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A Rede D’Or (RDOR3) voltou ao centro das atenções depois que o Itaú BBA revisou suas projeções e elevou o preço-alvo das ações para R$ 58 até o fim de 2026. Isso representa um potencial de alta de 24%, mesmo após um ano em que os papéis já dispararam 86% — desempenho acima de todo o setor de saúde.
Segundo o banco, os resultados mais recentes da companhia mostram uma virada de nível. Entre os destaques estão o avanço expressivo no volume de pacientes, o salto nas cirurgias e a melhora consistente das margens.
Mas o que explica essa fase tão forte? E até onde a RDOR3 pode ir?
Por que o Itaú acredita em mais valorização da RDOR3?
Os analistas destacaram que o volume de pacientes-dia acelerou de 3% no 2º trimestre para 10% no 3º trimestre, impulsionado por fatores sazonais, mas também por um ganho estrutural de demanda — especialmente em cirurgias e infusões oncológicas.
Esse movimento indica que a Rede D’Or está atraindo procedimentos mais eletivos, que tendem a gerar maior rentabilidade.
O desempenho acima do normal chamou a atenção do mercado, principalmente porque veio acompanhado de uma ocupação elevada e maior giro de leitos.
O salto das cirurgias surpreendeu — o que mudou?
Um dos aspectos mais comentados foi o crescimento de 21% nas cirurgias no período — ritmo mais forte que nos trimestres anteriores.
Isso aconteceu por diversos fatores combinados:
- expansão da capacidade instalada
- migração de médicos de concorrentes com desempenho fraco
- melhora no relacionamento com SulAmérica e Bradesco Saúde (BBDC4)
- condições mais atrativas para cirurgiões, incluindo isenção de taxas em cirurgias robóticas
Segundo o Itaú, esses elementos elevaram a qualidade e a previsibilidade do fluxo de procedimentos.
A oncologia virou uma das principais forças da Rede D’Or
O segmento oncológico também cresceu acima do esperado:
as infusões avançaram 16%, movimentando também o volume de cirurgias da área.
Para o banco, essa tendência deve se manter, porque a ocupação segue acima da média histórica — algo impulsionado pelo aumento constante do número de cirurgias.
E o ticket médio? Ficou abaixo do esperado — mas não preocupa
Apesar da expansão, o ticket médio avançou de forma mais moderada. Parte disso foi afetada por ajustes contábeis da consolidação da Mederi, que impactaram negativamente o crescimento sequencial em 2,4 pontos percentuais.
Mesmo assim, o Itaú destaca que fatores como:
- maturação dos hospitais de São Paulo
- revisões de preços
- mudança no perfil de atendimento das operadoras
continuam sustentando o crescimento da receita por paciente.
O relatório nota ainda que operadoras estão deslocando atendimentos simples para clínicas — estratégia que pode manter o ticket sob pressão, mas não compromete margens.
EBITDA e lucro devem acelerar: projeções sobem
Com ocupação forte, eficiência operacional crescente e hospitais amadurecendo, o Itaú revisou para cima suas projeções:
- EBITDA 2026: +3%
- Lucro líquido 2026: +5%
Segundo o banco, o trimestre deu sinais claros de ganho operacional, como:
- custo de pessoal estável em relação à receita
- diluição robusta em serviços de terceiros
- queda nos gastos com materiais e medicamentos
Esse conjunto reforça a tese de que a Rede D’Or ainda tem espaço para expandir resultado e destravar valor.
Dividendos ou expansão? O Itaú vê vantagem em continuar investindo
A Rede D’Or gera caixa forte e tem um balanço considerado sólido. O relatório cita que isso permitiria distribuir dividendos relevantes.
Mesmo assim, para o Itaú, o maior valor está na continuidade da expansão, seja:
- ampliando a presença no mercado privado
- entrando em novas regiões com potencial de demanda
Para os analistas, a posição estratégica da companhia no setor faz dessa rota a mais lucrativa para o longo prazo.
Conclusão
A leitura do Itaú BBA é clara: mesmo após forte valorização, a Rede D’Or (RDOR3) ainda tem espaço para subir mais. O avanço das cirurgias, a força da oncologia, a ocupação elevada e as margens mais saudáveis reforçam a confiança do banco em ganhos futuros.
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Perguntas Frequentes (FAQs)
Qual é o novo preço-alvo da Rede D’Or (RDOR3)?
O Itaú BBA elevou o preço-alvo para R$ 58 ao fim de 2026, indicando potencial de alta de 24%.
Por que as ações subiram tanto em 2025?
A empresa mostrou crescimento forte em cirurgias, ocupação, oncologia e margens — fatores que animaram o mercado.
O desempenho das cirurgias influenciou o resultado?
Sim. O aumento de 21% no volume de cirurgias ajudou a impulsionar receita, ocupação e giro de leitos.
A oncologia vai continuar crescendo?
Segundo o Itaú, sim. O segmento teve 16% de alta nas infusões e deve seguir ganhando participação.
Os custos estão sob controle?
Sim. Houve diluição de despesas e estabilidade do custo de pessoal, contribuindo para margens mais fortes.
A RDOR3 deve focar em dividendos ou expansão?
O banco vê mais valor na continuidade da expansão, dada a posição estratégica da empresa.









