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A Petrobras (PETR3; PETR4) segue imbatível na lista das companhias que mais pagaram dividendos em 2025 — e não foi por pouco. A petroleira já desembolsou R$ 37,3 bilhões até setembro, segundo a consultoria Elos Ayta, um valor tão expressivo que supera, sozinha, o total distribuído por parte das 82 empresas do Ibovespa.
Quem lidera o ranking de dividendos em 2025?
A Elos Ayta analisou apenas os valores efetivamente pagos ao longo do ano.
Veja o topo da lista:
- 1º — Petrobras (PETR3; PETR4): R$ 37,3 bilhões
- 2º — Itaú (ITUB4): R$ 28,2 bilhões
- 3º — Vale (VALE3): R$ 19,4 bilhões
Entre as empresas que distribuíram mais de R$ 3 bilhões, o setor bancário domina:
Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3), Santander (SANB11) e BTG Pactual (BPAC11) figuram entre as maiores pagadoras.
O estudo destaca ainda seis companhias que distribuíram mais de R$ 1 bilhão por trimestre em 2025: Petrobras, Ambev (ABEV3), Bradesco, Banco do Brasil, Axia Energia (AXIA3) e Santander.
Segundo a consultoria, os números revelam o “protagonismo de setores tradicionais, com alto caixa, estabilidade e capacidade de manter políticas generosas de proventos mesmo em ambientes de juros elevados”.
Corrida pela isenção acelera aprovações no fim de 2025
O movimento das empresas ocorre em meio à sanção do PL 1.087/2025, que cria uma alíquota de 10% sobre dividendos pagos a pessoas físicas a partir de 2026 — acima de R$ 50 mil por mês.
A nova regra prevê:
- Dividendos aprovados até 31/12/2025 podem ser pagos até 2028 sem tributação.
- Isso gerou uma verdadeira corrida corporativa para aprovar proventos antes da virada do ano.
Apenas nos últimos dias, empresas como Azzas 2154, Marcopolo, Energisa, Lavvi, Kepler Weber e Cury anteciparam suas deliberações.
Especialistas afirmam que dividendos já aprovados pela Petrobras e demais empresas em 2025 seguem isentos, mesmo que pagos em 2026.
Risco de fuga de capital estrangeiro
O debate sobre tributação chega em um momento delicado para a Bolsa.
- A Abrasca estima fuga de até US$ 300 bilhões caso a antecipação se intensifique (lembrando que cerca de 60% do capital da B3 é estrangeiro).
- O Itaú BBA projeta saída entre US$ 25 bilhões e US$ 35 bilhões até o fim de 2025 — o equivalente a 3% a 4% do patrimônio internacional na B3.
- A pressão pode atingir o câmbio.
Quem será afetado pela tributação?
Segundo o Ministério da Fazenda:
- Apenas 141,4 mil pessoas (0,06% da população) terão aumento de imposto.
- Hoje, esse grupo paga, em média, 2,54% da própria renda.
- A mudança mira reduzir distorções e tributar rendas isentas desde 1996.
Para seguir acompanhando como a nova regra dos dividendos deve mexer com o mercado — e com o bolso do investidor — continue navegando pelo Brasilvest.
Perguntas Frequentes (FAQs)
A Petrobras realmente pagou mais dividendos que a maior parte da Bolsa?
Sim. Os R$ 37,3 bilhões distribuídos pela Petrobras superam sozinhos os valores pagos por várias empresas do Ibovespa somadas.
Quais são as três empresas que mais pagaram dividendos em 2025?
Petrobras, Itaú e Vale.
A nova tributação afeta os dividendos já aprovados?
Não. Dividendos aprovados até 31/12/2025 seguem isentos, mesmo se pagos até 2028.
Por que empresas estão antecipando deliberações?
Para garantir isenção antes da entrada em vigor da alíquota de 10% sobre dividendos para pessoas físicas.
A taxação pode gerar fuga de capitais?
Sim. Estimativas apontam saídas entre US$ 25 bilhões e US$ 300 bilhões, pressionando o câmbio e o fluxo estrangeiro na B3.








