquidação, o FGC entra em ação. Ele recebe a lista de clientes e valores e faz o pagamento direto aos investidores, geralmente em um prazo médio de pouco mais de três meses.

Mas atenção a um detalhe importantíssimo que quase todo mundo ignora.

O erro que faz investidor perder dinheiro sem perceber

O FGC não garante rendimento futuro. Ele garante apenas o valor aplicado + rendimentos já incorporados até o limite de R$ 250 mil.

Se você investiu R$ 250 mil em um CDB e, no momento da quebra, o valor com juros já passou desse limite, o excedente não é garantido.

Por isso, concentrar valores elevados em uma única instituição é um erro clássico — e perigoso.

Por que fundos de investimento não têm garantia?

Porque o patrimônio do fundo não se mistura com o patrimônio do banco.

Se um banco que administra um fundo tiver problemas, os cotistas podem trocar a gestora ou administradora. O dinheiro do fundo não entra na massa falida do banco.

Por isso, fundos de investimento não precisam desse Fundo — a lógica de proteção é outra.

Investimentos que NÃO têm proteção do FGC

Aqui é onde muitos investidores se confundem. Não são protegidos pelo FGC:

fundos de investimento (todos os tipos)
debêntures
letras financeiras
CRI e CRA
Tesouro Direto
ações, opções e derivativos

Esses ativos têm riscos diferentes, e a proteção vem da diversificação, qualidade do emissor e gestão de risco, não de um fundo garantidor.

O que isso muda na sua estratégia?

Muda tudo. Ele é uma excelente camada de proteção, mas não deve ser tratado como garantia absoluta.

Investidores mais atentos usam-o de forma estratégica, dividindo valores entre instituições, respeitando limites e combinando com outros ativos fora do sistema bancário.

Aqui no Brasilvest, a regra é clara: entender o risco evita prejuízo silencioso.

👉 Quer aprender a usar o FGC a seu favor, sem cair em armadilhas comuns? Continue navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

O FGC é do governo?

Não. O FGC é uma entidade privada, mantida pelas próprias instituições financeiras.

Quanto o FGC garante por investidor?

Até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição, com limite global de R$ 1 milhão a cada 4 anos.

Quem paga o FGC?

Os bancos contribuem mensalmente, mas esse custo é repassado ao investidor indiretamente.

O FGC paga os juros do investimento?

Ele garante o valor aplicado mais rendimentos incorporados, respeitando o limite máximo.

Fundos de investimento têm FGC?

Não. Fundos não têm garantia do FGC porque o patrimônio não se mistura com o do banco.

O pagamento do FGC demora?

Em média, cerca de três meses após a liquidação da instituição.

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