O Tesouro Direto teve um desempenho excelente em 2025, atraindo milhões de investidores com juros elevados, previsibilidade e segurança. A pergunta que domina 2026 é direta: esse desempenho pode se repetir? Segundo análise do colunista Silvio Crespo, publicada no UOL, há boas razões para acreditar que o Tesouro seguirá competitivo, mas com nuances importantes.
Em outras palavras: o cenário ainda favorece a renda fixa, porém exige escolhas mais inteligentes do investidor.
Por que o Tesouro brilhou em 2025?
O sucesso em 2025 veio da combinação de fatores claros:
- Juros elevados por mais tempo
- Inflação sob controle relativo
- Busca por proteção e previsibilidade
- Acesso fácil para o pequeno investidor
Com isso, títulos como Tesouro Selic e Tesouro IPCA+ entregaram retorno real relevante, algo raro nos últimos anos.
O que muda no cenário para 2026?
Para 2026, o cenário base indica:
- Juros ainda em patamar alto, embora com expectativa de ajustes
- Maior sensibilidade ao fiscal
- Volatilidade política por ser ano eleitoral
Mesmo assim, o Tesouro segue atrativo para quem prioriza segurança e disciplina.
Quais títulos devem continuar em destaque?
Entre os papéis mais citados para 2026 estão:
Tesouro Selic
Ideal para:
- Reserva de emergência
- Liquidez diária
- Proteção contra volatilidade
Segue como porto seguro.
Tesouro IPCA+
Ganha força para:
- Proteção contra inflação
- Objetivos de médio e longo prazo
- Formação de patrimônio
Aqui, o prêmio real é o diferencial.
Tesouro Prefixado
Pode funcionar:
- Para quem acredita em queda futura dos juros
- Em estratégias bem calculadas
Mas exige mais cuidado com timing.
O risco fiscal entra no radar?
Sim. O desempenho do Tesouro também depende da confiança do mercado na política fiscal. Qualquer ruído:
- Afeta preços dos títulos
- Aumenta volatilidade
- Cria oportunidades — e riscos
Por isso, 2026 exige mais atenção ao prazo do título.
Tesouro Direto é para qualquer investidor?
Sim, mas não do mesmo jeito. Em 2026:
- Iniciantes tendem a preferir Selic
- Investidores de longo prazo olham IPCA+
- Perfil mais arrojado pode avaliar prefixados
Não existe “título perfeito”. Existe título adequado ao objetivo.
O erro comum após um ano bom
Depois de 2025, muitos acreditam que:
“Qualquer Tesouro vai render bem”
Isso é perigoso. Resultados passados não garantem retornos futuros, especialmente em um ano mais sensível politicamente.
Vale investir no Tesouro em 2026?
A resposta curta: sim.
A resposta correta: sim, com estratégia.
O Tesouro segue como:
- Base de carteira
- Proteção
- Fonte de retorno real
Mas diversificação e escolha de prazo serão decisivas.
Tesouro não é milagre — é método
Quem usa o Tesouro Direto como ferramenta de planejamento colhe resultados consistentes. Quem trata como aposta se frustra.
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Perguntas Frequentes (FAQ)
O Tesouro Direto vai render bem em 2026?
Há boas chances, especialmente na renda fixa.
Tesouro Selic ainda vale a pena?
Sim. É ideal para liquidez e reserva.
Tesouro IPCA+ é indicado?
Sim, para proteção contra inflação no longo prazo.
Prefixado é arriscado?
Pode ser, se o cenário mudar. Exige estratégia.
2026 é um bom ano para renda fixa?
Sim, mas com atenção ao cenário fiscal e político.









