Enquanto o Ocidente acreditava ter anos de vantagem, a China avançava em silêncio. Em um laboratório altamente protegido em Shenzhen, cientistas chineses desenvolveram um protótipo capaz de produzir chips de última geração, tecnologia considerada estratégica para inteligência artificial, smartphones e poder militar.
O projeto, conduzido sob sigilo absoluto, revela que a China está muito mais perto da independência em semicondutores do que analistas e governos ocidentais imaginavam — e o impacto pode ser global.
O que a China conseguiu desenvolver em segredo?
Segundo fontes próximas ao projeto, engenheiros chineses construíram uma máquina de litografia EUV — tecnologia essencial para fabricar os chips mais avançados do mundo. Hoje, esse tipo de equipamento é praticamente monopolizado pelo Ocidente.
O protótipo ficou pronto no início de 2025 e já consegue gerar luz ultravioleta extrema, o coração da tecnologia EUV. Embora ainda não produza chips funcionais, o simples fato de estar operando representa um salto histórico.
Por que a tecnologia EUV é tão estratégica?
A litografia EUV permite gravar circuitos milhares de vezes mais finos que um fio de cabelo em placas de silício. Quanto menores os circuitos, mais poderoso é o chip.
Essa tecnologia é indispensável para:
- Processadores de IA
- Chips de smartphones avançados
- Sistemas militares e de defesa
- Data centers de alta performance
Por isso, ela virou o centro de uma verdadeira Guerra Fria tecnológica.
Quem domina essa tecnologia hoje?
Atualmente, apenas a ASML, da Holanda, domina a produção de máquinas EUV. Cada equipamento custa cerca de US$ 250 milhões e é usado por fabricantes como TSMC, Intel e Samsung.
Empresas como Nvidia e AMD dependem diretamente desse ecossistema para criar seus chips mais avançados.
Durante anos, autoridades dos EUA afirmaram que a China levaria décadas para alcançar esse nível tecnológico.
Então por que esse avanço surpreendeu tanto?
Em abril, o CEO da ASML declarou que a China precisaria de “muitos e muitos anos” para desenvolver uma tecnologia EUV funcional. O surgimento de um protótipo operacional sugere que essa previsão pode estar errada por vários anos.
O governo chinês trabalha agora com a meta de produzir chips funcionais até 2028, embora fontes internas considerem 2030 mais realista — ainda assim, muito antes do esperado.
Quem está por trás desse projeto?
O avanço é resultado de uma iniciativa de seis anos liderada pelo Estado chinês, uma das maiores prioridades do presidente Xi Jinping.
O projeto é coordenado por uma rede de institutos estatais e empresas, com destaque para a Huawei, que atua desde o design dos chips até a integração final em produtos.
Fontes descrevem o programa como o “Projeto Manhattan da China”, em referência ao esforço dos EUA para desenvolver a bomba atômica.
Como a China conseguiu avançar apesar das sanções?
Mesmo sob fortes controles de exportação, a China utilizou estratégias agressivas:
- Engenharia reversa de máquinas antigas
- Compra de componentes em mercados secundários
- Uso de empresas intermediárias para mascarar aquisições
- Recrutamento de ex-engenheiros ocidentais, especialmente da ASML
Alguns profissionais trabalharam sob nomes falsos, com identidade protegida, e o projeto foi classificado como segurança nacional.
Quais são os principais desafios ainda existentes?
Apesar do avanço, a China enfrenta obstáculos técnicos importantes, principalmente nos sistemas ópticos de precisão, hoje dominados por fornecedores europeus.
O protótipo chinês é descrito como rudimentar, maior e menos eficiente que os equipamentos da ASML. Ainda assim, especialistas afirmam que o sucesso agora é mais uma questão de tempo, não de viabilidade.
Por que isso muda o equilíbrio global?
Se a China dominar totalmente a tecnologia EUV, poderá:
- Reduzir drasticamente a dependência do Ocidente
- Burlar sanções tecnológicas
- Fortalecer sua indústria de IA e defesa
- Reconfigurar cadeias globais de suprimentos
O objetivo declarado é claro: expulsar os EUA da cadeia chinesa de semicondutores.
Conclusão: o mundo subestimou a China?
O projeto secreto de Shenzhen mostra que subestimar a capacidade tecnológica chinesa pode sair caro. Mesmo com sanções, restrições e bloqueios, o país avançou em uma das áreas mais complexas da engenharia moderna.
Se o protótipo evoluir para produção comercial, o monopólio do Ocidente pode estar com os dias contados — e o impacto será sentido em tecnologia, geopolítica e mercados.
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Perguntas Frequentes (FAQs)
O que é litografia EUV?
É uma tecnologia usada para fabricar chips ultrapotentes, gravando circuitos microscópicos no silício.
A China já produz chips avançados com essa máquina?
Ainda não. O protótipo gera luz EUV, mas os chips funcionais são a próxima etapa.
Por que os EUA tentaram bloquear essa tecnologia?
Porque ela é estratégica para IA, defesa e liderança tecnológica global.
A Huawei participa diretamente do projeto?
Sim. A empresa atua em várias etapas da cadeia de semicondutores.
Quando a China pode alcançar o Ocidente?
Fontes indicam algo entre 2028 e 2030, antes do que se previa.








