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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Putin eleva o tom e dispara aviso chocante à Europa: “Estamos prontos agora”

A cena chamou atenção imediata: diante de jornalistas e empresários em Moscou, Vladimir Putin deixou claro que, se a Europa decidir enfrentar a Rússia militarmente, “eles estão prontos agora”.

A frase, carregada de provocação e confiança, foi dita pouco antes de o líder russo receber os enviados de Donald Trump para discutir um possível caminho para encerrar o conflito iniciado na Ucrânia em 2022.

O encontro com Steve Witkoff e Jared Kushner, marcado no Kremlin, seria decisivo para avaliar se existe margem para um acordo — mas Putin escolheu enviar um recado duro antes mesmo das conversas começarem.

Por que Putin desafiou a Europa nesse momento?

Segundo o presidente russo, os países europeus estão fazendo demandas “inaceitáveis” nas propostas de paz. Entre elas, permitir a futura entrada da Ucrânia na OTAN e não reconhecer oficialmente os territórios já ocupados por Moscou — cerca de 20% do país.

Para ele, essas condições são uma tentativa direta de sabotar a negociação. Foi nesse contexto que Putin endureceu o discurso, afirmando que, se houver um confronto direto, “não sobraria ninguém para negociar a paz” — uma provocação que acendeu alertas em capitais europeias.

As negociações com enviados de Trump podem mudar o rumo da guerra?

Witkoff e Kushner permaneceram por cinco horas no Kremlin discutindo possibilidades de desescalada.

O objetivo do encontro era entender o que Putin está disposto a aceitar e qual espaço existe para que Trump — que tem uma visão mais pragmática do conflito — possa influenciar o rumo da guerra.

Putin, fortalecido por recentes avanços militares, fez questão de reforçar que a Rússia negocia, mas não sob pressão.

A Rússia está mesmo fortalecida no campo de batalha?

A resposta curta: sim — segundo análises militares citadas por especialistas russos e ucranianos.

Na véspera do encontro, Moscou anunciou sua maior vitória em quase dois anos: a tomada de Pokrovsk, um ponto estratégico na região de Donetsk.

Kiev, porém, nega que a cidade esteja totalmente sob controle russo. O governo ucraniano afirma que ainda há tropas resistindo no norte da região, apesar das perdas.

Mesmo assim, a possível queda de Pokrovsk abre caminho para que a Rússia avance sobre os 15% restantes de Donetsk, parte das quatro regiões anexadas ilegalmente em 2022.

A Europa teme uma guerra direta?

Nos bastidores, diversos países europeus já admitem que um confronto direto com Moscou pode acontecer antes de 2030 — e alguns acreditam que isso pode ocorrer ainda durante o mandato de Trump.

O problema é que a Europa se rearmou tardiamente e sempre confiou na proteção dos Estados Unidos, algo que o futuro governo republicano não parece disposto a garantir automaticamente.

É nesse cenário que Putin tenta enquadrar a Europa como inimiga tanto da Rússia quanto dos EUA, criando pressão política adicional sobre Kiev.

E como a Ucrânia reage enquanto tenta não ser deixada de lado?

O presidente Volodimir Zelenski tenta manter o protagonismo nas negociações, mas enfrenta dois desafios gigantes:

  • Perdas militares importantes no leste
  • Um escândalo de corrupção que derrubou integrantes de alto escalão, incluindo seu poderoso chefe de gabinete

Para piorar, a Ucrânia luta para que seus aliados não sejam excluídos das conversas diretas entre Moscou e Washington.

Zelenski insiste que nenhuma decisão sobre o futuro do país pode ser tomada “pelas costas da Ucrânia”.

Há pressão financeira envolvendo o conflito?

Sim. Um dos pontos mais sensíveis envolve o uso de US$ 300 bilhões em reservas russas congeladas na Europa.

Enquanto Kiev pressiona para usar o dinheiro na reconstrução e compra de armas, o Banco Central Europeu se posicionou contra. O órgão afirma que a apreensão das reservas seria ilegal, argumento que coincide com o de Moscou.

Conclusão

A declaração belicosa de Putin foi tudo menos aleatória. Ela veio no momento mais delicado das negociações, com a Rússia tentando mostrar força e a Europa dividida entre apoiar Kiev e evitar um confronto direto.

A guerra entra numa fase decisiva, e cada frase pública parece calculada para moldar as conversas nos bastidores.

Se você quer acompanhar os próximos desdobramentos desse cenário cada vez mais imprevisível, continue navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

O que motivou Putin a ameaçar a Europa agora?

A fala ocorreu após a Europa sugerir mudanças no plano de paz que Moscou considerou inaceitáveis, especialmente sobre a entrada da Ucrânia na OTAN e o reconhecimento dos territórios ocupados.

A Rússia realmente controla Pokrovsk?

Moscou afirma que sim, mas Kiev nega a perda total da cidade. Analistas militares apontam que o controle russo pode ser praticamente consolidado.

Trump pode influenciar a paz na Ucrânia?

Sim. Seus enviados foram a Moscou para avaliar possibilidades de acordo, e Putin demonstra interesse em negociar diretamente com o governo americano.

A Europa teme um confronto direto com a Rússia?

Sim. Diversos governos já consideram possível um embate até 2030, especialmente diante da incerteza sobre o apoio americano.

O escândalo de corrupção na Ucrânia afeta as negociações?

Afeta muito. Ele enfraquece a posição de Zelenski e complica sua tentativa de manter protagonismo nas conversas.

O que impede o uso das reservas russas congeladas?

O Banco Central Europeu afirmou que tomar o dinheiro seria ilegal, alinhando-se ao argumento da própria Rússia.

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