Uma nova pesquisa jogou luz sobre um tema explosivo na política internacional: 53% dos latino-americanos apoiam uma intervenção dos Estados Unidos para derrubar o regime de Nicolás Maduro. O dado chama ainda mais atenção quando o recorte é interno: entre os venezuelanos, o apoio sobe para 63%.
O levantamento foi realizado pela Atlas Latam-Wide em um momento de aumento da presença militar dos EUA no Caribe, o que adiciona combustível a um debate que mistura democracia, soberania e segurança regional.
A Venezuela é vista como ditadura pela maioria?
Sim, de forma contundente. Segundo a pesquisa, 73,2% dos latino-americanos consideram a Venezuela uma ditadura. O diagnóstico é praticamente consensual fora e dentro do país.
Além disso, quase 60% dos entrevistados afirmam que a Venezuela está se transformando em um narcoestado, enquanto apenas 26,7% discordam dessa afirmação. O dado reforça a percepção de colapso institucional e perda de controle do Estado sobre atividades ilegais.
A região acredita que o país estaria melhor sem Maduro?
A resposta é clara: 73,7% dos latino-americanos acreditam que a Venezuela estaria melhor sem Maduro. O número evidencia não apenas rejeição ao governo atual, mas também descrédito na capacidade de recuperação sob a liderança do regime.
Esse sentimento ajuda a explicar por que a ideia de uma intervenção externa — algo historicamente sensível na região — encontra hoje apoio majoritário.
Quem lideraria uma transição democrática?
A oposição aparece como uma alternativa viável para parte significativa da população. 55,1% dos entrevistados confiam em María Corina Machado para liderar uma transição democrática no país. Outros 30,7% dizem não confiar, enquanto 14,2% permanecem indecisos.
O dado mostra que, embora exista apoio à mudança, o caminho pós-Maduro ainda gera dúvidas e divisões.
Quais líderes são vistos como mais comprometidos com a liberdade da Venezuela?
A pesquisa também avaliou a percepção regional sobre líderes internacionais. Políticos associados à direita aparecem como mais engajados com a causa venezuelana:
- Donald Trump lidera com saldo positivo
- Marco Rubio também aparece bem avaliado
- Javier Milei tem percepção próxima do neutro
Em contrapartida, líderes como Luiz Inácio Lula da Silva, Gustavo Petro, Claudia Sheinbaum, Xi Jinping e Vladimir Putin são vistos como pouco ou nada comprometidos com a libertação do país.
O que explica esse apoio a uma intervenção estrangeira?
Especialistas apontam uma combinação de fatores: crise humanitária prolongada, repressão política, migração em massa e impacto direto nos países vizinhos. Para muitos latino-americanos, a situação deixou de ser um problema interno e passou a ser uma ameaça regional.
Isso ajuda a entender por que uma medida extrema, antes rejeitada, agora encontra respaldo popular.
Como foi feita a pesquisa?
O levantamento ouviu 6.757 pessoas pela internet, entre os dias 22 e 28 de outubro.
Desse total:
- 2.777 entrevistados eram da Venezuela
- 3.980 de outros países da América Latina
Os números dão peso estatístico relevante às conclusões e ajudam a explicar por que o tema voltou ao centro do debate internacional.
Para acompanhar análises profundas sobre política internacional, América Latina e geopolítica, continue navegando pelo Brasilvest.
Perguntas Frequentes (FAQs)
Quantos latino-americanos apoiam intervenção dos EUA na Venezuela?
Segundo a pesquisa, 53% apoiam a intervenção.
Entre os venezuelanos, o apoio é maior?
Sim. 63% dos venezuelanos se dizem favoráveis à intervenção.
A Venezuela é vista como democracia?
Não. 73,2% dos entrevistados consideram o país uma ditadura.
Quem é vista como líder da transição democrática?
María Corina Machado é a mais citada, com 55,1% de confiança.
O apoio à intervenção é consenso?
Não. Apesar de majoritário, o tema segue dividindo opiniões e gerando forte debate.









