A reforma tributária promete simplificar o sistema no longo prazo, mas 2026 será tudo, menos simples para as empresas.
Segundo análise do jornalista Alexandre Garcia, publicada na Gazeta do Povo, o próximo ano tende a ser um verdadeiro “manicômio tributário”, marcado por sobreposição de regras, insegurança jurídica e aumento de custos operacionais.
Por que 2026 será o ano mais confuso da reforma
A grande virada acontece porque 2026 marca o início da transição prática da reforma tributária. Na prática, empresas terão de lidar ao mesmo tempo com:
- impostos antigos ainda vigentes
- novos tributos sendo implementados
- regras em adaptação
- sistemas paralelos de apuração
Ou seja, dois sistemas rodando juntos, algo que especialistas consideram o pior cenário possível.
O que muda na prática para as empresas
Durante a transição, empresas precisarão:
- recalcular preços
- adaptar sistemas fiscais e contábeis
- treinar equipes
- revisar contratos
- lidar com interpretações divergentes
Segundo a análise, o risco de erro aumenta, e erro tributário no Brasil costuma significar multa, autuação e litígio.
Complexidade aumenta em vez de diminuir
Embora a promessa da reforma seja simplificação, Alexandre Garcia destaca que o curto e médio prazo serão de caos. A convivência entre:
- ICMS
- ISS
- PIS
- Cofins
- e os novos tributos (CBS e IBS)
cria um ambiente que exige mais burocracia, não menos.
Pequenas e médias empresas serão as mais afetadas
Grandes companhias conseguem contratar consultorias e sistemas robustos. Já pequenas e médias empresas:
- têm menos estrutura
- menos margem para erro
- menos capacidade de absorver custos
Para esse grupo, 2026 pode significar perda de competitividade ou até inviabilidade operacional.
Insegurança jurídica entra no radar
Outro ponto crítico é a falta de jurisprudência. Como os novos tributos ainda não foram testados na prática, empresas enfrentarão:
- interpretações conflitantes
- regras que mudam rapidamente
- disputas entre União, estados e municípios
Esse cenário aumenta o risco de judicialização.
O alerta de Alexandre Garcia
Na coluna, Alexandre Garcia afirma que o país caminha para um período em que cumprir a lei será mais difícil do que descumpri-la, dada a confusão normativa.
O alerta central é claro: a transição foi mal desenhada, e o custo recairá sobre quem produz e emprega.
O papel do governo e do Congresso
A responsabilidade, segundo a análise, recai sobre:
- o desenho da reforma
- a pressa política
- a falta de testes práticos
- a ausência de regras claras desde o início
O resultado é um sistema que nasce prometendo ordem, mas entrega incerteza no curto prazo.
O que empresas precisam fazer desde já
Especialistas recomendam:
- mapear impactos da reforma no negócio
- investir em contabilidade e tecnologia fiscal
- revisar preços e contratos
- criar reservas para custos extras
Esperar 2026 chegar pode ser tarde demais.
Conclusão: 2026 será um teste de sobrevivência empresarial
A crítica de Alexandre Garcia resume o sentimento de grande parte do setor produtivo: 2026 será um ano de confusão tributária extrema. A reforma pode até funcionar no futuro, mas antes disso, empresas enfrentarão um período de alto risco e baixa previsibilidade.
Quer continuar acompanhando análises que explicam como decisões de Brasília impactam diretamente empresas e empregos? Continue lendo o Brasilvest.
Perguntas frequentes (FAQ)
Por que 2026 será tão confuso para as empresas?
Porque antigos e novos impostos vão coexistir.
A reforma tributária começa em 2026?
Sim, a fase prática de transição se inicia em 2026.
Pequenas empresas serão afetadas?
Sim, são as mais vulneráveis ao aumento da burocracia.
A reforma simplifica ou complica?
No longo prazo promete simplificar; no curto, complica.
Haverá aumento de impostos?
Pode haver aumento indireto de custos e carga efetiva.
O que empresas devem fazer agora?
Planejar, adaptar sistemas e buscar apoio técnico.








