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sábado, fevereiro 14, 2026
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Revelado Elo Brasileiro no Caso Jeffrey Epstein: Novos Documentos do FBI Citam “Grande Grupo Brasileiro” e Modelo do Brasil

Dezenas de milhares de documentos sobre o caso Jeffrey Epstein foram divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, revelando novas conexões com o Brasil. Entre os arquivos, um depoimento ao FBI cita um “grande grupo brasileiro”, levantando novas questões sobre o alcance internacional do esquema.

Os documentos, tornados públicos na sexta-feira (19/12), detalham investigações sobre abusos sexuais e tráfico de mulheres e meninas atribuídos ao bilionário Jeffrey Epstein, que morreu em 2019. A maioria do material está tarjada, dificultando a identificação completa de envolvidos.

As novas informações surgem em um momento em que o nome do ex-agente de modelos Jean-Luc Brunel, um conhecido parceiro de Epstein e acusado de tráfico de mulheres, volta a ser associado ao Brasil. Brunel esteve no país em 2019, supostamente em busca de novas modelos. Conforme divulgado pela BBC News Brasil, os arquivos do FBI incluem anotações manuscritas de uma entrevista de maio de 2019 que mencionam um “grande grupo brasileiro” e uma modelo que “teria acabado de vir do Brasil”.

Visita de Parceiro de Epstein ao Brasil e Recrutamento de Modelos

Jean-Luc Brunel, cofundador de agências de modelos com financiamento de Epstein, é acusado de recrutar jovens para o bilionário, prometendo carreiras na moda. Relatos indicam que Brunel viajou ao Brasil em 2019 com o objetivo de encontrar novas modelos para levar aos Estados Unidos. Uma reportagem do The Guardian de agosto de 2019 detalha que, ao visitar um apartamento de Brunel em Miami, uma jovem modelo brasileira se identificou como trabalhando para a MC2, agência de Brunel.

Outra reportagem da Agência Pública revelou uma foto de Brunel divulgada em 2019 pela Mega Model Brasília, com a legenda indicando que ele esteve na cidade para um casting com o objetivo de levar modelos para Nova York. Nivaldo Leite, diretor da Mega Model, afirmou à BBC News Brasil que Brunel apenas fez uma visita à agência para conhecer a estrutura, mas que nenhum modelo da agência brasileira viajou com ele.

Mega Model Brasil Afirma Ter Boicotado Brunel e Epstein

Em resposta às menções em documentos liberados pelo FBI, a Mega Model Brasil emitiu uma nota esclarecendo sua posição. A agência afirma que jamais manteve qualquer relação comercial, parceria ou vínculo com Jean-Luc Brunel ou Jeffrey Epstein. Segundo a agência, o fato de constar nos documentos como uma empresa que se negou a assinar contratos com a MC2 (agência de Brunel) comprova seu rigoroso sistema de ética e proteção.

A Mega Model alega ter sido citada por Brunel como uma agência que o boicotou, protegendo seus agenciados de ambientes de risco assim que os primeiros indícios de má conduta vieram à tona. A prova disso, segundo a agência, está em um processo judicial movido por Brunel na Flórida, onde ele cita a Mega Partners (braço de parcerias da agência brasileira) como um exemplo de “perda de negócios” e rejeição pelo mercado.

Detalhes das Anotações do FBI e Preferências de Epstein

As anotações manuscritas do FBI, baseadas em uma entrevista de 2 de maio de 2019, descrevem um “grande grupo brasileiro” e mencionam uma pessoa que “teria acabado de vir do Brasil” e “era modelo”. O documento relata que Epstein, identificado como “JE”, impunha critérios sobre as meninas apresentadas, incluindo a preferência por não receber “spanish or dark girls” (possivelmente referindo-se a latinas/hispânicas ou de pele escura).

Há descrições de características físicas de uma pessoa citada como de “pele mais escura” e “aparência amazônica”, que teria sido trazida “no final, em momento de desespero”. O relato também menciona a idade das meninas, com Epstein demonstrando preferência por menores de 18 anos, chegando a pedir documentos de identidade para confirmar a idade.

Posição do Governo Brasileiro e Investigação em Curso

Em relação a possíveis iniciativas para identificar brasileiros envolvidos no caso Epstein, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Itamaraty direcionaram a demanda à Polícia Federal. A Polícia Federal, por sua vez, declarou que “não se manifesta sobre investigação em curso”, mantendo o sigilo sobre quaisquer desdobramentos da apuração.

Perguntas frequentes

O que são os novos documentos liberados sobre Jeffrey Epstein?

São dezenas de milhares de documentos sigilosos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre as investigações do caso Jeffrey Epstein, que incluem depoimentos e provas relacionadas a abusos sexuais e tráfico de pessoas.

Qual a conexão entre o caso Epstein e o Brasil mencionada nos documentos?

Um depoimento ao FBI cita um “grande grupo brasileiro” e menciona uma modelo que teria vindo do Brasil. Além disso, o ex-parceiro de Epstein, Jean-Luc Brunel, visitou o Brasil em 2019 em busca de modelos.

Quem é Jean-Luc Brunel?

Jean-Luc Brunel era um ex-agente de modelos francês, cofundador de agências de moda com financiamento de Epstein, e é acusado de tráfico de mulheres e de recrutar jovens para o bilionário. Ele foi encontrado morto na prisão em Paris em 2022.

Qual a posição da Mega Model Brasil sobre o caso?

A Mega Model Brasil afirma que nunca teve relação comercial com Brunel ou Epstein e que se recusou a assinar contratos com a agência de Brunel, agindo de forma ética para proteger seus agenciados.

O governo brasileiro está investigando brasileiros no caso Epstein?

O Ministério da Justiça e o Itamaraty indicaram que a Polícia Federal é o órgão responsável por manifestações sobre investigações em curso, e a PF declarou que não comenta apurações em andamento.

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