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segunda-feira, janeiro 12, 2026
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Tenda quer virar “queridinha” dos gringos e mira maioria estrangeira no capital em 2026

A Tenda (TEND3) colocou um objetivo ambicioso no radar do mercado: mais que dobrar a participação de investidores estrangeiros em seu capital, saindo do patamar atual de cerca de 20% para mais de 50% até o fim de 2026. Para isso, a companhia decidiu ir além dos números no balanço e retomou com força total sua agenda internacional de relacionamento com grandes gestores globais.

A estratégia envolve presença constante nos principais centros financeiros do mundo e um discurso focado em crescimento, previsibilidade e geração de lucro.

Roadshows globais entram no centro da estratégia

Desde o segundo semestre de 2025, a Tenda voltou a “gastar sola de sapato” fora do Brasil. A empresa participou de conferências internacionais e promoveu encontros diretos com investidores em Nova York, Londres, Cingapura e Hong Kong.

A agenda não para por aí. Em janeiro, a construtora retorna aos Estados Unidos e ao Reino Unido, com a meta clara de realizar pelo menos um roadshow por trimestre ao longo de 2026.

A avaliação interna é simples: o mercado internacional ainda conhece pouco a Tenda, apesar do tamanho e da relevância da companhia no segmento de habitação popular.

Resultados consistentes são a principal vitrine

Mais do que marketing, a Tenda aposta em entregar resultados consistentes para conquistar o investidor estrangeiro. A companhia divulgou um guidance robusto para 2026, com lucro líquido estimado entre R$ 520 milhões e R$ 600 milhões — bem acima dos R$ 210,7 milhões registrados em 2024.

No balanço mais recente, referente ao 3º trimestre de 2025, a empresa já havia mostrado força, com crescimento de 46,6% no lucro líquido na comparação anual.

Esse desempenho sustenta o discurso de que a empresa está em uma nova fase operacional e financeira.

Segmentos impulsionam vendas e reforçam tese de crescimento

No segmento principal, voltado à construção de apartamentos em regiões metropolitanas, a Tenda projeta vendas líquidas entre R$ 5 bilhões e R$ 5,5 bilhões em 2026.

Já a Alea, braço da companhia focado na produção industrializada de casas em fábrica para condomínios, deve gerar receita entre R$ 350 milhões e R$ 450 milhões. O modelo é visto como estratégico por oferecer escala, previsibilidade e margens mais eficientes no médio prazo.

Valuation agora entra no radar dos gringos

Um dos entraves históricos para o investidor estrangeiro era o valor de mercado da Tenda, que ficava abaixo do chamado “patamar de corte” usado por grandes fundos globais.

Esse cenário mudou. Hoje, a empresa vale cerca de R$ 3 bilhões, equivalente a algo próximo de US$ 500 milhões, nível considerado mínimo por muitos investidores internacionais.

Não por acaso, as ações da companhia dispararam 107,7% em 2025, colocando a Tenda novamente no radar global.

Comparação com pares mostra espaço para avançar

Em apresentações recentes, a própria Tenda destacou que concorrentes do setor já contam com forte presença estrangeira no capital.

Empresas como Direcional e Cury têm cerca de 57% de participação de investidores internacionais, enquanto a MRV aparece com aproximadamente 41%. A Tenda, ainda na casa dos 22%, vê aí um espaço claro para convergência.

Cenário político e crédito não preocupam a companhia

Mesmo com a proximidade das eleições no Brasil, a Tenda afirma não enxergar riscos relevantes para o seu modelo de negócios. O principal motivo é a solidez do programa Minha Casa, Minha Vida, considerado estratégico independentemente de mudanças no governo.

O mesmo vale para o FGTS, fonte central de recursos para o crédito habitacional. Embora reconheça que os financiamentos estejam rodando acima da capacidade orgânica do fundo, a empresa avalia que o cenário está bem equacionado no curto e médio prazos.

Estratégia mira 2026 como ano-chave

Com crescimento operacional, valuation mais atraente e maior exposição internacional, a Tenda acredita que 2026 será decisivo para mudar de patamar na base acionária.

Para quem acompanha o setor imobiliário, a entrada de capital estrangeiro em peso pode significar mais liquidez, menor custo de capital e novas oportunidades.

Para seguir acompanhando movimentos de empresas listadas, estratégias de mercado e análises que impactam seus investimentos, vale continuar navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

Qual é o objetivo da Tenda para investidores estrangeiros?

Elevar a participação de cerca de 20% para mais de 50% até o fim de 2026.

Como a empresa pretende atingir essa meta?

Com roadshows internacionais frequentes e entrega de resultados financeiros consistentes.

O valuation ainda é um problema?

Não. A Tenda já superou o patamar mínimo de valor de mercado exigido por muitos fundos globais.

O cenário político preocupa a companhia?

Não. A empresa vê o Minha Casa, Minha Vida como um programa sólido no longo prazo.

As ações da Tenda performaram bem recentemente?

Sim. Em 2025, os papéis acumulam alta de mais de 100%.

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