A implementação da reforma tributária começou a sair do papel em 2026 — e os números já mostram isso. Segundo o Valor Econômico, a Receita Federal contabilizou 1,7 milhão de notas fiscais emitidas e adaptadas ao novo sistema tributário, um marco relevante no início da fase de testes e transição dos novos tributos sobre o consumo.
O que representam as 1,7 milhão de notas adaptadas
O volume expressivo indica que empresas e sistemas fiscais já começaram a se adequar às novas exigências da reforma. Essas notas incluem campos e informações necessárias para:
- testes da CBS e do IBS
- simulações de apuração dos novos tributos
- validação dos sistemas da Receita
Na prática, trata-se de um ambiente de homologação em larga escala, essencial para evitar falhas quando a reforma estiver plenamente em vigor.
Por que a Receita acompanha essas notas de perto
A Receita Federal do Brasil usa essas emissões para:
- verificar se os layouts estão corretos
- testar cruzamentos de dados
- identificar gargalos tecnológicos
- antecipar problemas operacionais
Quanto mais cedo os erros aparecem, menor o risco de caos quando a transição avançar.
Reforma tributária começa pelos bastidores
Embora o consumidor ainda não sinta mudanças diretas, o sistema já está sendo testado por dentro. A reforma exige:
- novos campos nas notas fiscais
- adaptação de ERPs e sistemas contábeis
- integração entre União, estados e municípios
Essas 1,7 milhão de notas mostram que a engrenagem começou a girar.
Empresas que saem na frente
Quem já está emitindo notas adaptadas tende a:
- sofrer menos no auge da transição
- reduzir risco de autuações futuras
- ganhar previsibilidade de custos
- ajustar preços com mais segurança
Empresas que deixam para depois podem enfrentar retrabalho, multas e atrasos operacionais.
Pequenas empresas também entram no radar
Apesar de grandes companhias liderarem o movimento, a Receita alerta que micro e pequenas empresas também precisarão se adequar. Mesmo quem está no Simples Nacional:
- será impactado indiretamente
- precisará adaptar sistemas
- terá de entender a nova lógica tributária
Ignorar 2026 pode custar caro.
O que muda com CBS e IBS
A reforma cria dois novos tributos:
- CBS (federal)
- IBS (estadual e municipal)
Eles substituem gradualmente impostos como PIS, Cofins, ICMS e ISS, com promessa de:
- menos cumulatividade
- maior transparência
- crédito financeiro amplo
Mas, até lá, o desafio é operar dois sistemas ao mesmo tempo.
Por que 2026 é um ano crítico
Especialistas apontam 2026 como o ano mais sensível da reforma porque:
- sistemas antigos e novos convivem
- regras ainda estão sendo regulamentadas
- erros de preenchimento são comuns
- fiscalização continua rigorosa
As notas adaptadas funcionam como ensaio geral do novo modelo.
O que empresas devem fazer agora
A recomendação é clara:
- atualizar sistemas fiscais
- treinar equipes contábeis
- acompanhar regulamentações
- testar emissão de notas adaptadas
Quem se antecipa reduz risco e custo.
Conclusão: números mostram que a reforma já começou
As 1,7 milhão de notas fiscais adaptadas ao novo sistema tributário provam que a reforma não é mais teoria. Em 2026, o Brasil vive a fase mais delicada da transição — e quem não se preparar agora pode pagar a conta depois.
Quer continuar entendendo, em linguagem clara, como a reforma tributária afeta empresas, preços e o seu dia a dia? Continue lendo o Brasilvest.
Perguntas frequentes (FAQ)
O que são notas fiscais adaptadas?
Notas com campos ajustados ao novo sistema tributário.
Quantas notas já foram emitidas?
Cerca de 1,7 milhão, segundo a Receita.
Isso já vale para todos?
Ainda é fase de testes e transição.
Pequenas empresas precisam se adaptar?
Sim, direta ou indiretamente.
A fiscalização já está valendo?
Sim. Erros continuam sujeitos a autuação.
Quando o novo sistema estará completo?
A transição leva vários anos após 2026.









