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O mercado de combustíveis amanheceu agitado. As ações da Raízen (RAIZ4), Vibra Energia (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3) registram ganhos firmes após a refinaria privada Refit voltar a ser alvo das autoridades em mais uma operação de combate à sonegação fiscal — desta vez, envolvendo cifras impressionantes.
A operação, segundo os órgãos envolvidos, mira um suposto esquema que teria movimentado R$ 70 bilhões em apenas um ano e acumulado uma dívida tributária que beira R$ 25 bilhões, colocando a Refit/Manguinhos como a maior devedora contumaz do país.
Com o endurecimento da luta contra a informalidade, as distribuidoras listadas na B3 são imediatamente beneficiadas — e o mercado reagiu rápido.
Por que RAIZ4, VBBR3 e UGPA3 estão subindo?
Por volta das 10h45, as ações avançavam entre 1% e 4%, impulsionadas pela percepção de que o combate às fraudes pode redistribuir participação de mercado para as empresas que operam dentro das regras.
A operação, batizada de Poço de Lobato, envolve uma força-tarefa entre diversos órgãos federais, estaduais e municipais. O foco é desarticular um esquema de longa duração que, segundo investigadores, utilizava:
– Sonegação fiscal e fraude aduaneira
– Estruturas societárias complexas, com offshore, holdings e fundos
– Subfaturamento na importação de combustíveis
Entre 2020 e 2025, o grupo teria importado R$ 32 bilhões em combustíveis, evitando tributos através de diferentes artifícios.
Como essa operação impacta o setor de combustíveis?
De acordo com o Bradesco BBI, o fechamento temporário da Refit em setembro já havia provocado:
– Aumento imediato da participação de mercado das três maiores empresas do setor
– Redução da diferença de preço entre distribuidoras e postos independentes
Ou seja, quando a informalidade perde espaço, as empresas listadas tendem a ocupar esse vácuo — e com margens melhores.
O projeto do “devedor contumaz” pode mudar o jogo?
Sim — e muito.
O BBI avalia que, além da operação atual, o próximo passo decisivo seria a aprovação do projeto de lei que define regras rígidas para empresas que reiteradamente deixam de pagar impostos.
Essa pauta ganhou força depois de denúncias recentes envolvendo o setor, e pode criar um novo patamar competitivo, favorecendo empresas que cumprem obrigações fiscais.
Diferença de preços pode diminuir — e margens aumentar
Em relatório anterior, o BBI já havia indicado uma queda na diferença de preços entre postos de marca e bandeira branca no Sudeste. Isso mostra que o combate à informalidade pode permitir que as distribuidoras pratiquem preços mais equilibrados — e até expandam margens.
Projeções para 2026: espaço para crescer acima da média
O banco enxerga a possibilidade de as grandes distribuidoras crescerem acima da média do setor em 2026, após três anos de desempenho mais fraco.
Se isso acontecer, Vibra e Ultrapar poderiam negociar próximas de 10x o P/L esperado para 2026, abrindo espaço para revisões positivas dos analistas.
No geral, o BBI reforça: “Os esforços contra a informalidade estão se intensificando, reforçando nossa visão construtiva para o setor.”
Conclusão: combate à informalidade pode reposicionar o setor de vez
A nova ofensiva contra irregularidades dá força às grandes distribuidoras da B3 e reacende perspectivas de ganho de mercado, melhora de margens e crescimento em 2026.
Se você acompanha o setor de combustíveis, os próximos meses prometem movimentações importantes. Para continuar por dentro dos impactos no Ibovespa e nas empresas do segmento, continue navegando pelo Brasilvest.
Perguntas Frequentes (FAQs)
Por que as ações de RAIZ4, VBBR3 e UGPA3 subiram?
Porque a operação contra a Refit fortalece as distribuidoras formais, que tendem a ganhar participação de mercado.
O que é a Operação Poço de Lobato?
Uma ação conjunta de diversos órgãos para investigar um esquema de sonegação e fraude fiscal no setor de combustíveis.
Quem é considerada a maior devedora contumaz do país?
A Refit/Manguinhos, com dívida estimada em cerca de R$ 25 bilhões.
O projeto de “devedor contumaz” afeta quem?
Empresas que deixam de pagar impostos repetidamente — o que tende a beneficiar empresas formais e penalizar sonegadores.
As margens das distribuidoras podem melhorar?
Sim. A redução da informalidade tende a diminuir distorções de preços e ampliar margens das grandes distribuidoras.
2026 deve ser um ano melhor para o setor?
Analistas acreditam que sim, com projeção de crescimento acima da média se o combate à informalidade continuar.









