O Banco Safra iniciou 2026 promovendo mudanças relevantes em sua carteira recomendada de ações para janeiro, mirando papéis com potencial de valorização de até 76%. O portfólio passou por ajustes estratégicos, com saídas, entradas e realocações de peso, refletindo a leitura do banco sobre juros, ciclo econômico e catalisadores de curto prazo.
Duas ações deixaram a carteira: JBS (JBSS32) e Multiplan (MULT3). No lugar, entraram Aura Minerals (AURA33) e C&A (CEAB3).
Segundo o Safra, a decisão não significa perda de confiança nos papéis excluídos, mas sim menor atratividade no curto prazo.
Por que JBS e Multiplan saíram da carteira
No caso da JBS, os analistas afirmam que os principais catalisadores já ficaram para trás, o que reduz o potencial imediato de valorização.
Já a saída da Multiplan está ligada a uma estratégia clara de redução da exposição à curva de juros, dado o cenário macroeconômico ainda sensível. O banco optou por reduzir risco nesse vetor específico.
Aura Minerals entra por qualidade e desconto
A entrada da Aura Minerals foi motivada pela alta qualidade operacional da companhia e por um desconto relevante em relação a pares internacionais do setor de mineração de ouro.
Mesmo com um preço-alvo abaixo do fechamento recente, o Safra entende que o papel segue bem posicionado dentro de uma carteira diversificada, especialmente como proteção e equilíbrio de risco.
C&A vira aposta agressiva de recuperação
O maior destaque da carteira é a C&A (CEAB3), que lidera o ranking de potencial de alta, com 76% segundo o Safra.
A tese é clara: o banco vê uma desvalorização exagerada recente e aposta em um movimento de recuperação. No lado operacional, a C&A é considerada mais eficiente que concorrentes diretos, além de ainda negociar com desconto relevante de valuation.
Ajustes em Vale, Telefônica e reforço em Bradesco
Além das trocas, o Safra reduziu posição em Vale (VALE3) após a ação ter superado o desempenho da commodity, e também em Telefônica Brasil (VIVT3), que já havia performado acima do setor.
Por outro lado, o banco aumentou levemente a alocação em Bradesco (BBDC4), apostando na continuidade da melhora dos resultados e em dividendos robustos ao longo de 2026.
Carteira fecha com energia, bancos e construção
Completam a carteira recomendada de janeiro os papéis de Direcional (DIRR3), Petrobras (PETR4), Itaúsa (ITSA4), Copel (CPLE3) e Energisa (ENGI11).
O mix reflete uma estratégia equilibrada entre valor, dividendos e potencial de crescimento, com exposição a setores defensivos e cíclicos.
Safra bateu o Ibovespa em 2025
Em 2025, a carteira recomendada do Safra entregou retorno positivo de 33,98%, superando levemente o Ibovespa, que avançou 33,95% no mesmo período. O histórico reforça a confiança do banco em sua seleção para o início de 2026.
As 10 ações do Safra para janeiro e seus potenciais
A maior assimetria está concentrada em C&A (CEAB3) e Direcional (DIRR3), mas o portfólio como um todo combina retornos esperados relevantes com controle de risco.
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Perguntas Frequentes (FAQs)
Qual ação tem o maior potencial de alta na carteira do Safra?
A C&A (CEAB3), com potencial estimado de 76%.
Por que a JBS saiu da carteira?
O Safra vê menos catalisadores positivos no curto prazo.
O Safra está mais conservador em janeiro?
O banco reduziu exposição a juros, mas manteve apostas agressivas em recuperação e valor.
Bradesco segue como aposta de dividendos?
Sim, o banco espera continuidade da melhora operacional e pagamentos robustos.
A carteira é focada no curto ou médio prazo?
A recomendação é mensal, mas muitas teses têm viés de médio prazo.









