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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Projeto secreto da China ameaça domínio do Ocidente

Enquanto o Ocidente acreditava ter anos de vantagem, a China avançava em silêncio. Em um laboratório altamente protegido em Shenzhen, cientistas chineses desenvolveram um protótipo capaz de produzir chips de última geração, tecnologia considerada estratégica para inteligência artificial, smartphones e poder militar.

O projeto, conduzido sob sigilo absoluto, revela que a China está muito mais perto da independência em semicondutores do que analistas e governos ocidentais imaginavam — e o impacto pode ser global.

O que a China conseguiu desenvolver em segredo?

Segundo fontes próximas ao projeto, engenheiros chineses construíram uma máquina de litografia EUV — tecnologia essencial para fabricar os chips mais avançados do mundo. Hoje, esse tipo de equipamento é praticamente monopolizado pelo Ocidente.

O protótipo ficou pronto no início de 2025 e já consegue gerar luz ultravioleta extrema, o coração da tecnologia EUV. Embora ainda não produza chips funcionais, o simples fato de estar operando representa um salto histórico.

Por que a tecnologia EUV é tão estratégica?

A litografia EUV permite gravar circuitos milhares de vezes mais finos que um fio de cabelo em placas de silício. Quanto menores os circuitos, mais poderoso é o chip.

Essa tecnologia é indispensável para:

  • Processadores de IA
  • Chips de smartphones avançados
  • Sistemas militares e de defesa
  • Data centers de alta performance

Por isso, ela virou o centro de uma verdadeira Guerra Fria tecnológica.

Quem domina essa tecnologia hoje?

Atualmente, apenas a ASML, da Holanda, domina a produção de máquinas EUV. Cada equipamento custa cerca de US$ 250 milhões e é usado por fabricantes como TSMC, Intel e Samsung.

Empresas como Nvidia e AMD dependem diretamente desse ecossistema para criar seus chips mais avançados.

Durante anos, autoridades dos EUA afirmaram que a China levaria décadas para alcançar esse nível tecnológico.

Então por que esse avanço surpreendeu tanto?

Em abril, o CEO da ASML declarou que a China precisaria de “muitos e muitos anos” para desenvolver uma tecnologia EUV funcional. O surgimento de um protótipo operacional sugere que essa previsão pode estar errada por vários anos.

O governo chinês trabalha agora com a meta de produzir chips funcionais até 2028, embora fontes internas considerem 2030 mais realista — ainda assim, muito antes do esperado.

Quem está por trás desse projeto?

O avanço é resultado de uma iniciativa de seis anos liderada pelo Estado chinês, uma das maiores prioridades do presidente Xi Jinping.

O projeto é coordenado por uma rede de institutos estatais e empresas, com destaque para a Huawei, que atua desde o design dos chips até a integração final em produtos.

Fontes descrevem o programa como o “Projeto Manhattan da China”, em referência ao esforço dos EUA para desenvolver a bomba atômica.

Como a China conseguiu avançar apesar das sanções?

Mesmo sob fortes controles de exportação, a China utilizou estratégias agressivas:

  • Engenharia reversa de máquinas antigas
  • Compra de componentes em mercados secundários
  • Uso de empresas intermediárias para mascarar aquisições
  • Recrutamento de ex-engenheiros ocidentais, especialmente da ASML

Alguns profissionais trabalharam sob nomes falsos, com identidade protegida, e o projeto foi classificado como segurança nacional.

Quais são os principais desafios ainda existentes?

Apesar do avanço, a China enfrenta obstáculos técnicos importantes, principalmente nos sistemas ópticos de precisão, hoje dominados por fornecedores europeus.

O protótipo chinês é descrito como rudimentar, maior e menos eficiente que os equipamentos da ASML. Ainda assim, especialistas afirmam que o sucesso agora é mais uma questão de tempo, não de viabilidade.

Por que isso muda o equilíbrio global?

Se a China dominar totalmente a tecnologia EUV, poderá:

  • Reduzir drasticamente a dependência do Ocidente
  • Burlar sanções tecnológicas
  • Fortalecer sua indústria de IA e defesa
  • Reconfigurar cadeias globais de suprimentos

O objetivo declarado é claro: expulsar os EUA da cadeia chinesa de semicondutores.

Conclusão: o mundo subestimou a China?

O projeto secreto de Shenzhen mostra que subestimar a capacidade tecnológica chinesa pode sair caro. Mesmo com sanções, restrições e bloqueios, o país avançou em uma das áreas mais complexas da engenharia moderna.

Se o protótipo evoluir para produção comercial, o monopólio do Ocidente pode estar com os dias contados — e o impacto será sentido em tecnologia, geopolítica e mercados.

Para continuar acompanhando os bastidores que moldam a economia global e os investimentos, continue navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

O que é litografia EUV?

É uma tecnologia usada para fabricar chips ultrapotentes, gravando circuitos microscópicos no silício.

A China já produz chips avançados com essa máquina?

Ainda não. O protótipo gera luz EUV, mas os chips funcionais são a próxima etapa.

Por que os EUA tentaram bloquear essa tecnologia?

Porque ela é estratégica para IA, defesa e liderança tecnológica global.

A Huawei participa diretamente do projeto?

Sim. A empresa atua em várias etapas da cadeia de semicondutores.

Quando a China pode alcançar o Ocidente?

Fontes indicam algo entre 2028 e 2030, antes do que se previa.

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