3.9 C
Nova Iorque
26.2 C
São Paulo
sexta-feira, janeiro 9, 2026
spot_img

Reforma tributária: empresas vão viver um “manicômio tributário” em 2026, alerta Alexandre Garcia

A reforma tributária promete simplificar o sistema no longo prazo, mas 2026 será tudo, menos simples para as empresas.

Segundo análise do jornalista Alexandre Garcia, publicada na Gazeta do Povo, o próximo ano tende a ser um verdadeiro “manicômio tributário”, marcado por sobreposição de regras, insegurança jurídica e aumento de custos operacionais.

Por que 2026 será o ano mais confuso da reforma

A grande virada acontece porque 2026 marca o início da transição prática da reforma tributária. Na prática, empresas terão de lidar ao mesmo tempo com:

  • impostos antigos ainda vigentes
  • novos tributos sendo implementados
  • regras em adaptação
  • sistemas paralelos de apuração

Ou seja, dois sistemas rodando juntos, algo que especialistas consideram o pior cenário possível.

O que muda na prática para as empresas

Durante a transição, empresas precisarão:

  • recalcular preços
  • adaptar sistemas fiscais e contábeis
  • treinar equipes
  • revisar contratos
  • lidar com interpretações divergentes

Segundo a análise, o risco de erro aumenta, e erro tributário no Brasil costuma significar multa, autuação e litígio.

Complexidade aumenta em vez de diminuir

Embora a promessa da reforma seja simplificação, Alexandre Garcia destaca que o curto e médio prazo serão de caos. A convivência entre:

  • ICMS
  • ISS
  • PIS
  • Cofins
  • e os novos tributos (CBS e IBS)

cria um ambiente que exige mais burocracia, não menos.

Pequenas e médias empresas serão as mais afetadas

Grandes companhias conseguem contratar consultorias e sistemas robustos. Já pequenas e médias empresas:

  • têm menos estrutura
  • menos margem para erro
  • menos capacidade de absorver custos

Para esse grupo, 2026 pode significar perda de competitividade ou até inviabilidade operacional.

Insegurança jurídica entra no radar

Outro ponto crítico é a falta de jurisprudência. Como os novos tributos ainda não foram testados na prática, empresas enfrentarão:

  • interpretações conflitantes
  • regras que mudam rapidamente
  • disputas entre União, estados e municípios

Esse cenário aumenta o risco de judicialização.

O alerta de Alexandre Garcia

Na coluna, Alexandre Garcia afirma que o país caminha para um período em que cumprir a lei será mais difícil do que descumpri-la, dada a confusão normativa.

O alerta central é claro: a transição foi mal desenhada, e o custo recairá sobre quem produz e emprega.

O papel do governo e do Congresso

A responsabilidade, segundo a análise, recai sobre:

  • o desenho da reforma
  • a pressa política
  • a falta de testes práticos
  • a ausência de regras claras desde o início

O resultado é um sistema que nasce prometendo ordem, mas entrega incerteza no curto prazo.

O que empresas precisam fazer desde já

Especialistas recomendam:

  • mapear impactos da reforma no negócio
  • investir em contabilidade e tecnologia fiscal
  • revisar preços e contratos
  • criar reservas para custos extras

Esperar 2026 chegar pode ser tarde demais.

Conclusão: 2026 será um teste de sobrevivência empresarial

A crítica de Alexandre Garcia resume o sentimento de grande parte do setor produtivo: 2026 será um ano de confusão tributária extrema. A reforma pode até funcionar no futuro, mas antes disso, empresas enfrentarão um período de alto risco e baixa previsibilidade.

Quer continuar acompanhando análises que explicam como decisões de Brasília impactam diretamente empresas e empregos? Continue lendo o Brasilvest.

Perguntas frequentes (FAQ)

Por que 2026 será tão confuso para as empresas?

Porque antigos e novos impostos vão coexistir.

A reforma tributária começa em 2026?

Sim, a fase prática de transição se inicia em 2026.

Pequenas empresas serão afetadas?

Sim, são as mais vulneráveis ao aumento da burocracia.

A reforma simplifica ou complica?

No longo prazo promete simplificar; no curto, complica.

Haverá aumento de impostos?

Pode haver aumento indireto de custos e carga efetiva.

O que empresas devem fazer agora?

Planejar, adaptar sistemas e buscar apoio técnico.

spot_img

Artigos Relacionados

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Fique Conectado
20,145FãsCurtir
51,215SeguidoresSeguir
23,456InscritosInscrever
Publicidadespot_img

Veja também

Brasilvest
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.