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O governo britânico entrou em uma nova fase de ajustes. A ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves, apresentou um orçamento que aumenta impostos para trabalhadores, aposentados e investidores, buscando garantir uma margem maior para cumprir as metas de endividamento do país. A medida vem justamente no momento em que o OBR — órgão fiscalizador do país — revisa para baixo as projeções de crescimento da economia britânica.
Apesar da desaceleração prevista, o OBR trouxe um dado que agradou o mercado: o governo agora terá mais que o dobro da reserva fiscal necessária para manter suas contas em ordem, mesmo ampliando gastos sociais.
Por que o Reino Unido está aumentando impostos novamente?
Segundo Reeves, o ajuste atual é essencial para equilibrar as contas. O pacote inclui mais de 26 bilhões de libras em arrecadação extra, pouco mais de um ano depois de ela ter aprovado outro aumento de 40 bilhões de libras — o maior desde os anos 1990.
A ministra reconheceu que enfrentará críticas, mas defende que o plano é o mais justo disponível no momento. Em seu discurso, reforçou que “os mais ricos devem contribuir mais” e que a reforma tributária busca justamente redistribuir esse peso de forma mais equilibrada.
OBR corta projeções, mas vê folga fiscal maior: o que isso significa?
O Escritório de Responsabilidade Orçamentária reduziu suas estimativas de crescimento para os próximos anos, indicando uma economia mais lenta.
Mas, surpreendentemente, aumentou a margem de manobra fiscal do governo para quase 22 bilhões de libras em cinco anos — mais que o dobro dos 9,9 bilhões previstos em março.
Essa folga extra vem, principalmente, da arrecadação gerada pelos novos aumentos de impostos, como:
- prolongamento do congelamento dos limites de isenção do imposto de renda
- elevação da alíquota para determinados rendimentos
- tributação mais rígida para investidores e poupadores
Só o congelamento dos limites deve render 8 bilhões de libras adicionais no ano fiscal de 2029/2030.
Quem paga a conta?
O impacto será sentido por três grupos principais:
- Trabalhadores, que terão mais renda tributada por causa do congelamento de faixas
- Aposentados, especialmente aqueles que recebem acima da linha de isenção
- Investidores, que enfrentarão maior carga sobre ganhos e aplicações
Reeves afirma que está pedindo uma contribuição “de todos”, mas garante que a cobrança será “a menor possível” devido às reformas anunciadas para tornar o sistema tributário mais justo.
O que o mercado achou?
A ampliação da reserva fiscal foi vista como sinal positivo, especialmente por investidores que monitoram o risco de endividamento do país.
Mesmo com crescimento mais fraco, a capacidade de manter as contas equilibradas traz algum alívio — e reforça que o governo não pretende abandonar seus compromissos fiscais.
Conclusão
As medidas de Rachel Reeves marcam um ponto de virada no esforço britânico para estabilizar as contas públicas.
O pacote tributário aumenta a carga sobre diferentes segmentos, mas abre espaço para que o Reino Unido mantenha sua credibilidade fiscal num período de desaceleração econômica.
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Perguntas Frequentes (FAQs)
Por que o Reino Unido está aumentando impostos agora?
Para ampliar a reserva fiscal e garantir o cumprimento das metas de endividamento em meio à desaceleração econômica.
Quem será mais afetado?
Trabalhadores, aposentados e investidores, especialmente devido ao congelamento das faixas de isenção do imposto de renda.
Quanto o governo deve arrecadar com as novas medidas?
O OBR estima 26,1 bilhões de libras em arrecadação extra por ano até 2029/2030.
O congelamento da faixa de isenção continua?
Sim. A extensão por mais dois anos deve render cerca de 8 bilhões de libras no ano fiscal de 2029/2030.
O OBR está otimista com o crescimento do Reino Unido?
Não. O órgão reduziu suas projeções de crescimento para os próximos anos.
Essas medidas aumentam a credibilidade fiscal do país?
Segundo o OBR, sim. A folga fiscal agora é mais que o dobro da prevista anteriormente, fortalecendo o equilíbrio das contas públicas.









