Dois dias após a operação que resultou na prisão de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi direto ao ser questionado sobre quem controla a Venezuela neste momento: “Eu”.
A declaração foi dada em entrevista à NBC News e deixou claro que Washington assumiu, na prática, o comando político do país após a ação militar que retirou Maduro do poder. Trump também descartou qualquer possibilidade de eleições no curto prazo e afirmou que o foco agora é “consertar o país”.
Trump centraliza poder e define equipe para comandar a Venezuela
Durante a entrevista, Trump afirmou que as decisões sobre a Venezuela estarão concentradas em um grupo restrito do governo americano. Segundo ele, o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Defesa Pete Hegseth, o vice-chefe de gabinete Stephen Miller e o vice-presidente JD Vance terão papéis centrais.
Ao ser questionado se haveria uma autoridade máxima nesse arranjo, Trump respondeu sem rodeios que a palavra final é dele, reforçando a ideia de uma administração direta, ainda que temporária.
Eleições são descartadas e discurso é de reconstrução total
Trump afirmou que não há qualquer chance de eleições na Venezuela nos próximos 30 dias. Para ele, o país não possui condições mínimas para um processo eleitoral legítimo neste momento.
“Primeiro precisamos consertar o país. Não dá para ter eleição. Não há como as pessoas sequer votarem”, afirmou o presidente americano.
A fala vai na contramão das expectativas de setores da oposição venezuelana que defendem uma transição rápida por meio do voto, mas deixa claro que Washington prioriza controle e estabilidade antes de qualquer disputa política.
Ameaça de nova ação militar segue sobre a mesa
O presidente dos EUA também fez um alerta direto à presidente interina Delcy Rodríguez. Segundo Trump, uma nova incursão militar não está descartada caso ela não coopere com as diretrizes estabelecidas por Washington ou “não se comporte”.
A declaração eleva a tensão e reforça a percepção de que os Estados Unidos pretendem exercer pressão máxima para moldar o futuro político venezuelano nos próximos meses.
Administração temporária e foco no petróleo
Após a captura de Maduro, Trump já havia afirmado que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração da Venezuela, até que uma transição política fosse definida. Embora não tenha detalhado o formato desse controle, o presidente voltou a destacar o interesse na exploração e comercialização do petróleo venezuelano.
O tema energético aparece como peça-chave na estratégia americana, tanto para a recuperação econômica do país quanto para o reposicionamento geopolítico na América Latina.
Declaração muda o jogo político na região
Ao afirmar publicamente que é ele quem manda na Venezuela, Trump rompe com qualquer discurso diplomático tradicional e inaugura uma fase de controle explícito sobre o país vizinho.
A fala deve gerar reações internacionais, dividir opiniões e aumentar a pressão sobre governos da região, inclusive o Brasil, que agora observa uma Venezuela sob influência direta de Washington.
Os próximos passos vão indicar se essa centralização será curta ou se marcará uma mudança duradoura no equilíbrio político do continente. Para acompanhar os desdobramentos e entender como isso impacta a América Latina e os mercados, continue navegando pelo Brasilvest.
Perguntas Frequentes (FAQs)
Trump disse literalmente que manda na Venezuela?
Sim. Questionado sobre quem comanda o país após a prisão de Maduro, Trump respondeu: “Eu”.
Haverá eleições na Venezuela em breve?
Não. Trump descartou eleições no curto prazo e afirmou que o país precisa ser reconstruído antes.
Quem faz parte do grupo que decide sobre a Venezuela?
Marco Rubio, Pete Hegseth, Stephen Miller e JD Vance, com Trump como autoridade máxima.
Delcy Rodríguez segue no poder?
Ela atua como presidente interina, mas sob forte pressão e supervisão dos Estados Unidos.
Os EUA podem fazer nova ação militar?
Segundo Trump, sim. Uma nova incursão segue no radar se não houver cooperação.









