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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Projeção do BoA indica corte da Selic já em janeiro de 2026

O Bank of America (BoA) ajustou sua projeção para o início do ciclo de corte da taxa Selic no Brasil, indicando que o primeiro corte poderá ocorrer em janeiro de 2026, em vez de dezembro de 2025, como alguns mercados vinham precificando. A instituição projeta uma redução de 50 pontos-base já na primeira reunião do ano, levando a taxa básica de juros para níveis abaixo dos atuais 15% ao ano.

A nova previsão do BoA reflete a combinação de indicadores econômicos que apontam para uma desaceleração da atividade interna, queda da inflação em segmentos relevantes e evolução das expectativas de preços no médio prazo. Esses fatores indicam que o Banco Central pode iniciar um ciclo gradual de cortes no início de 2026.

Por que o BoA revisou sua projeção?

O BoA decidiu ajustar sua previsão após observar mudanças recentes em indicadores de inflação, atividade econômica e posicionamento da política monetária. A decisão do Copom em manter a Selic em 15% ao ano sem sinal claro de corte imediato levou o banco a reavaliar o cronograma para flexibilização dos juros.

Além disso, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) trouxe elementos considerados menos “dovish” do que alguns analistas esperavam, ainda que tenham sido reconhecidos aspectos positivos como a melhora nas expectativas de inflação de longo prazo. Isso reforça a ideia de que o corte em dezembro ficou fora do radar, abrindo espaço para que o movimento ocorra em janeiro.

Consequências para o mercado financeiro

A perspectiva de um primeiro corte em janeiro já tem sido precificada gradualmente pelos mercados. Contratos de juros futuros e derivativos vêm refletindo essas expectativas, com ajustes nas curvas de juros que indicam probabilidade crescente de redução de 25 a 50 pontos-base no início de 2026.

Se confirmada, a redução da Selic tende a influenciar diretamente:

  • Títulos públicos e renda fixa: preços de títulos prefixados podem subir à medida que a perspectiva de juros menores se materializa.
  • Mercado de crédito: redução do custo do dinheiro tende a baratear empréstimos e financiamentos.
  • Bolsa de valores: ações de setores sensíveis à taxa de juros, como construção e consumo, podem reagir positivamente.
  • Investimentos alternativos: segmentos como fundos imobiliários e ações de crescimento podem se beneficiar do ambiente de juros mais baixos no médio prazo.

O que ainda pode mudar antes de janeiro?

Mesmo com BoA e outras instituições projetando corte da Selic logo no início de 2026, a possibilidade não é unânime. Economistas consultados por outras casas têm destacado que a decisão do Copom de manter a Selic em 15% e uma comunicação cautelosa indicam que há mais variáveis a serem observadas antes de confirmar o movimento.

Também há instituições que apontam para um início de ciclo de cortes só em março de 2026, caso a inflação e o comportamento da atividade econômica não evoluam conforme esperado nos primeiros meses do ano que vem.

Visão geral das projeções do mercado

De forma geral, o mercado financeiro está dividido entre duas linhas de expectativa:

  • Corte em janeiro de 2026: projeção revisada por instituições como o Bank of America, com possível redução de 25 a 50 pontos-base já na reunião de janeiro.
  • Início do ciclo em março de 2026: cenário considerado mais provável por outros analistas, com ajustes gradativos ao longo do primeiro trimestre.

Essa divisão de expectativas reflete o debate em torno da trajetória da inflação, do ritmo de crescimento econômico, do câmbio e de fatores externos, como decisões de política monetária nos Estados Unidos e na Europa.

Conclusão

As projeções do Bank of America de que o corte da Selic possa ocorrer em janeiro de 2026 ajustam as expectativas do mercado para o futuro próximo da política monetária no Brasil.

Embora ainda haja debate entre economistas e analistas, as perspectivas de queda dos juros condicionam decisões de investimento, crédito e alocação de ativos. Para entender como essas projeções impactam seus investimentos e o cenário econômico, continue lendo o Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Por que o BoA revisou a projeção de corte da Selic?

O Bank of America revisou sua projeção para refletir melhoras nas expectativas de inflação e sinais de desaceleração econômica que abrem espaço para um corte em janeiro de 2026.

Quando o mercado espera o primeiro corte de juros no Brasil?

Há expectativa dividida, com projeções indo de janeiro a março de 2026, dependendo dos dados macroeconômicos nos próximos meses.

O que pode impedir o corte em janeiro?

A falta de sinalização clara por parte do Copom, inflação acima da meta ou indicadores econômicos resilientes podem postergar o corte para março ou além.

Como a Selic impacta o mercado financeiro?

A Selic influencia diretamente o custo de empréstimos, investimentos em renda fixa e ações sensíveis à variação de juros.

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