A renda fixa reinou absoluta nos últimos anos, impulsionada pela combinação explosiva de juros altos, volatilidade macroeconômica e um investidor cada vez mais cauteloso.
Mas 2026 promete virar essa página — e é exatamente por isso que a pergunta volta com força:
A renda fixa ainda reinará no próximo ano?
A resposta, segundo especialistas, é: sim, mas com ajustes importantes na estratégia.
Essa discussão será o destaque do painel de renda fixa no Onde Investir 2026, evento do InfoMoney em parceria com a XP, que começa na próxima segunda-feira (8). O encontro reúne duas das maiores referências do setor:
- Camilla Dolle, head de renda fixa da XP
- Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos
E ambas já antecipam um ponto-chave: o investidor precisará estar atento às reprecificações, ao ciclo eleitoral e à possível redução da Selic já em janeiro.
O que muda na renda fixa com 2026 chegando?
O ano de 2025 foi turbulento para o mercado de juros.
A curva sofreu com:
- volatilidade intensa,
- ruídos fiscais persistentes,
- pressões no vértice longo,
- e maior cautela no crédito privado.
Mesmo assim, o juro continuou alto o suficiente para manter os produtos de renda fixa entre os favoritos do investidor brasileiro.
Para 2026, o cenário muda:
A Selic deve iniciar uma trajetória de queda gradual, tanto por ajustes domésticos quanto pelo movimento global de cortes de juros.
Isso não significa que a renda fixa deixará de ser atrativa — ao contrário.
Mas muda quais tipos de títulos devem ganhar destaque.
Onde estão as melhores oportunidades, segundo as especialistas?
O painel deve explorar exatamente onde o investidor pode obter melhores prêmios em 2026. Entre os pontos mais esperados estão:
1. Títulos públicos ainda atrativos, mas exigem seletividade
Os especialistas devem comentar:
- Prefixados que passaram por reprecificação
- NTN-B com juros reais elevados
- Estratégias para aproveitar quedas futuras da Selic
2. Crédito privado segue no radar — com cautela
Depois de um ano de muitos ruídos, a busca será por emissores mais sólidos e setores menos expostos à volatilidade.
3. Inflação volta a ter papel importante
Papéis atrelados ao IPCA podem se tornar destaque para quem busca proteção e ganho real, especialmente diante do cenário fiscal incerto.
4. Ano eleitoral exige inteligência do investidor
2026 deve trazer:
- volatilidade mais forte,
- mudança de expectativas,
- reprecificação constante.
E, naturalmente, mais oportunidades — para quem souber aproveitar.
O painel do Onde Investir 2026 promete destrinchar ponto a ponto tudo isso de forma simples e prática, mostrando como navegar um ambiente que mistura juros ainda altos, possível afrouxamento monetário e incertezas políticas.
Evento reúne grandes nomes do mercado
O debate faz parte da programação completa do Onde Investir 2026, que ao longo da semana contará com economistas, gestores e estrategistas discutindo:
- juros
- Bolsa
- câmbio
- ativos globais
- agronegócio
- educação financeira
Tudo para preparar o investidor para um ano que deve ser mais volátil, mas também cheio de boas oportunidades.
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Perguntas Frequentes (FAQs)
A renda fixa ainda será atrativa em 2026?
Sim. Apesar da possível queda da Selic, ainda há bons prêmios nos títulos públicos e privados, principalmente em inflação e crédito selecionado.
Vale investir em prefixados no próximo ano?
Sim, especialmente se a Selic iniciar um ciclo de cortes, o que tende a valorizar esses papéis.
O crédito privado continua interessante?
Continua, mas exige mais cuidado com a escolha dos emissores e setores.
O que esperar dos títulos atrelados ao IPCA?
Eles devem ganhar força por unirem proteção inflacionária e juros reais elevados.
Ano eleitoral impacta a renda fixa?
Sim. Ele aumenta a volatilidade e gera oportunidades para quem consegue rebalancear a carteira no momento certo.
O evento Onde Investir 2026 é pago?
Não. A inscrição é gratuita e ainda oferece bônus, como planilhas e relatórios exclusivos.









